Cruz e Sousa

Tu és o louco da imortal loucura,

O louco da loucura mais surpresa.

A terra é sempre a tua negra algema,

Prende- te nela a extrema Desventura.

Mas essa mesma algema de amargura,

Mas essa mesma Desventura extrema

Faz que tua alma suplicando gema

E rebente em estrelas de ternura.

Tu és o Poeta , o grande Assinalado

Que povoas o mundo despovoado,

De belezas eternas, pouco a pouco.

Na Natureza prodigiosa e rica

Toda a audácia dos nervos justifica

Os teus espasmos imortais de louco!

Cruz e Sousa. O Assinalado. ( Idem, p.102)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. gates- of- efen

Santarém, Pá 16 de Julho de 2020

Mil posts

Eu estou muito feliz por ter chegado a 1000 publicações. Ontem por exemplo, eu bati o meu recorde por aqui.

O que posso dizer em relação a essa conquista? É que nenhum resultado em nossa vida surge de graça. Há esforço, humildade e ousadia. Expressar sentimentos não é uma tarefa muito fácil, principalmente para quem não sabe interpretá-los, questioná-los da maneira correta. Portanto, ao escrever, faça isso como se estivesse servindo uma pessoa. Ela precisa ter prazer naquilo que recebe. Assim, acontece com nós, que escrevemos. Certamente, somos o resultado daquilo que um dia [ também], absorvemos.

Todavia, não basta escrever, você tem que despertar a consciência da pessoa que absorve as suas idéias. É preciso ter uma consciência nova? Certamente. Você precisa ter em mente o valor da importância das mudanças. É necessário acompanhar o significado de cada uma delas. Agregar na vida do outro, nem sempre é fácil. É possível, dependendo do ponto de vista de cada um.

Lembro-me, por exemplo, da primeira publicação a respeito de agradecimento que fiz por aqui. Na época, eu disse que estava feliz por ter 50 seguidores. Hoje tenho um pouco mais. E graça ao meu esforço, juntamente com o reconhecimento de vocês em curtir o meu trabalho, eu sei que devo continuar escrevendo cada vez mais. Escrever, construir um texto, requer dedicação e carinho. Fazer o outro raciocinar de um jeito criativo é muito bom. Gratificante mesmo!..

Não esqueça: ” Você pode sempre mais!”. Ao escrever, ouse! Faça alguém descobrir o seu valor. Escreva sempre com o intuito de ajudar aquele que de repente, vive um momento de caos. Tenha coragem, faça ele ou ela, acreditar na vida novamente. A palavra que edifica é essa, ela nos faz refletir os valores acerca da vida. Ela detecta em nós, o que precisa ser mudado, ou seja, vai nos lapidando devagar, até o ponto que descomplicar a vida. Gostou? Leia, leia tudo. Ah!…os meus textos também.

Um grande abraço pra você!

Beijos no coração!…

Marii Freire Pereira

Machado de Assis

” Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. “

( Brás Cubas, personagem de Machado de Assis)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: arquivo pessoal

Santarém, Pá 16 de Julho de 2020

Aproveite a Vida

Eu estava pensando acerca da vida, antes mesmo de escrever esse texto. Pensava coisas a respeito de valor e atitudes comuns que fazem com que ela possa valer a pena.

Recordo que enquanto pensava a respeito de nossa estadia por aqui, nos vamos tropeçando, chorando aqui e ali, como se revivendo esse processo de contradição, nós, fssemos revivendo os passos de nossa chegada.

[…]

Alguém já reparou como chegamos aqui? Passava por uma fresta tão apertada que esses processo de nascer nos assombra desde o primeiro momento.

De certa forma, é um aperto para nascer e vivemos passando por ele a vida inteira. Temos sonhos, dores, choramos com aquilo que não compreendemos. Muitas vezes, por não ter paciência, deixamos de viver experiências boas. Prestou atenção? São tantas coisas, algumas boas, outras com as suas limitações, mas que no fundo, são ricas porque fazem parte do cotidiano humano. E pelo simples fato de ” passarmos” inúmeras vezes por isso, se deixa de sentir aquilo que nos, esmaga deixa de fazer diferença. Mais ainda, dependendo da visão que se tenha acerca da própria existência, isso pode ser, considerado um problema ou não.

[…]

Talvez porque esse de fato, seja o grande detalhe de nossa trajetória. Mas, veja que triste: ao morrer, a impressão que se tem é que a morte nos abraça com prazer. Pois, já não passamos por uma fresta apertada, E sim, temos um espaço maior. É como se a morte pudesse abrir os dois braços e dizer: ” VEM!”. Não assusta? Lá você tem um espaço avantajado. Mas, do que adianta se já não tem diálogo? Calor humano, vida, amor?! Nem um ato de valentia, briga, nada…” nada a ser pronunciado!”.

Ninguém sabe da tua verdade, você não pode debater, trocar conhecimento, fazer novas experiências, impor alguma coisa!.. nada!

Quando você era um embrião, imaginas, tinha uma oportunidade pela frente. Podia ser visitado por amigos de sua mãe, tratado com generosidade. E agora? Nada mais nobre em relação a vida do que o nosso destino, nos é? Porém, já que não tem nenhum, qual caminho prefere?

Raros são os nossos triunfos por aqui. Se tem que compartilhar êxito, faça agora. Festeja agora, ouça as boas notícias acerca de si mesmo no momento presente – Aproveite a vida. Considere algumas verdades: os seus erros! tenha amigos verdadeiros. Amor enquanto podes amar. A vida é um sopro – amanhã é outra realidade. Hoje você pode perguntar : ” Quem sou?” , amanhã pode não ter tempo para dizer: ” Quem fui!”.

Aprenda a valorizar boas oportunidades que a vida nos oferece, e tenha consciência de que a nosso favor, existe os pequenos regalos: amor e liberdade…saiba aproveitá-los.

Marii Freire Pereira

Imagem: Fato Virtual

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Mário de Andrade

” Por muitos anos procurei- me a mim mesmo.

Achei. Agora não me digam que ando à procura da originalidade, porque já descobri onde ela estava, pertence-me, é minha”

Mário de Andrade. Literatura Comentada. Nova Cultural. São Paulo, 1990

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. We Heart it

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Khalil Gibran

“Quando o amor vos chamar, segui- o

Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;

E quando ele vos envolver com suas asas,

cedei-lhe

Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir- vos;

É quando ele vos falar, acredite nele,

Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos

Como o vento devasta o jardim.

Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,

Assim ele vos crucifica.

E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,

Trabalha para vossa poda.

E da mesma forma que alcança vossa altura

E acaricia vossos ramos mais tenros que se embala ao sol,

Assim também desce até vossas raízes

E as sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.

Ele vos debulha para expor vossa nudez.

Ele vos pereira para libertar- vos das palhas.

Ele vos mói a extrema brancura.

Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.

Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma

No pão místico do banquete divino.

Todas essas coisas o amor operará em vós

Para que conheceis os segredos de vossos corações

E, com esse conhecimento,

Vós convertais no pão místico do banquete divino.

Todavia, se no vosso temor,

Procurardes somente a paz e o gozo do amor

Então seria melhor para vós que cobrisseis

vossa nudez

É abandonásseis a eira do amor

Para entrar num mundo sem estações,

Onde rires, mas não todos os vossos risos,

E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

O amor nada dá senão de si próprio

E nada recebe senão de si próprio.

O amor não possui, nem se deixa possuir.

Porque o amor Barra-Ondina se de si mesmo.

Quando um de vós ama, que não diga:

” Eu estou no coração de Deus”.

E não imag8neo que possais dirigir o curso do amor,

Pois o amor vos acha dignos,

Determinará ele próprio o vosso curso…”

Khalil Gibran. ” Quando o amor chamar, siga-o”.

Início

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Pinterest. KFAR

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Leonard Cohen

São quatro horas da manhã, final de dezembro

Estou escrevendo agora somente para ver se você está melhor

Nova York está fria, mas eu gosto de onde estou vivendo

Há música no Clinton Street durante toda a noite

Ouvi dizer que você está construindo sua

pequena casa nos confins do deserto

Você não por nada agora, espero que você

esteja mantendo algum registro

Da última vez que vimos você, você parecia bem mais velho

Sua famosa capa de chuva azul estava rasgada no ombro

Você foi para a estação pegar cada trem

E você voltou para casa sem Lili Marlene

É você tratou minha mulher como uma faísca de sua vida

E quando ela voltou para casa, ela era esposa de ninguém

Bem, eu vejo você com com uma rosa nos dentes

Mais um ladrão cigano

Bem, eu vejo Jane acordada

Ela manda lembranças

É o que eu posso te dizer meu irmão, meu assassino

O que eu poderia te dizer?

Eu acho que sinto sua falta, eu acho que eu te perdoo

Estou feliz que você se pôs no meu caminho

Se um dia você vier aqui, pela Jane ou por mim

Bem, seu inimigo está dormindo é a mulher dele está livre

Sim, é obrigado, pelos problemas que você tirou dos olhos dela

Eu pensei que eu estava lá por bem, logo eu

nunca tentei

E Jane veio com um cacho de cabelos seu

Ela disse que você deu a ela Naquela noite que você planejava ficar limpo

Sinceramente, l. Cohen

Leonard Cohen. Danos à Capa de Chuva Azul.

https:// m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Absintominuto.pt

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Clarice Lispector

” Decifra-me, mas não me conclua, eu posso te surpreender. “

Pensador.com

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Viva 50

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Machado de Assis

” ALGUMA COISA ESCAPA AO NAUFRÁGIO DAS ILUSÕES “.

https:// máfia.ufsc.br

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Obvious

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020

Gonçalves Dias

Eles vedes são:

E têm por usança,

Na cor esperança.

E nas obras não.

São uns olhos verdes, verdes,

Uns olhos de verde- mar,

Quando o tempo vai bonança;

Uns olhos cor de esperança,

Uns olhos por que morri;

Que ai de mim!

Nem já sei qual fiquei sendo

Depois que os vi!

…………………………………………..

Como duas esmeraldas,

Iguais na forma e na cor,

Têm luz mais branda e mais forte,

Diz uma _ vida, outra _ morte;

Imagem _ loucura, outra _ amor.

Mas ai de mi!

Nem já sei qual fiquei sendo

Depois que os vi!

………………………………………….

Gonçalves Dias. Olhos verdes

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Pinterest. We Heart it

Santarém, Pá 15 de Julho de 2020