Pôr-do-sol

Descobri que o pôr -do -sol brilha mesmo é pelo lado de dentro e, encontrar razões para contemplar tanta beleza é privilégio de poucos.

Quem nunca viu os rios de sol e não desejou alcancá-los? Certamente, muitos. Mas, poucos tiveram a capacidade de compreender que para alcançar não é preciso tocá-lo, mas vê-lo por uma lente emocional dotada de arte e gratidão.

Neste mundo de incertezas, feliz é aquele que mesmo em meio às aflições consegue transmitir riqueza, seja no modo de agir falar ou mesmo, observar. Se agente fala, diz a quem precisa ouvir, e ouve a si mesmo, quando falta quem nos diga, quem nos responda acerca de nossos próprios questionamentos. Quer saber o segredo de uma vida feliz? Fuja de comparações. Entenda que, o que torna pessoas melhores, não é uma questão de atributos. Muita gente tem qualidade, você tem virtudes que nem todos que tem atributos e qualidades têm. Cada ser, é único. Por isso presta atenção no que vou dizer: cuide de você, cuide de sua ” autoestima ” . O resto, é consequência da nossa forma de agir. Busque equilíbrio, não perfeição.

Não busque perfeição, viva para si e não para agradar a quem quer que seja. Entenda, pessoas perfeitas não existem. Você pode melhorar, assim como, elas. Mas, permitir-se acreditar em ilusões em um erro sem tamanho. Ninguém é mais pobre, ou mais rico. O que difere uma coisa de outra, coisa é muitas vezes, a consciência que temos dela.

Tem quem viva atrás de constante aprovação alhria, porque se sente menor que os outros em termos de capacidade. Não faça isso. Se você observar direitinho, todo mundo erra, todo mundo vive também a sua infelicidade. Portanto, evolua. Não busque aprovação alheia. Confie mais em si. A força que precisa vive no seu íntimo. A medida que você compreende essa questão, deixa de sofrer, de quer por exemplo, descobrir porque às vezes o sol é tão lindo do outro lado, não é verdade? A beleza existe é do lado de cá! O entusiasmo em vê-lo e apreciá-lo é seu. É esse cuidado íntimo que faz com que você se apaixone pelo o que irradia no lado oposto. O espetáculo é pessoal.

[…]

Desapegue da idéia de que tem que atravessar oceanos para buscar o que serve para você, ou seja, o que é seu, eu já disse que aquilo que nos pertence verdadeiramente, vive em nosso interior.

Se apaixone por coisas que deixam a alma leve… busque a “essência, não a aparência “.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Twitter/ Stevany Suryaputra on Twitter

Santarém, Pá 21 de novembro de 2020

Carlos Drummond de Andrade

A Rosa Do Povo. Círculo do Livro. São Paulo, 1945.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem ( Arquivo Pessoal)

Santarém, Pá 21 de novembro de 2020

José de Alencar

” É que o prazer e o sofrimento não passam de um contraste; em lata perpétua e continua, ele se acrisolam um no outro, e se deparam: não há homem verdadeiramente feliz senão aquele que já conheceu a desgraça. “

José de Alencar.

Kdfreses.com

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pá 21 de novembro de 2020

Dia da Consciência Negra

20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o que essa data traz a reflexão a respeito do povo afro-brasileiro? Acredito que dentre muitas situações, a somatória de uma conta impagável. O negro sabe que por mais que tenha obtido alguma forma de reconhecimento por tanto ter contribuíndo com a história da formação desse país, e principalmente, por ter lutado por liberdade [ainda quando fugia de seus senhores], quando era visto como um mero escravo…esse mesmo negro sabe que continua sendo odiado. Talvez, nenhum outro povo tenha passado por tanto sofrimento, sofrimento de ter a pele por exemplo, a pele marcada como os negros tiveram. Eles e os seus descendentes sofreram os piores castigos devidos a forma brutal com a qual que eram tratados. Muitos na tenra idade, via pela a última vez a sua família, pois logo era vendidos para trabalhar em lavouras distante […]. Pagavam pelo o que comia e gerava lucro ao patrão ( autoridade), a quem esse negro naturalmente era servo.

Quem tentasse desobedecer as ordens sofria duros castigos, porque a idéia era a de que, essas pessoas deveriam produzir sem doer, ou seja, causar a fúria de seus donos. Na verdade, esses escravos eram tratados como bichos ( animais), que só deviam obediência, nunca rebeldia.

Pensei em dizer que a naquela época, legitimar um direito, era algo como se rebelar, ou seja, tentar escapar de um castigo era inútil. Era como tentar escapar das mãos de um ‘segurança para não ter o rosto retalhado como faziam com as suas costas’. e em seguida, jogar uma água com sal para cicatrizar mais rapidamente. O sal era o sentimento, assim como o remédio para aliviar a dor de quem desobediência a ordem do dono.

Não é surpresa para ninguém que a história do Brasil é alicerçada sobre uma sociedade escravocrata agrícola. Quantas mazelas, quanta falta de respeito sofreu o negro? É importante. O Dia da Consciência Negra, remete a morte de um homem que foi morto Zumbi dos palmares, em 1695. Ele e muitos outros lutaram por liberdade. A primeira forma de segurança que tinham era os quilombos ( refúgio dos escravos africanos e afrodescendentes ). Esses lugares funcionavam como válvula de escape da escravidão, da violência, maus-tratos e agressões sofrida dentro e fora das senzalas.

” O quilombo era o refúgio dos escravos.” Eles queriam se vê livres das chicotadas de seus senhores. Uma brutalidade exercida de maneira imperdoável.

A fuga era um desafio e ao mesmo tempo, um esforço pela sobrevivência de homens, mulheres e crianças. Fugiam da crueldade do sistema dominante da época.

Se fossem pegos eram marcados com ferros, mutilados, tinham dentes quebrados. As mulheres, além dos estupros, tinham seios furados, e assim como os homens eram marcadas com ferro quente para dizer a quem pertenciam. Uma B R U T A L I D A D E.

Como disse o Darcy Ribeiro ” Todos nós, brasileiros, somos carne da carne de pretos suplicados”. Gente sofrida que ainda hoje é trata a socos e a pontapés nos lugares mais escuros, e por que não dizer também nos mais cnesscldo Brasil ? Temos uma escravidão extinta. Mas, muitos se acham no direito ” chicotear ” da forma que bem entender. A boca da fornalha continua acesa, e muitos continuam se sentindo donos daqueles que nasceram de pele escura, porque intencionalmente reproduzem cenas de brutalidade vividas outrora.

A herança daquela época continua sendo uma cicatriz que nunca sarou!..

Será que você conjuga a dor dessa gente? Deixo a reflexão.

Um abraço!..

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Via Facebook/ Senado Federal

Santarém, Pá 20 de novembro de 2020

Machado de Assis

” Capitu, era, Capitu,

Isto é,

Uma criatura mui particular

Mais mulher do que

Eu era homem. “

Machado de Assis/ Dom Casmurro.

Unicamp.brainly.com.br

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Plus.google. com

Santarém, Pá 20 de novembro de 2020

Nelson Gonçalves

” Minha vida era um palco iluminado

Eu vivia vestido de dourado

Palhaço das perdidas ilusões

Cheios de guizos falsos da alegria

Andei cantando a minha fantasia

Entre as palmas febris dos corações…”

Nelson Gonçalves. Chão de de Estrelas

Compositor: Orestes Barbosa/ Silvio Caldas

Fonte: LyricFind

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: am.570.com.br/ Jornalismo/ Rádio Eldorado- Foto Divulgação

Santarém, Pá 20 de novembro de 2020

Jean-Paul Sartre

” Não importa o que fizeram com você. Oque importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você. “

Jean-Paul Sartre

Pensador.com

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem ( Arquivo pessoal/ Rio Tapajós)

Santarém, Pá 20de novembro de 2020

Pablo Neruda

” Me vine aqui a contar las campanas

que vivem en el mar,

que suenan en el mar,

dentro del mar,

Por eso vivo aquí.

Pablo Neruda. Aquí . Últimos Poemas ( O Mar e os sinos) Edição bilíngue. Tradução de Luiz de Miranda. L&PM. Porto Alegre, RS:, 2018

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem (Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 20 de novembro de 2020

Charles Aznavour

” Ela pode ser o rosto que eu não consigo esquecer

Um traço de prazer ou arrependimento

Talvez meu tesouro ou

O preço que eu tenho que pagar

Ela pode ser a música que o verão canta

Talvez o frescor que outono traz

Talvez uma centena de coisas diferentes

No espaço de um dia

Ela pode ser a bela ou a fera

Talvez fome ou a fartura

Pode transformar cada dia em um paraíso ou em

um inferno

Ela pode ser o espelho do meu sonho

O sorriso refletido no rio

Ela pode não ser o que parece ser

Dentro de sua concha

Ela parece tão feliz no meio da multidão

Com os olhos tão pessoais e tão orgulhosos Mas que não podem ser vistos

Quando choram

Pode ser o Amor que não espera que dure

Pode vir das sombras do passado que eu irei me lembrar até o dia da minha morte…”

Charles Aznavour. She ( Ela)

Composição: Charles Aznavour/ Herbert/ Kret

m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Paris Match

Santarém, Pá 19 de novembro de 2020

Cecília Meireles

[…]

Através de grossas portas,

sentem -se luzes acesas,

e há indignações minuciosas

dentro das casas fronteiras.

” Que estão fazendo, tão tarde?

Que escrevem, conversam, pensam?

Mostram livros proibidos?

Leem notícias nas Gazetas?

Terão recebido cartas

de potências estrangeiras?”

(Antiguidades de Nimes

em Vila Rica suspensa!

Cavalo de Lá Fayette

saltando vastas fronteiras!

Ó vitórias, festas, flores

das lutas da Indepencia!

Liberdade – essa palavra

que não há ninguém que explique,

e ninguém que não entenda!)

E a vizinha não dorme:

murmura, imagina, inventa.

Não fica bandeira escrita,

mas fica escrita a sentença.”

Cecília Meireles. Romance XXIV ou Da bandeira da Inconfidência. Romanceiro Da Inconfidência. Organização André Seffrin. 13 ed. São Paulo. Global, 2015

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Abriendo Puerta

Santarém, Pá 19 de novembro de 2020