Por que os casais brigam?

” Amor não é amor, se quando encontra obstáculos se altera…”

William Shakespeare.

Ninguém melhor do que Shakespeare para compreender e descrever com tamanha perfeição a respeito de drama. Os dramas que se vive no amor, também não seriam diferentes. Shakespeare soube fundamentar essa questão com tanta perfeição que inclusive, escreveu umas das mais belas e inspiradoras histórias que amor ” Romeu e Julieta “. Ele fez com que nós, pudéssemos observar esse sentimento, além dos seus deleites. Mostrou uma realidade complexa, vivida e alimentada pelo coração humano, mas também revelou as suas contradições. O amor é puro, porém tem as suas observâncias. E por se tratar de um sentimento singular, querendo ou não, nos faz abraçar os seus dramas, as maldições que se acentuam dentro do Romance de Shakespeare vai além da imaginação, pois Romeu e Julieta faz com que se veja a presença do amor, mas também a questão da tragédia. É por isso que ( muitos falam em um amor maldito), porque sobreve alem de sua própria negação. O que mais justifica a quebra do elo entre duas pessoas que se amam? Nada, nem mesko a morte. Aliás, ele nasce a partir de duas vontades espontâneas e sobrevive a guerra do emocional. É no dia a dia que se conhece o que é um amor verdadeiro.

Amar uma pessoa, implica em você ir até o final. Acontece que, muitos casais, não conseguem ter as condições necessárias para administrar uma relação. Muitos brigas, e brigam por coisas desnecessárias, fazendo a relação entrar num desgaste.

[…]

Há situações que, se briga, mas por exigências irreais. Às vezes, um fica monitorando o outro direto, porque quer ( precisa), manter o controle sobre a pessoa que diz amar. A divergência de idéia, as acusações sem fundamentos e tantas outras coisas que, acabam contribuindo para o desentendimento de casais. Isso é motivo para ficar atento. Outra situação bastante comum entre casais, é a negligência entre parceiros, o distanciamento, mas o maior de todos os motivos é o ciúme.

A última situação é a pior de todas, ou seja, os ciúmes, às vezes, por motivo fútil, isso faz um casal romper a relação. A imaturidade dentro das relações é uma coisa baste observada, porque se as pessoas tivessem um pouco mais de cuidado, poderiam ter mais harmonia, prazer em estar juntos, namorar mais e brigar menos.

A briga gera um ” rompimento ” que trás muitos transtornos, porque quando se vive toda a intensidade de uma discussão, não se pensa na dor, na ausência, no sofrimento propriamente dito. Só se pesa aquilo que se fala na hora da raiva, depois, diria que num segundo momento. Ai, entra a questão de se repensar na relação.

Na práxis, a pergunta que muitas pesdoas fazem é ” por que os casais brigam? E mesmo através dessas brigas, é possível se amar de verdade?” Sim, é possível se amar. Na verdade, as brigas surgem por conta de divergência de idéias que poderiam ser muito bem conciliadas , se ” racionalizadas” antes de cometer os excessos. Claro, discutir até um certo ponto é saudável. O Amor passa por suas exigências. Agora, o que não pode é fazer disso um hábito ou fazer de qualquer pretexto, um motivo para briga.

Um casal, precisa saber flexibilizar as situações conflitantes. Muita coisa poderia ser evitado _ e deveria_ ser evitado, se as pessoas que vivem uma relação soubesse ser menos impulsiva e deixar de agir conforme os sentimentos.

O que é bonito no amor, é o resultado rico que ele produz, ou seja, você nota que há e sempre existirá conflitos, mas além daquilo que se volta discussões, você observa que há o interesse do amor, do diálogo, do perdão que uma coisa importante, entte as pessoas que se amam, e finalmente a mudança de postura. Errou, corrige e procurar fazer diferente. Ninguém errar por querer um resultado, a não ser que seja algo premeditado. Mas, na maioria das vezes, se erra tentando acertar. Isso é o que de fato, se faz olhar para a nobreza desse sentimento. O Amor é um sentimento que vai além das palavras, sem atitudes, ele não sobrevive.

Marii Freire Pereira

Imagem: Google

Santarém, Pá 14 de abril de 2020

Castro Alves

” Ontem plena liberdade,

Hoje…cum’lo de maldade,

Nem são livres p’ra morrer…

Prende- os a mesma corrente

_Férrea , lúgubre serpente_

Nas roscas da escravidão.

E assim roubados à morte,

Dança a lúgubre coorte

Ao som da açoite…Irrisão!…”

(Castro Alves. Fragmento de O navio negreiro _ tragédia no mar)

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, 14 de abril de 2020

Luz no fim do túnel

A luz no fim do túnel existe? Ou ela é uma mera projeção daquilo que imaginamos? Às vezes, a vida parece não fazer sentido, não é? Nós perdemos as coordenadas, negamos a importância desse processo de transformação contínua que é a vida, radicalizamos geral, e não é com os outros, é conosco. Estou errada? Não. Vez por outra, podemos ter uma visão distorcida da realidade, mas o que vai fazer diferença é a maneira de como a encaramos.

Você já notou que nos dias que mais nos estranhamos, é também os dias que desaprendemos o significado da palavra superação? É, como diria Guimarães Rosa, ” viver é perigoso “. Mas, não se aprende de outra forma, só vivendo. Claro, as situações concretas, elas nos limita, mas é preciso admitir que elas também nos transforma. É fundamental reconhecer que aquilo que hoje parece o nosso maior obstáculo, amanhã pode significar, talvez a nossa maior conquista. Na verdade, tudo depende da forma como se lida com as dificuldades.

É interessante refletir dessa maneira, porque toda realidade, ela sempre acaba nos trazendo algum conhecimento, alguma forma de agregar valor, ou seja, o que é indispensável. Por exemplo, algo que acontece de novo, pode transformar a realidade que tenho a respeito de uma situação verdadeira. Acredito que, tudo que tem sentido, ganha liberdade.

Uma destas coisas, é a capacidade que cada ser humano carrega consigo, que é a capacidade revolucionária de transformar-se, acreditar, ser um pessoa capaz. Deixar de lado as coisas que idealiza e ir rumo a conquista.

Quantas vezes, idealizamos uma conquista sem sair do lugar? Ou mesmo, em situações que foge ao nosso controle, não nos desesperamos? Muitas. É natural se desesperar, e com isso, surgir aquela pergunta clássica: No final do túnel, não existe luz? uma pequena fresta possível? Algo que possa ser capaz de trazer-nos a razão novamente? É bom lembrar de que dentro de um quarto escuro, tudo pode parecer um equívoco. A mente é capaz de nutrir muitos enganos, inclusive fazer-nos acreditar que não somos capazes. Eu quero dizer pra você que sim, somos capazes

[…]

Todavia, a coisa mais importa fazer-se, é libertar-se da ignorância, daquilo que assume forma de estar sendo, quando não é. O primeiro passo é crer, porque quando se acredita que é capaz, nasce uma força tão grande dentro de nós, que não tem nada que nos impeça de ir em busca daquilo que se deseja. A fresta de luz que antes, se imaginava existir, agora é uma porta escancarada que você pode entrar e sair a hora que quer.

Gente, nada é impossível quando mudamos a nossa maneira de ser e de pensar. É verdade que por vezes, o pensamento nos torna cativos de nós mesmos. Mas, a partir do momento em que se modifica a maneira de pensar, ah!…Se ganha muito. Não se escuta ninguém, a não ser a nos mesmos. Portanto, acredite mais em si. São as nossas atitudes que precisam ser modificadas. Arrisque, tenha coragem. Você pode.

Marii Freire Pereira

Imagem pública

Santarém, Pá 13 de abril de 2020

O silêncio nas entrelinhas

Ela era um paradoxo

Uma poesia rara,

Fina que nem porcelana.

Tinha uma alma imensa

Um sorriso com linguagens diversas,

Ela gostava de passar os dias contemplando o horizonte,

Tudo lhe parecia um mistério.

Desatenta aos avessos da vida, ela

Apreciava com generosidade

A poesia que era o pôr do sol .

Ninguém falava,

Mas, ali havia pássaros azuis!

Ou do jeito que sonhara.

O silêncio absoluto

Fazia-lhe cócegas na alma

Ela sabia contemplar a vida com ternura.

Renascia no mar

No vôo que ninguém a alcançava ...

Desnudava-se ao sol.

Marii Freire Pereira

Imagem: Google

Santarém, Pá 13 de abril de 2020

ROMEU E JULIETA

Rompeu e Julieta , um clássico da Literatura. Aqui, aproveito para fazer uma propaganda para o Walcyr Carrasco porque já li outros livros dele e adorei. Mas, falando de Rompeu e Julieta, esse livro conta uma ‘ das ‘ mais belas e trágicas histórias de amor. Tragédia é a característica principal de Shakespeare, logo , o amor e todas suas contradições sobreviveria além das páginas. Um exemplo de um amor verdadeiro. Claro, nesse livro, narra-se a história da descoberta do amor, do ‘primeiro amor’ , dessa coisa avassaladora, diria que, quase um obsessão entre os casais. Mas, que ganha vida em muitas caras, muitas bocas, e o sucesso de toda essa história, depende não da pessoa que escreve, mas de você.

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Google

Santarém, 13 de abril de 2020

Shakespeare

De almas sinceras a união sincera

Nada há que impeça: amor não é amor

Se quando encontra obstáculos se altera,

Ou se vacila ao mínimo temor

Amor é um marco eterno, dominante

Que encara a tempestade com bravura;

É astro que norteia a vela errante,

Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora

Seu alfange não poupe a mocidade;

Amor não se transforma de longe em hora,

Antes se afirma para eternidade.

Se isso é falso, e que é falso alguém provou,

Eu não sou poeta e ninguém nunca amou.

William Shakespeare

Pensador.com

Marii Freire Pereira

Vem comigo!

Santarém, 13 de abril de 2020

Nesta Páscoa, reflita sobre a vida. Em especial, a sua.

A palavra Páscoa, deriva do hebraico, e significa ‘ passagem ‘. E passagem como o próprio nome sugere, significa tudo aquilo que envolve o contexto da vida, o que vai desce, o nascimento a morte.

A reflexão a respeito do dia de hoje, é para lembrarmos simbolicamente da história de Jesus. Veja que a ‘ passagem ‘ Dele na história da humanidade, é toda tecida por situações adversas, diria que muitas contraditórias a respeito do significado da própria vida. Porém, Ele nos deixou um belíssimo exemplo de superação que foi vencer a própria morte.

Até hoje, muitos questionam a respeito da morte de Cristo. Fala-se em uma morte carnal, mas também espiritual. Claro, a morte carnal, ela é concreta. Todavia, a morte espiritual não. Essa é uma ‘ das’ questão mais importante a ser desvendada no que diz respeito a provocação que Cristo deixou no pensamento do homem, ou seja, um ser que vive baseado mais em seus instintos, e que portanto, comete guerras, vinganças, discriminações e tantas outras coisas, dentre elas até mesmo a morte ( que hilário, falando de morte), eis que surge um exemplo maior, ou seja, aquele que a venceu. Cristo venceu a morte! Para que dentro das nossas próprias contradições também, sejamos capazes de vencer os desafios diários, e viver pela emoção.

O que Cristo deixa como exemplo, dentro de seus segredos, é essa força, essa energia psíquica que canaliza muitos pensamentos construtivos que acabam nos estimulando, diria que até nos direcionando a viver aquilo que de fato é imprescindível, que é acreditar no seu exemplo de esperança, superação e fé. A fé que vence os próprios limites.

A reflexão sobre a Páscoa representa isso, a análise da somatória de uma vida inteira, ou parte dela, bem como, o respeito a cada processo ligada aos acontecimentos em relação a nossa passagem pela vida. E no que se refere a toda essa complexidade, talvez a luta maior seja sobrevivemos a construção intelectual e emocional. É esse detalhe que nos controla, portanto, aproxima ou distancia do céu.

[…]

Páscoa nada mais significa do que ‘momento de reflexão’. Portanto, quando você pega todos os acontecimentos e passa pelo grande ‘filtro’ que é a consciência, e ainda assim, consegue somar forças diante de todos os sacrifícios, o homem ” renasce ” novamente.

[…]

Feliz Páscoa a todos!

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Google

Santarém, Pá 12 de abril de 2020

João e Maria

” ..E pela minha lei, a gente era obrigada a ser feliz…”.

Chico Buarque e Sivuca

Fonte: LyricFind

Imagem: via Facebook

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 11 de abril de 2020

Castro Alves

Passa, ó vento das campinas,

Leva a canção do tropeiro.

Meu coração ‘ stá deserto,

Stá deserto o mundo inteiro.

Quem viu a minha senhora

Dona do meu coração?

Chora, chora na viola,

Violeiro do sertão.

[…]

Não quero mais está vida,

Não quero mais esta terra.

Vou procurá-la bem longe,

Lá para as bandas da serra.

Aí! triste que eu sou escravo!

Que valevter coração?

Chora, chora, na viola,

Violeiro do sertão.

(Castro Alves, Canção do violeiro. O navio negreiro e outros poemas. São Paulo, Saraiva, 2007)

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 11 de abril de 2020

Sentimento do Mundo

Tenho apenas duas mãos

e o sentimento do mundo, mas estou cheio de escravos,

minhas lembranças escorrem

e o corpo transige

na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu

estará morto e saqueado,

eu mesmo estarei morto,

morto meu beijo, morto o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram

Que havia uma guerra

e era necessário

trazer fogo e alimento.

Sinto- me disperso,

anterior a fronteiras ,

humildemente vos peço

que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,

eu ficarei sozinho

desfiando a recordação

do sineiro, da viúva e do microscopista

Que habitavam a barraca

e não foram encontrados

ao amanhecer

esse amanhecer

mais noite que a noite.

Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do Mundo, 1940. Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 11 de abril 2020