O caminho do sucesso é solitário e não depende de “ tapinhas nas costas “ para você alcançar o que deseja. Depende sim, do seu “ esforço” e “ abdicação de muita coisa” para cumprir o propósito desejado. Sucesso exige disciplina, constância e fé em si mesmo. Sem esses três requisitos, dificilmente você chegará a lugar algum. Aqui, chamo atenção especial a força que tem o último requisito ( fé), é ele que faz toda diferença, porque se você não acreditar em sua capacidade, quem vai? Se você acredita, tudo ocorre naturalmente.
Quem estava nos bastidores com você, enquanto construía a sua história?
Quem estava ou quem esteve nos bastidores com você? Algumas pessoas acreditam que o sucesso é movido a barulho, inclusive, que este é, construído especialmente, com o incentivo indispensável de outras pessoas que acreditam em você. Mas isso não é verdade, As grandes histórias ( as histórias memoráveis), nem sempre são compostas de ecos. Na realidade, parte delas, não há ninguém, não existe ninguém incentivando, aplaudindo; servindo de apoio para o resultado sair impecável. Aos que assim acreditam tenho uma coisa a dizer: Ledo engano! As grandes histórias, os melhores autores, as narrativas mais profundas, vem justamente da solidão; da escuridão total. Eu comparo esse momento, como uma semente crescendo lentamente rompendo o silêncio na escuridão da noite. Esse é sem dúvida, um processo lento que precisa nada menos, do que, o esforço de si mesmo para progredir em todos os sentidos.
Quando se fala em grandes autores no Brasil, é notório que alguns alguns tenham pessoas importantes por trás do sucesso que lhes é atribuído no nosso meio, evidentemente. Mas, isso não é regra. Se você quer fazer algo, esqueça essa ideia de que alguém vai “ aplaudir “ as suas escolhas ou os seus sonhos. É você e você! Em grande parte desse processo, ninguém estará ao seu lado. O que existe na verdade, é um espaço físico, uma ideia na cabeça, um computador ou caneta e papel a sua disposição. O resto é organizar as ideias e fazer “ o milagre da vida acontecer “ que é escrever e depois editar. O incentivo é seu; o olhar sobre “ aparar as arestas” também. Então, procure tecer as palavras e entregar o melhor de si que os aplausos vem com o tempo.
É inegável que as grandes decisões em nossa sociedade ainda seja masculinas, como eram no passado. Veja, mesmo que essas decisões sejam sobre o direito da mulher. O aborto reflete muito essa realidade, infelizmente. Aliás, esse tema atrelado a decisões recentes como a PDL 3/2025 também chamada de “ PDL da Pedofilia” porque, acaba dificultando a realização de abortos providentes de estupro em criança; o que nos faz olhar para essa realidade como uma máxima verdadeira e, que independente dela “ soar negativamente para as mulheres e meninas”, isso mostra como vivemos numa sociedade onde “ a mordaça” é algo visível as suas vítimas. A mordaça que aqui, refiro-me é só uma expressão usada para classificar “ a força dessa decisão”, dando a importância da fala e o respeito pelo direito da mulher, só quando isso é conviniente aos homens.
“ A palavra da mulher só tem peso na sociedade, quando serve para certificar o interesse do homem “. Na prática, as grandes decisões, ainda são tomadas por este.
É sabido que a Legislação Brasileira específica os casos em que o aborto é permitido. Todavia, ainda temos dificuldades de discutir essa questão de forma adequada, o que entre outras questões, reforça todas as bases do poder masculino sobre decisões importantes que são referentes ao direito da mulher. Por outro lado, isso se torna um logradouro de crimes bastante comuns dentro de uma cultura machista e que protege o pedófilo, ao invés de proteger a criança.
Todas essas barreiras são muito ruins para avançarmos em relação aos nossos direitos. Melhor, para evoluirmos como uma cultura que não compactua com crimes dessa natureza. Uma gravidez indesejada, já é motivo para responsabilizar a mulher. Agora, engravidar uma criança, pondo em risco a sua vida, lhe tirando também todas as oportunidades e sonhos de construir uma carreira, de ter o desejo natural de ser mãe, quando adulta for essa criança, não é reflexo de que estamos tomando as melhores decisões, inclusive sobre as mulheres. Mas, afirmando que a nossa sociedade é masculina em todas as instâncias de poder.
Marii Freire. As Grandes Decisões Continuam Sendo Masculinas.
“ A mulher que sobreviveu a violência, ela sobrevive a qualquer coisa”. É claro que essa frase mostra que não estamos sozinhas, e que “ de experiência em experiência “ vamos contamos as nossas histórias de superação e vencendo o sofrimento; questionando o questionável, rompendo os limites que a sociedade nos impõe como mulheres, e diariamente, lutando com mais consciência e segurança para alcançar os nossos ideais.
Sim, eu sei que, o capítulo seguinte não é fácil de ser escrito. Mas ninguém sabe a profundidade do lugar que muitas vezes, precisamos “ enterrar” aquilo que também um dia foi sonho, foi desejo e até em parte de um certo grau de fé. A verdade é que a mulher nunca é ( in)sana por ter esse tipo de atitude. Ela só precisa virar a página e seguir o seu próprio caminho, longe dos perigos e das armadilhas de viver num mundo onde precisa “ romantizar “ a ideia de “ abdicar “ os seus direitos para caber em lugares muitas vezes inóspitos.
Isso o que falo é ignorado por muita gente, que afinal de contas, só acaba se deparando com a verdade, quando a realidade pesa; quando tem que tirar da própria miséria, uma lição árdua de que a vida apresenta uma conta exorbitante, e olha que não estou falando de dinheiro, não. Mas uma relação de coisas das quais você não consegue abrir mão: casamento, profissão, saúde mental e emocional, valores pessoais, sonhos entre outros. Você pode até obter nota máxima até quando pretende alcançar e conciliar essas coisas, mas ao casar-se por exemplo, já descobre que casa e profissão é um negócio que dificilmente irá ser promissor, especialmente quando constrói uma relação que não é saudável ( não ignore) a sua realidade. No fundo, o que muita gente faz é andar na pontinha dos pés por pagar o preço de acreditar que está no lugar certo, mas só você sabe o quanto isso lhe custa.
O Preço de viver uma relação onde não há equivalência e igualdade
Se tem algo que acaba com a relação, namoro e casamento é você ter alguém do lado que não compartilha dos mesmos ideias românticos que os seus, que na relação não há equivalência, equilíbrio, respeito e igualdade. Há sim, o desequilíbrio daquilo que deveria ser recíproco entre duas pessoas. Neste caso, falo do relacionamento doentio ( relacionamento abusivo e violência doméstica), que mostra que no lugar, onde não há amor, não existe equivalência e, que a mulher ainda deve ser tratada sob uma ótica machista, isso gera um sofrimento enorme para ela.
A mulher que descobre literalmente, que se encontra presa a essa situação, ela sabe que tem que “ colar cada pedaço “ de si mesma para manter o bem-estar da família intacto. E observe que, nem estou detalhando os motivos. Mas cada mulher que passou por situação de violência ou mesmo por um relacionamento abusivo sabe do que estou falando. Pois, sente-se desconfortável e é esse “ desconforto “ que faz com que muitas passem a se questionar; entender e crescer; descobrir-se como mulher inclusive. E antes mesmo que um leitor questione “ se a mulher não era mulher “ por descobrir-se, antecipo minha fala, afirmando que, a realidade anterior moldava que ela era , seus gostos e desejos. Portanto, ao “ descobrir-se” por ela mesma, há um contraste com a realidade anterior e que os “ pesos e medidas” não são os mesmos.
A Construção de uma Nova Mulher
A construção de uma nova mulher, dará suporte a liberdade que todas adquiriram ao se colocar na posição que sempre mereceram e com esforço, conseguiram alcançar. Veja que aqui, observa-se a tal da equivalência, a equidade na relação unilateral ( fruto da escolha da própria mulher). Óbvio que ela se escolhe e trabalha para dar-se aquilo que lhe é próprio, mas que infelizmente, não existe numa relação disfuncional; numa relação que gera dor, angústia e sofrimento, sem levar em conta as vontades genuínas da mulher ( por conta de imposições masculinas) nas quais toda e qualquer perspectiva não lhes incluem. E o que é pior, isso é naturalizado e aplicado como regra que asfixia sonhos e a própria dignidade humana do indivíduo, neste caso, refiro-me a dignidade da mulher.
Virando a página
Virar a página é antes de qualquer coisa, a pessoa “ abrir mão” de conceitos e crenças limitantes. Pois, só assim é que ela adquire a capacidade e segurança para fazer as coisas que são necessárias para o próprio crescimento. E neste caso, é justamente o ponto crucial em que, a mulher deixa de sujeitar-se as regras estabelecidas ( que deixava os outros confortáveis) e passa a incluir ela mesma dentro de uma construção onde desfaz os laços com o passado. Essa decisão a torna inteira e a faz transbordar em todos os sentidos.
Agora me conte:
Você se tornou uma mulher mais segura, depois de tudo o que viveu e conseguiu virar a página?
Você sabe que hoje, diferente do passado, a mulher tem se priorizado mais, desejado viver; lutar pelos sonhos mesmo numa idade onde, ela não tem 18 anos, mas seus sonhos e objetivos não tem prazo de validade! isso é ótimo, porque o que vale é o que mora pelo lado de dentro e não se deve ignorar o próprio instinto e esforço, nunca.
Eu quero conhecer o que pensa sobre isso. A vida é o agora!
Nenhuma violência acontece sem gestos, movimentos ou sinais. Qualquer forma de violência, antes dela acontecer, o agressor emite sinais. Portanto, cada gesto comunica um significado. Quando numa “ discussão calorosa “ a comunicação fica difícil; quando seu parceiro/parceira procura te convencer que a culpa do comportamento dele, que a maneira dele agir é de responsabilidade sua, que os motivos e as necessidades pertencem a você e, não a ele; essa pessoa simplesmente “ determina “ que a atitude negativa e a responsabilidade do ocorrido ( o que já é esperado de uma pessoa manipuladora), pertencem à vítima ou seja, a você, porque de modo geral, é favorável a essa pessoa “ inverter as posições” os aspectos de tudo o que acontece para que a mesma se mantenha segura.
Percepção
Nossas atitudes falam o tempo inteiro. Na prática, são elas que norteiam o nosso comportamento. Portanto, não há nada que se faça que não deixe rastros. Veja, é fácil perceber quando alguém tenta te manipula. A primeira coisa que a pessoa irá fazer é o uso da persuasão. Sim, pela maneira de como ela comunica algo, pela forma de como procura “ convencer “ a vítima, seja pela mensagem, pelos gestos e até por expressões que comunicam certos sinais, isso gera desconforto, aspectos ligados a dor, tensão. Então, tudo informa algo ou alguma coisa. Assim, quando a vítima consegue decodificar a mensagem de um comportamento em desacordo com o dela, naturalmente, nota a atitude negativa. Se ela reage; se ela questiona positivamente, o autor daquela ação que se sente contrariado, o que ele faz? Criar novos argumentos para tentar justificar os anteriores. Agora, se a vítima “ aceita” ou como se diz “ cruza os braços” o que denota uma atitude pouco inteligente, é o que o manipulador quer, porque ele se apropria da forma de pensar da vítima. Mulherada, não tolerem violência. Aqui, eu estou trabalhando a violência psicológica. Não se calem. Entenda que:
“ Cruzar os braços não é a maneira mais inteligente de lidar com a violência “
A partir da comunicação já é possível perceber as características da mensagem e a condição suscitada na interação com o manipulador emocional. Reaja!
Por que você acha que tantas mulheres têm conseguido sair de relacionamentos abusivos?Toda vez que a mulher se pega fazendo perguntas como:
. O que estou fazendo nesse relacionamento? . O que na prática, essa relação tem me agregado? . Por que estou aguentando tanto abuso?
São perguntas que parecem óbvias, mas que diante de uma situação que causa mais sofrimento do que bem-estar com a outra pessoa, por que eu estou me permitindo passar por isso? Essa é a questão mais importante e que não deve ser negligenciada pela vítima. Pois, a medida que a mulher consegue chegar a um ponto crucial de todo o contexto que ela está vivendo, seja num relacionamento doentio ( relacionamento abusivo e violência doméstica) e finalmente diz “ isso não faz sentido pra mim “ é o momento em que ela desperta. Quanto mais atenta, quanto mais autoconfiança e autoestima a mulher tiver; menos ela se permite ficar em lugares que é maltratada; manipulada e controlada. É sempre necessário ressaltar essas qualidades dentro de qualquer fala atrelada a essa situação, porque sem elas, a mulher se torna um “ brinquedo nas mãos do manipulador” . Quanto mais “ conhecedora e questionadora” a mulher é da realidade, menos ela se permite ser tratada de qualquer maneira. Finalizo a minha fala ressaltando o seguinte: sempre que você se sentir “ infeliz “ numa relação, se permita fazer essas perguntas. Eu tenho certeza que elas vão te ajudar. Mas lembre-se: a atitude mais importante é a sua!
Não basta amar! Amar é o mínimo que se faz numa relação. Mas ao conhecer uma pessoa, preste atenção na maneira como ela se comporta com você; considere as características dessa pessoa, especialmente diante de mal-entendidos, de brincadeiras que te deixam sem graça. Sim, porque isso avança muito para situações desagradáveis. De antemão, já afirmo como “ alerta” inclusive, que tudo isso “ evolui “ para casos graves. Veja, um relacionamento abusivo começa assim; a violência começa dessa forma. E a importância que você agrega na leitura , bem como “ as perguntas corretas” quanto a maneira de ser da outra pessoa faz muita diferença na qualidade da sua relação. Não deixe para abrir o olho quando a coisa estiver ruim, porque vem o “ ciclo vicioso “ e você acostuma ou vai viver sofrendo dentro de um relacionamento abusivo.
O caminho para construir a sua independência em todos os sentidos e romper o ciclo da violência, começa quando você acredita genuinamente em si mesma; não no que o outro diz e lá na frente lhe proporciona ( um pé na bunda) ou começa utilizar de meios para praticar abusos com você. Algumas coisas são óbvias, e você precisa aprender que “ amor não dura para sempre” e quando descobrir que a sua autoestima anda baixa, que qualquer coisa que precise; a outra pessoa vai perguntar o porquê de sua necessidade, naturalmente, vai notar que passaram-se anos e você presa se encontra numa relação disfuncional, sem projetos, sem recursos e um suporte financeiro para para mudar tal situação. O que eu falei aqui mexeu com você? É o que acontece com a maioria das mulheres. Quando a mulher se casa, ela não olha para o lado financeiro, essa mulher prioriza o amor , o parceiro, o que podem conquistar juntos. Mas entenda uma coisa: essa relação nunca será igual para os dois. E com o tempo, algumas coisas vão se tornar tão evidentes que vai começar a incomodar. É aí que a comunicação vai ficar escassa, o sexo ruim ou seja, tudo já não cabe nos limites dele ou seja, do parceiro e a sua autoestima como falei anteriormente, vai “ pedir por socorro!”. Em alguns casos, a situação se torna cada vez mais critica. A intenção desse texto é ajudar você a compreender como funciona as coisas na realidade. Um dia você vai acordar e querer encontrar uma saída. Enquanto você medita sobre essa situação, eu já te digo que só com uma segurança, só com autonomia financeira ( que é um desafio para as mulheres), elas conseguem sair de cabeça erguida de qualquer problema. Entender isso é enxergar a luz no fim do túnel, porque neste caso, se busca meios de romper ciclos abusivos e transformar a própria vida. Se possível procure um trabalho ou um curso profissionalizante, se em casa, faça algo que gosta, que tem habilidades de fazer. Estude, busque a sua independência financeira; a gente nunca perde por aprender. Lute e procure ter o seu próprio dinheiro. Isso muda a sua realidade dentro e fora de casa.
Marii Freire. A Independência Financeira é Fundamental para a Mulher se Sentir Confiante
Felicidade é poder gerir a vida; sentir seus sabores e também o odor de suas feridas. De qualquer maneira, observar que cada movimento é o preço que se paga pela liberdade adquirida.
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