Percalços

Há dias em que vemos a vida de um jeito admirável, falamos até com carinho acerca de determinadas situações. Porém, há dias que temos que partir do inverso, assumindo a responsabilidade de fazê-los mais leve, desejável, criando ali, diria até, um ambiente favorável dentro de todo um contexto de mudanças para sejamos capazes de ir adiante, caminhar.

[…]

Esse ” caminhar”, implica saber cooperar com os dias para que, através do conhecimento, já que a (vida é um eterno processo de superação), conseguirmos alcancar o equilíbrio interior, e assim na medida do possível, “conscientes” tirar proveito das situações adversas.

É interessante observar o ser humano nesse processo de superação, nessa maneira de refletir a cerca da vida, principalmente quando tudo muda. Tem pessoas por exemplo, que conseguem superar certas situações muito rápido, outros não. Tem gente que vai adiando, se violentando, ferindo cada vez mais até virar uma coisa séria, ou seja, negam resgatar-se daquele ciclo vicioso. Não assumem o compromisso de tomar a razão e dizer, eu posso mais, posso ir além… ‘vivem presos aos percalços da vida’, muitos se fingindo de coitadinhos para que as pessoas possam ter pena. Não, todos nós temos a capacidade de superação. Basta projetar os nossos pensamentos a aos caminhos que ajuda-nos superar os nossos próprios limites

[…]

É preciso saber compreender que a vida é feita de altos e baixos, e que apesar, dos dissabores, todos nós, precisamos recomeçar. E um bom jeito de fazer as coisas acontecerem é olhar para dentro de nós mesmos, dialogar para só então, conseguir criar condições para seguir em frente.

Se você vive esse momento de superação, acredite mais em você, na sua capacidade, na sua força. Eu sei que é…capaz! Vá!, busque o que precisa para conseguir alcançar o seu bem-estar novamente. Boa sorte!

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem- pública

Santarém, Pá 25 de março de 2020

Fernando Pessoa

” Na alma ninguém manda…

Ela simplesmente

fica onde se

encanta…”

Fernando Pessoa

https://pensador.com

Publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Midiamix

Santarém, Pá 25 de março de 2020

Produção musical nordestina

” Asa Branca “

Quando oiei a terra ardendo

Qual fogueira de São João

Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia

Nem um pé de prantação

Por farta d’água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão.

[…]

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, ano: 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinderest.

Santarém, Pá 24 de março de 2020

Geração de 30/movimentos literários/literatura

Nordeste: palavra, imagem e som

A geração de 30, fez surgir novidades que trouxeram uma contribuição cultural muito grande ao Brasil, tanto no que se refere a prosa, a música e a literatura. O cinema também, trouxe a temática nordestina. Aliás, esse foi um tema bastante explorado. Os autores traziam em seus textos sempre essa temática que falava dos problemas dessa gente sofrida, bem como, as marguras da seca, miséria, dentre outros. A contribuição cultural foi riquíssima para todos, inclusive a você. Quer conferir? Não perca tempo! Tem muita coisa boa esperando por você.

Comentário:

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, ano: 2013

Imagem: MASP.org.br

Candido Portinari, Menino morto

Enquanto isso em Portugal

A segunda Geração do Modernismo e o Neorrealismo

A Segunda Geração do Modernismo, ou presencismo, teve como ponto de partida a revista “presença “. Essa , lançada em meados de 1927, onde não pretendia ter compromisso com correntes políticas, sociais ou religiosas.

A princípio, foi composta por os escritores que tinha uma publicação marcada por inquietações religiosas, dentre eles, aparece o escritor José Régio e Miguel Torga. Eles cultivaram a poesia e a prosa de ficção e o teatro. Entre as obras desse período, José Régio, destacou-se pelo trabalho chamado Poemas de Deus e do Diabo e romance da cabra-cega , que naquela época, foi considerado um marco da prosa contemporânea. De Miguel Torga, cita-se as obras poéticas Ansiedade e Abismo e na prosa de ficção A criação do mundo e Bichos

No final da década de 1930, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, surgiu, em Portugal um movimento literário que combatia fascismo e a literatura dita ” descompromissada “- o Neorrealismo, cujos os partidos, ao contrário das gerações anteriores, propunham uma literatura social.

Ferreira de Castro é um dos precursores da nova tendência. O seu romance de nome A selva denuncia a exploração dos seringueiros na Amazônia brasileira.

Guinéus, de Alves Redol, é considerada como a primeira obra portuguesa. Já por volta de 1940, esse movimento literário contou com outros nomes como, Fernando Namora, Oliveira Carlos, Manuel da Fonseca e outros.

Comentário:

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Varina comendo melancia ( 1949), Júlio Pomar.

Santarém, Pá 24 de março de 2020

Escolha

Se na vida, tiver que fazer escolhas importantes, opte sempre por aquilo que lhe faz bem, escolha ” você “.

Entre permanecer ou escolher algo, tenha sempre o bom senso de promover as suas escolhas na direção em que você seja o privilegiado (a), pois do contrário, você pode torne-se objeto do confronto de alguém.

Tomar decisões nem sempre é uma tarefa fácil, porque geralmente, desperta-se uma realidade dentro de nós, que muitas vezes comporta situações inconciliáveis. Você ajusta umas, e outras são fragmentadas, naturalmente, deixada de lado. Deve ser por isso que o Sartre diz que ” Viver é ficar se equilibrando o tempo todo, entre cescolhas e consequência. ” Sem dúvida, num contexto literário, isso pode ser encarado, ‘visto’ com uma certa beleza. Agora, o Sartre não diz que ” omitir-se também é uma espécie de escolha.

Tem pessoas que preferem passar uma vida inteira vivendo em prol de situações que tornam-se uma grande mentira, ou seja, optam por mentir, machuca-se, e obviamente, sofrem porque não tiveram coragem de enfrentar a realidade. A realidade é algo estatístico, ela pode nos levar a um estado em que se percebe a necessidade de lidar melhor com os nossos avessos. Então, ela tem esse ‘ajuste’, melhor dizendo, as condições necessárias para que se possa por para fora, o que de alguma forma nos incomoda

[…]

A realidade mostrar no momento oportuno, a veracidade daquilo que é primordial, do que é necessário, e que portanto, não pode ser adiado.

Na verdade, só se consegue transformar, adaptar, algo ou uma situação a nossa realidade, se antes, ela for processada, pensada no silêncio, através de uma forma generosa. Quando se pensa, na verdade, estamos reagindo com uma espécie de consciência crítica em relação ao que precisa ser modificado. É por isso que contemplar o novo, nem sempre é fácil, porque para receber algo, significa que você terá que se despojar do velho, ou seja, daquilo que já não lhe serve mais.

Muitas pessoas não conseguem tomar decisões diante situações que a vida lhes apresenta, talvez por falta de maturidade ou porque não conseguem reciclar nada dentro de si, e preferem levar a vida em ‘banho maria’. Geralmente, não conseguem ter uma dimensão concreta da realidade em que vivem. Quer um exemplo? Relacionamentos fracassados. Sabe quando a coisa não rende mais, e a pessoa insiste em querer criar uma falsa imagem daquilo que vive? Muitas relações se enquadram nesse perfil. São as faltas, são os erros, a pseudaparticipaçao do pai na criação dos filhos. E aí, a vida, a relação vai se constituindo de retalhos. Costura aqui, mas rasga lá na frente. Coloca-se um novo remendo e, assim, vai-se vivendo numa ânsia louca, até o dia que se resolve refletir, pesar as consequências. Chega nessa fase, a mulher que carrega o mito de ” fazer” o casamento, não suportando mais, se convence que a relação é uma fonte de sofrimento. E o que acontece? Ela pondera, tenta várias vezes, mas a realidade é tão dura que a convida a tomar a uma decisão, a de ‘por um fim’, um basta naquilo tudo. E com isso, tem-se naturalmente a condição para mais problemas. Mas ela toma, levando em consideração todo histórico de negação, talvez a maior delas , a de si próprio

[…]

Falar da difícil tarefa que é ter que decidir uma questão sensível, como é um relacionamento é doloroso, porque requer observar muitos valores, coisas construída a dois, e tem uma segunda questão importante, que é os filhos. O lado ‘pesado’ será sentido em maior parte por eles. Não que seja obrigado duas pessoas conviverem juntas por conta dos filhos, mas é preciso ter consciência da consequência que isso gera numa separação. Lembrando que, se é para viver sofrendo, opte por escolher aquilo que é melhor pra você. Escolha você. Escolha ter a capacidade de se refazer e assim, conseguir cuidar melhor daqueles que você ama.

Ame-se. Isso é algo que precisar ser salientado. Quando nos amamos adquirimos condições de cuidar melhor de nós e tudo a nossa volta. Nunca duvide do poder que você tem. Escolha implica em muitas decisões, porém, escolha o que for melhor para você.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem pública

Santarém, Pá 24 de março de 2020

Poesia

” Sem poesia, somos incapazes de contemplar a beleza que há no mundo “.

Marii Freire Pereira

Imagem: Pixabay.com

Criação : Marii Freire Pereira

Vem comigo!

Santarém, 24 de março de 2020

Mario Quintana

viver é acalentar os sonhos e esperanças,

Fazendo da fé a nossa inspiração maior

É buscar nas pequenas coisas, um

grande motivo p/ ser feliz!

Mario Quintana

https://www.pensador.com

Publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, 24 de março de 2020

Álbum

” A vida é um álbum de fotografia. Nele cabe toda as cores, todos os momentos e todas as palavras não ditas”

Marii.

Quem nunca tirou um tempo da vida para recordar as lembranças de outrora? Quase todos. Não diria todos, porque algumas pessoas não têm foto para contar histórias. Têm histórias, não o registo delas.

Há realidade que fala por si só. Há histórias repletas de solidão, de lágrimas, amarguras não contadas. Existem pessoas que não gostam de aprisionar um momento numa imagem. Falo aprisionar porque uma parte de nossas vidas, virá eternidade

[…]

A fotografia possibilidade a eternidade de um momento. E ele permanece vivo até que o tempo gradativamente vá desgastando, ‘corroendo’ aquele momento que você registra como forma de dizer, aqui eu “deixei parte de mim” . Você já observou como nós, sempre travamos uma luta , luta diária diria assim, para conseguirmos deixar a nossa marca registrada? É como se isso fosse uma forma de protesto. Olha que sorriso, lindo! Faz charme, assim você ficar com uma imagem mais atrativa! Não, leveza, a fotografia precisa de leveza, sorria! Quantas vezes, somos flagrados tentando corrigir a imagem, a postura para que aquele momento seja perfeito? Várias. Muito bem, essas são as imagens nítidas, lindas, perfeitas.

Com tudo, há dias em que por mais que a ocasião lhe seja favorável, a vida insiste em dizer, não esse não é o momento oportuno. Contenha-se, procure ter mais cautela. Já em outros momentos, que por descuido ou falta de atenção, a vida te nivela por cima, ou seja, tirá-nos a vontade de viver, de acreditar, mostrando inclusive, situações desafiadoras, onde você não sabe se é um convite para seguir ou parar. São as fotos em preto e branco, têm um certo charme, mas tornam-se tão desbotadas (sem graça), que começam a se desfazer. Já as amarelas, guardam uma histórias quase sempre inesquecíveis, porque apesar de ter uma tonalidade diferente, parte da história continuar intacta. As nuances são verdadeiras, porque souberam negociar com o tempo . Às vezes, a dor e o sofrimento faz com que se perca a originalidade de sermos o que somos, pessoas ‘essencialmente’ cheias de vida, resplandecentes dentro de nossas possibilidades. Tendo aquilo atrativo para não perdermos a nossa composição original.

Essa é a vida contada metaforicamente em poucas palavras. Quantas cores cabem na sua? Sem Photoshop, diga quem é você nas fotos que o tempo não foi capaz de apagar. Eu espero que seja a mais alegre de todas. Aquela que sempre prenda a atenção de alguém de um modo especial.

Observe -se, faça as pazes com você, com o tempo, com a sua história.

Marii Freire Pereira

Imagem pública

Santarém, 23 de março de 2020

” Eu não sou boa nem quero sê-lo,
Contento-me em desprezar quase todos,
Odiar alguns, estimar raros e amar um”

Florbela Espanca
( Correspondência 1916)
http://www.citador.

Publicado por:
VEM comigo!
Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 23 de março de 2020