Dia da Consciência Negra

20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o que essa data traz a reflexão a respeito do povo afro-brasileiro? Acredito que dentre muitas situações, a somatória de uma conta impagável. O negro sabe que por mais que tenha obtido alguma forma de reconhecimento por tanto ter contribuíndo com a história da formação desse país, e principalmente, por ter lutado por liberdade [ainda quando fugia de seus senhores], quando era visto como um mero escravo…esse mesmo negro sabe que continua sendo odiado. Talvez, nenhum outro povo tenha passado por tanto sofrimento, sofrimento de ter a pele por exemplo, a pele marcada como os negros tiveram. Eles e os seus descendentes sofreram os piores castigos devidos a forma brutal com a qual que eram tratados. Muitos na tenra idade, via pela a última vez a sua família, pois logo era vendidos para trabalhar em lavouras distante […]. Pagavam pelo o que comia e gerava lucro ao patrão ( autoridade), a quem esse negro naturalmente era servo.

Quem tentasse desobedecer as ordens sofria duros castigos, porque a idéia era a de que, essas pessoas deveriam produzir sem doer, ou seja, causar a fúria de seus donos. Na verdade, esses escravos eram tratados como bichos ( animais), que só deviam obediência, nunca rebeldia.

Pensei em dizer que a naquela época, legitimar um direito, era algo como se rebelar, ou seja, tentar escapar de um castigo era inútil. Era como tentar escapar das mãos de um ‘segurança para não ter o rosto retalhado como faziam com as suas costas’. e em seguida, jogar uma água com sal para cicatrizar mais rapidamente. O sal era o sentimento, assim como o remédio para aliviar a dor de quem desobediência a ordem do dono.

Não é surpresa para ninguém que a história do Brasil é alicerçada sobre uma sociedade escravocrata agrícola. Quantas mazelas, quanta falta de respeito sofreu o negro? É importante. O Dia da Consciência Negra, remete a morte de um homem que foi morto Zumbi dos palmares, em 1695. Ele e muitos outros lutaram por liberdade. A primeira forma de segurança que tinham era os quilombos ( refúgio dos escravos africanos e afrodescendentes ). Esses lugares funcionavam como válvula de escape da escravidão, da violência, maus-tratos e agressões sofrida dentro e fora das senzalas.

” O quilombo era o refúgio dos escravos.” Eles queriam se vê livres das chicotadas de seus senhores. Uma brutalidade exercida de maneira imperdoável.

A fuga era um desafio e ao mesmo tempo, um esforço pela sobrevivência de homens, mulheres e crianças. Fugiam da crueldade do sistema dominante da época.

Se fossem pegos eram marcados com ferros, mutilados, tinham dentes quebrados. As mulheres, além dos estupros, tinham seios furados, e assim como os homens eram marcadas com ferro quente para dizer a quem pertenciam. Uma B R U T A L I D A D E.

Como disse o Darcy Ribeiro ” Todos nós, brasileiros, somos carne da carne de pretos suplicados”. Gente sofrida que ainda hoje é trata a socos e a pontapés nos lugares mais escuros, e por que não dizer também nos mais cnesscldo Brasil ? Temos uma escravidão extinta. Mas, muitos se acham no direito ” chicotear ” da forma que bem entender. A boca da fornalha continua acesa, e muitos continuam se sentindo donos daqueles que nasceram de pele escura, porque intencionalmente reproduzem cenas de brutalidade vividas outrora.

A herança daquela época continua sendo uma cicatriz que nunca sarou!..

Será que você conjuga a dor dessa gente? Deixo a reflexão.

Um abraço!..

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Via Facebook/ Senado Federal

Santarém, Pá 20 de novembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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