A época do Romantismo foi um momento que surgiu o trabalho de muitos pintores como Théodore Géricault e Eugène Delacroix, os paisagistas Joseph M.W. Turner.
O Romantismo foi um movimento intelectual e artístico do século XVIII, que buscava a emotividade e a subjetividade em suas obras.
A natureza foi bastante retrato nas obras de Goya e Eugène Delacroix. Mas também nessa mesma época, havia a preocupação com os problemas sociais e urbanos que também, acabam sendo retirados nessas obras.
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Marii Freire Pereira
Imagem: Arquivo pessoal. Antonie- Louis Barye, Teseu e minotauro/ Getty Imagens. ( Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013)
O que era o amor para os românticos? Era o amor sem prejuízo, ou seja, um sentimento verdadeiro. O amor era visto, “como olhos bem comportados”, pode – se assim dizer. Os textos românticos – poesia e prosa ou mesmo os textos teóricos. O amor romântico buscava a completude, o que era intenso e verdadeiro.
A característica principal do amor romântico é que nele, tudo era vivido de forma verdadeira. Isso significa dizer que havia a preocupação com o outro. Havia a idealização, mas ao mesmo tempo, a idéia de cuidado era algo muito presente. Vale dizer aqui o seguinte:
” O amor é era um sentimento que expressava o cuidado”.
O amor romântico era um tipo de amor permitia os casais apaixonados viver uma relação única, complexa e cheia de atitudes. Atitude aqui, no sentido de tornar real aquilo que surgia a partir da idealização.
O relacionamento onde não havia amor não tinha valor. Os casais românticos acreditam na beleza desse sentimento como algo verdadeiro.
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Marii Freire Pereira
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual, São Paulo, 2013
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Imagem: Arquivo pessoal. The blac Brunswicher ( 1860), de John Everett Millais ( livro pessoal)
” Sou o que não foi, o que vai ficando calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água, que não para, de longas beiradas: e, eu, rio abaixo, rio afora, rio adentro – o rio”.
Guimarães Rosa. ” A terceira margem do rio), publicado em ” Primeiras estórias), 1962)
( JGR, A terceira margem do rio. Revistaprosaeversoearte.com)
” O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui.
Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltasse os outros, vá; […] falto eu mesmo, e está lacuna é tudo.”
( literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013)
O amor é um sentimento nos transforma, reveste de nobreza todos os outros sentimentos. Pode-se dizer por exemplo, que a literatura ‘ supervaloriza ‘ o romantismo. A questão dos sentimentos, a paixão, a entrega. Há autores que descrevem com grande precisão o amor e a sensualidade em suas poesias, como é o caso do Casimiro de Abreu, que ao falar da experiência de amar, a compara como uma ” delícia dos anjos”. E não deixa deixar, basta se deixar envolver em sua candura que se chega a concepção de Vinicius de Moraes.
[…]
Amar é muito bom, principalmente quando esse sentimento também é uma resposta, quando se traduz em desejos. O próprio Alencar ao escrever ‘Senhora’ ele afirma numa frase ” Há uma delícia, uma voluptosidade pura e inocente…”. Então, a concepção acerca do amor, acaba sendo muito generosa. E generosa por que? Porque constrói esse jogo de desvendar a inocência e a malícia contida nesse sentimento.
Quem ama, ama tudo. Ama os defeitos e as qualidades. Note que o olhar de quem ama, transcende harmonia. O ardor da paixão, os lábios o desejo, a palpitação. Aí, voltamos novamente lá para o Casimiro ” Amar não faz mal “. Quem nunca amou? Todos nós amamos. Independente de sentir as delícias ou não, todo mundo já experimentou amar nem que seja , uma vez na vida.
Os poetas românticos souberam muito bem traduzir esse sentimento em palavras. Entre dores e melancolia, ele é sempre uma promessa. Diria que talvez um pouquinho mais, diria que ele é o desejo de aprimorar a nossa própria natureza. Acredito que o ser humano, precisa melhorar muito, digo isso, em todos os sentidos. A experiência do amor, ela sempre é benéfica. Primeiro, porque nos despertar para vida, ou seja, para aquilo que importa. Segundo, porque causa boas sensações em nós. Só para você ter uma idéia, amar é tão bom que libera até endorfina, o hormônio da felicidade!..
Quem ama tem sempre a autoconfiança e a autoestima elevada. Na verdade, o amor tem os seus benefícios. Mais do que os desejos íntimos, se percebe existe nesse sentimento a motivação, para viver, para assumir posições e se esforçar para ser melhor enquanto pessoa. Isso é bom. Há coisas que nem sempre vêm com a maturidade, às vezes, só o amor ensina. Ser mãe por exemplo. Posso dizer que o amor é muito bom. A única coisa que o destrói são os vícios e as informações distorcidas em relação a este. No mais, o amor é aquilo que nos permite abrir a consciência para os valores. A maior riqueza do ser humano é dar amor. Às vezes, as pessoas se castigam tanto por suas virtudes e esquece de vivê-lo. Sendo que, ele acontece justamente ao contrário, é ele quem nos direciona. Portanto, se você vive uma história de amor, ofereça o que há de melhor. ” Pássaro sem asa, anda rente ao chão [ Marii], o amor significa justamente essas asas, porque assim como, um pássaro, ele é delicado. Nos trás felicidade no seu pousar, mas não o aperte a ponto de esmagá-lo. Se o amor, oferça carinho e cuidado… que você sempre o terá por perto.
Primeiramente, eu quero começar esse texto, dizendo que todos nós erramos. Claro, ” perfeito ” , nem Cristo foi, ao menos diante de seus julgadores. Mas, não é nisso em que quero me prender. A verdade é que, se erra por necessidade, por falta de atenção, por desencanto diante da vida, por orgulho, por comportamento débil, por poder e inúmeras outras razões. Veja
Quando erramos por conta de atitudes estúpidas, momentos depois, digo, já com a calma estabelecida se pensa, “o porquê” de ter respondido com desaforo, às vezes, até uma atitude imatura vinda da outra parte a gente supervaloriza, e quando percebe, um probleminha, torna-se um problemão (…) Então, depois de expor a neurose, se começa revirar as bagagens, e vendo que aquilo não é muito promissor de nossa parte. Mas, que na verdade, foi uma atitude infeliz, feita na hora da raiva, se pensa ‘ que bobagem ‘. Porém, quem as nunca cometeu? Quem nunca perdeu a calma nesses momentos assim? Todos nós. Todos sabemos que errar é humano. A humanidade é composta assim, com seres humanos composto por suas imperfeições. Aliás, a imperfeição é uma característica que melhor nos define. Até os sábios cometem as suas loucuras. Como disse Nietzsche: ” Quem não se decifra, se deprime “. A verdade é que o ser humano em algum momento da vida comete falhas. E a partir disso, ele passa pelo ” julgar ” da sociedade “, que ao meu entender, é muito mais ” corrosivo ” do que qualquer lei escrita criada pelo homem. Às vezes, o preço da liberdade é altíssimo. Liberdade para pensar, falar ou mesmo revelar um desacato…
Quando alguém lhe apontar um dedo, tenha certeza que você não terá um julgamento justo, mas um veredicto imaturo, porque se levares ao pé da letra, as pessoas têm pressa em julgar as outras com facilidade. Difícil é “sentar no banco dos réus!”, e reunir-se a eles. O ser humanoé transgressor, comete atrocidades imagináveis.
A maioria de nós, rejeita qualquer necessidade de avaliar as provas que incriminam uns aos outros. O julgamento alheio é muito pesado. Este é composto por reações adversas. Se você notar, ele nasce de uma relação de poder desigual. Isso mostra toda uma fragilidade em relação a quem o vive.
O ser humano é assim, se ele pensar está correto, defende a sua opinião, e influência outras pessoas também a pensar que nem ele. Mas, a verdade é que também ” pecamos”, e muitos, pelos excessos.
De qualquer forma, se errar pelas duas partes: a precipitada e a generosa. Todavia, é interessante pensar que nós, temos os nossos labirintos, e que portanto vezes, nos vemos perdidos entres eles. Assim, não devemos exagerar em nossas posições para não cometer tantos erros, seja conosco ou com os outros. “Errar é humano”. Mas, corrigir os erros parte sempre da sensibilidade de saber me colocar na situação do outro. Portanto, sempre que necessário, reveja as suas posições.
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