Nobres colegas, não compreendam como maldade o texto “Masculinidade exagerada (tóxica). Seria bom se muitos de vocês lessem para compreender a respeito do que se trata. É uma observação em cima de comportamentos exagerados! Que acedito que a maioria de vocês também não concordam.
Primeiramente, quero dizer que essa imagem não representa de fato, a masculinidade tóxica. Mas, quando se pensa em um título para ser trabalhado a questão do comportamento do homem agressivo, do homem que desrespeita a mulher, sempre se imagina algo nesse sentido. Embora, muito se saiba que o desrespeito e o rebaixamento da figura feminina, muitas vezes, venha por parte de homens comuns.
A masculinidade tóxica é aquela que se observa situações em que esse homem não leva desaforo para casa, porque ele foi ensinado dessa maneira. Então, ele tem um comportamento machista como o que citei acima. No caso do desrespeito, ele dar-se não só em relação a mulher, mas no caso, com outros homens também, porque tudo o que parecer ameaçador, ele chama para o braço ( porrada). Talvez, por uma razão simples, foi a única forma de diálogo que aprendeu no decorrer da vida.
O homem que apresenta uma masculinidade exagerada, ele tende a ser desagradável com todos, porque dentro da sua forma de interagir, ele busca sempre oprimir. Uma coisa curiosa e que acho interessante, é que os grandes opressores na sua maioria era homens que não praticavam nenhum tipo de exercício físico, algo que você olhava e tivesse algum tipo de receio. Não, na maioria, era só a questão do machismo que imperava ou impera nas suas decisões. Necessariamente, essa coisa ligada questão de falta de respeito, é só uma questão de comportamento e não porte físico, alto, baixo, magro, gordo. Existem mulheres fortes, e nem por isso, são escrotas. Assim como, homens também. É uma falha na questão comportamental, está ligada as atitudes, ao caráter da pessoa.
Trata-se de pessoas que foram criadas dentro desses moldes de querer levar vantagem em tudo. É o ” selvagem ” que insiste em se fazer presente nos dias actuais.
Não é difícil reconhecer uma masculinidade tóxica, porque logo de cara, se percebe a maneira de ser desse homem. É a piadinha fora de hora, é o assédio nos espaços públicos. Na própria questão de relacionamento, existe a coisa de querer domar a mulher, ou seja, para ela ficar com ele terá que se sujeitar aos seus caprichos, em suma, é uma série de coisas que justifica esse modo de agir. A mulher nesse caso, ela nunca vai poder viver uma uma relação saudável, digamos tendo o ” respeito” do parceiro, recebendo um tratamento de igual para igual. Muitas vezes, esse irá tratar a mulher com consideração enquanto ela fizer as vontades dele, do contrário, não.
Esse ” poder” do homem sobre a mulher terá horas que vai partir de um discurso amigável até, para uma agressão, como temos visto um número muito elevado em relação a violência contra a mulher. Claro que, essa questão é bastante significativa quando se considera questão ligadas à estrutura social. É exatamente, por conta de questões também ligadas à estrutura política conômica ocorrem esse tipo de coisa. São casos que devemos pensar, porque algumas situações são necessárias que haja mudanças, pois do contrário, ficaremos discutindo casos de violência sem olhar como ela tem as suas bases fixadas dentro de conceitos que foram úteis lá trás, não hoje.
Ao longo de todo esse processo de mudança, vemos que não é coincidência que a masculinidade exercida deforma exagerada continua sendo fatal para muitas mulheres. Querendo ou não, a gente sabe que ainda, existe uma proteção para alguns tipos de comportamentos violentos. Um exemplo simples é o que “menino não chorar, porque vira mulherzinha!” . Ora, isso é uma bobagem tremenda, porque vai despertar na cabecinha da criança que ele para ser homem tem que ser forte, tem que bater ao invés de respeitar a idéia quem pensa diferente dele.
Muitos homens crescem com essa concepção fracassada e com o tempo mostram os exageros que aprenderam no seu comportamento. Na prática, se condena o comportamento masculino por ser violento, não o ” A” ou ” B”. Muitos homens inclusive, se sentem envergonhados por existir um certo exagero que acaba comprometendo o comportamento de todos outros. Se sabe por exemplo, que nem todo homem é violento, que é um ser ameaçador, que age com desrespeito, ou mesmo que assedia assim mulheres em público. Muitos são completamente contrários à questão do machismo, ou quer dominar a mulher. Não, tem homem muito bem esclarecido, que não reproduz esse comportamento negativo em relação a mulher, como rebaixar, ridiculizar, humilhar ou mesmo faltar-lhe com respeito só por causa dessa questão machista de bater no peito afirmando como faz a maioria: ” Eu sou homem, porra!”.
Penso que para avançarmos na questão de inibir certos comportamentos, deve-se trabalhada a criança na fase em que é possível mudar. Não cabe mais estimular o comportamento que revela essa coisa do macho escroto. Não é aceitável que se diga para uma criança por exemplo, que se ele agir assim, vai parecer um ” maricas”. Isso é inaceitável, porque mostrar a ele o valor do pai, que futuramente a criança irá adotar e repetir os mesmos gestos lá na frente.
Enfim, é possível educar um menino para que ele tenha um comportamento de homem sem parecer um selvagem, ou um troglodita que só sabe usar a força do braço. É interessante ensinar valores que o ajude viver em sociedade sem que para isto, ele reproduza cenas de violência. Mas que tenha maturidade diante de diferentes situações.
” Felicidade, és coisa estranha e dolorosa: Fizeste para sempre a vida ficar triste: Porque um dia se vê que as horas todas passam, e o tempo despovoado e profundo, persiste.
Quando falamos em amor próprio, se costuma relacionar esse termo com a própria dignidade da pessoa. Julgo esse ser o terceiro texto que escrevi a respeito de amor próprio. Não que eu tenha a pretensão de desconstruir qualquer conceito a respeito teses e tema. Mas, afirmo sem medo de pecar que, amor próprio tem muito mais a ver com o nosso estado emocional do que necessariamente o físico.
Parece que muitas pessoas confundem essa questão. E aí, vê-se uma série de definições que, muitas vezes, relaciona amor próprio como uma questão extrema, ou seja, eu quero mostrar que estou bem para os outros, então pelo fato de querer uma atenção instantânea, vamos dizer assim, eu coloco uma roupa sensualizando e colo uma legenda ” Amor Próprio “, o que é completamente errado. Veja, eu não estou afirmando que isto é algo que você não possa fazer. Se você é uma dessas pessoas que fazem e se sente bem, o conselho que dou é: use. De fato, não há exageros nessa forma de se dizer que você se ama, que quer se sentir linda fisicamente. Só que isso é uma capa de ilusão. Sabe por que? Porque na verdade, você mostra uma parte de você, é o ilusório, o externo, é o que as pessoas avaliam e tiram as suas próprias conclusões.
Gente, o que vemos de pessoas reafirmando essa questão do amor próprio de maneira errada, você não tem idéia. Evidente que o vislumbramento é o que conta para alguns. Mas, uma coisa eu digo, isso irá servir para você leva é uma cantada, um elogio e outras coisas a mais, porque são situações que alimenta o ego de qualquer pessoa. Mas, vai durar o que, duas, três, horas? Sim, porque só sendo uma pessoa tola ou mesmo narcisista para viver de elogios, muitos inclusive, com o perdão da palavra, diria até “falsos”. Alongo-me mais, o amor próprio, ele tem uma ligação forte com o seu “bem-estar” interior, e não com o lado externo.
Amor próprio não é trabalhado dessa maneira e vou te dizer o porquê, a questão de se falar tanto em ‘Amor próprio’ é que, a característica maior dele, surge quando você aprende a cuidar melhor de si, é quando você se assume dona dos seus pensamentos, por exemplo. Quando numa relação seja amorosa, ou com pessoas comuns, você não deixa o outro de ludibriar, manipular com palavras que acumuladas com o tempo, causam um desgaste emocional, quer dizer, fere o ser humano. Moça, para você ser essa pessoa tão linda, precisa primeiro, aprender a cuidar de você. Sabe como? Não aceite, ou se acostume com ” pouco”, não se acostume com ” migalhas”, entendeu? Nao se deixe ser maltratada para depois aprender tardiamente, a querer compreender o que é amor próprio. Tem gente que é possível notar que não compreende nada sobre ter amor por si mesma. E na maioria das vezes, o chamar atenção surge muito mais para uma peça de roupa só para dizer ” eu me amo”, do que vermos de fato algum tipo de amor estampada naquela informação. Insisto, amor próprio é antes de mais nada, um bem-estar pessoal. É uma relação afetiva de você com você mesma. Outro exemplo? Amor próprio é algo parecido quando você “arruma a casa”. A organização é interna. Demora, mas o final é mais do que o cansaço, ele te oferece aquela sensação de conforto, porque você conseguiu organizar a parte mais importante que é o lado de dentro das paredes.
Há pessoas por exemplo, que são tão acostumadas conviver com a bagunça que, aos poucos vai sendo consumida por aquilo. Esse é o tipo de pessoa que não aprendeu a primeira regra do amor que nada mais é do que, tê-lo por nós e para nós. Imagine isso numa relação, a pessoa começa a se achar feia, às vezes, deixa que as pessoas digam que ela não é aquela mulher linda, revestida de uma imagem que ela quer vender como se fosse uma dessas modelos capa de revista. Pare com isso, você é linda. Portanto, não se acostume com tratamentos precarios, pobre no sentido da palavra. Veja de onde vem o seu desamparo, pense o que realmente está faltando para que você enxergue beleza em si mesma. Aonde é que você deixa os outros te ferir? É pouco o que você recebe? Olha, não deixe que algumas pessoas abusem de você, não deixe que elas te tratem com falta de respeito. Observe esse tratar, se existem pressupostos para uma relação tóxica, se afaste. Ninguém vive bem diante de uma situação em que nos sentimos o menor dentre todos.
Se você acostuma com o pouco, se abre mão até de se amar, isso é um erro. Não faça isso para agradar a quem. Quantas relações não vemos destruídas por conta de detalhes pequenos? Só que tem pessoas que chegam a um ponto, onde elas não suporta mais porque determinados tratamentos as fere, ou seja, fere a sua dignidade. Lembra que falei a palavra dignidade no início? Pois é, certo dia, você muda. Muda por dentro e por fora[…]. O que você desejar é sobreviver dos escombros? Faça isso, não como vingança porque não vale a pena. Faça porque você acredita que merece algo melhor. Amizade, amor, deixe para ir. A sua felicidade, o teu conforto pessoal é p que conta. Transborde alegria, deixe essa sensação maravilhosa vir de dentro para fora. Nesse caso sim, eu digo que você aprendeu o valor de duas coisas distintas: a primeira, se amar e segunda, se respeitar.
Quer ficar linda, sensual e atraente? Revele isso nos gestos, no sorriso, na maneira de mexer no cabelo e tudo mais. Claro que isso tem uma relação com o charme, mas é um gesto cuidadoso seu. Não tem muito a questão do representar um personagem, a não ser que você seja muito bom. Agora, questão da roupa. Se ao vestir, vista a que te deixa linda,e não ‘vulgarizar’, invista em você. Mas lembre-se: a beleza que realmente chama a atenção de qualquer pessoa é, aquela ligada ao amor próprio, é o seu jeito natural de ser é sorrir porque conta, é o que conta. Desperte o que vem a alma. Como diz a frase da Coco Chanel ” Não é aparência, é a essência.”
A alegria não é feita de um único momento, mas na “junção de vários motivos que nos leva a crer no que compreendermos como felicidade”. Então você vive cada um desses momentos e avalia conforme aparecem outros ao longo da vida.
Marii Freire.
A vida é um processo contínuo. Há horas que se deixa de sonhar, mas no momento seguinte, ela se enche de promessa [ quimeras!]. Às vezes um momento divino, quer dizer, a preciosidade da calma serena da qual se precisa para avaliar a riqueza do que você considera como paz, por exemplo, é algo indecifrável. Eu, considero como paz divinal um ‘ Nocturno de Chopin. Pode existir ali versos tristes, mas que de certa forma, aquela canção é muito suave e é uma coisa tão gostosa que você fica ‘degustando ‘ aquela sensação prazer no silêncio.
“Viver é ficar se desfolhando o tempo inteiro.”
Um dia nos sentimos frágil, aí precisamos desse desfolhar, porque do contrário, se agoniza…
Não sei se as horas cinzentas nos dilui, mas compreendo que são etapas importantes das quais todos, temos que passar. É um processo doloroso, sem dúvida. Mas, não se pode reclamar…
A vida só se torna completa após esse longo processo de metamorfose. Depois disso, digo depois ” desses gritos agudos” que damos para dentro, é que se sente o aroma do prazer. Embora, muitas pessoas não gostem dessa expressão, mas é o que ” sobra”, é o resto que nos permite a reconstrução.
Os lábios começam a florir de verdade, ou seja, o ser humano só é inteiro depois que passar por esse processo. A flor por exemplo, só exala o seu melhor perfume quando machucada. A própria indústria trabalha com essa questão de prensar algumas sementes para que estas, produzam óleos maravilhosos. Assim acontece conosco. Se você não passar essa trituração, por essa ‘ transformação ‘ não é capaz de mostrar o seu melhor. Você pensa que a vida é fácil, não é, não.
Há sim, uma “primavera em cada vida”. Basta sabermos encontrar …aquilo que procuramos. A felicidade mora no meio de cada processo, não no início ou no final, como lhe dizem.
” Estava Alegre nesse dia, bonita também. Um pouco de febre também. Mas porque esse romantismo: um pouco de febre? Mas a verdade é que tenho mesmo: olhos brilhantes, essa força e essa fraqueza, batidas desordenadas no coração. Quando a brisa leve, a brisa de verão, batia no seu corpo, todo ele estremecia de frio e calor. Então ela pensava muito rapidamente, sem poder parar de inventar. É porque estou muito nova ainda e sempre que me tocam ou não me tocam sinto – refletia. Pensar agora, por exemplo, em regatos louros. Exatamente porque não existem regatos louros, compreende? Assim se foge.⁷
Clarice Lispector. A Ficção como exercício da aventura Humana. Para amar Clarice: Como descobrir e apreciar os aspectos mais inovadores de sua obra/ Emilia Amaral. 1 ed. Barueri, São Paulo. Faro Editorial, 2017
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