“Todo vencedor sabe o quanto é importante escalar uma montanha. Mas, o sabor da vitória, é meio punitivo. Por que? Toda vitória é solitária.”

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 8 de Junho de 2021

Eric Clapton

” Would you know my name

lf I saw you you in Heaven?

Would it be the same?

I must be strong

And carry on

‘Cause I know I don’t belong

Here in Heaven

Would you hold my hand

lf saw you help me stand

lf I saw you in Heaven?

I’II find my way

Through nigh and day

‘ Cause I know I just can’t stay

Here in Heaven…

Eric Clapton. Tears In Heaven

Composição: Eric Clapton/ Will Jennings

Fonte: m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 8 de Junho de 2021

Florestan Fernandes

” A realidade histórica de hoje não é a mesma. Não obstante, desvinculada da estrutura de classes da sociedade brasileira atual, da marginalização secular que tem vitimado o negro nas várias etapas da revolução burguesa e da exploração capitalista direta ou da espoliação inerente à exclusão, os estoques raciais perdem o seu terrível potencial revolucionário e dilui-se o significado político que o negro representa como limite histórico da descolonização ( negativamente) e da revolução democrática ( positivamente). Portanto, para ser ativada pelo negro e pelo mulato, a negação do mito da democracia radical no plano prático exige uma estratégia de luta política corajosa, pela qual a fusão de ” raça ” e ” classe” regule a eclosão do Povo na história. “

Florestan Fernandes. Um Mito Revelador/ O Significado do Protesto Negro. 1ed. São Paulo: Expressão Popular co-condição Editora da Fundação Perseu Abramo, 2017.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 8 de Junho de 2021

Flora Figueiredo

Venho costurando minha vida

com linhas de saudade.

Procuro equilibrar-lhes a cor

para que o resultado final não seja triste.

Por vezes, é o cinza que insiste;

por vezes, impera o marrom.

Ainda bem que tem saudade bonita;

mudo o tom, amarro fitas,

busco a outra ponta do novelo;

intercalo a trama em amarelo.

A saudade é assim mesmo

tecelão do tempo.

Quando menos se espera,

arremata o momento, leva embora,

deixa a porta encostada, o cadarço de fora,

e nunca avisa a hora de voltar.

Ainda hei de costurar com verde florescente

e, se a saudade chegar autoritariamente,

vai se sentir enfraquecida.

Enquanto procuro a cor

vou costurando a vida,

sem saber qual vai ser o resultado.

Caso ele não fique combinado,

dou um nó, encosto agulha, guardo a linha,

que essa culpa roxa não é minha.

É uma artmanha branca do passado.

Flora Figueiredo. Caixa de Costura. ” O trem que traz a noite “. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

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Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 7de junho de 2021

Vinicius de Moraes

Eu deixarei que morra em mim

O desejo de amar os teus olhos que são doces

Porque nada te poderei dar

Senão a mágoa de me veres eternamente exausto

No entanto a tua presença

É qualquer coisa como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto

Existe o teu gesto em minha voz a tua voz

Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado

Quero só que surjas em mim

Como a fé nos desesperados

Para que eu possa levar

Uma gota de orvalho

Nesta terra amaldiçoada

Que ficou sobre minha carne

Como nódoa do passado

Eu deixarei

Tu irás e encontrarás a tua face em outra face

Teus dedos enlaçarão em outros dedos

E tu desabrocharás para a madrugada

Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu

Porque eu fui o grande íntimo da noite

Porque eu encostei minha face na face da noite

E ouvi a tua fala amorosa

Porque meus dedos enlaçar os dedos da névoa

Suspensos no espaço

E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado

Eu ficarei só

Como os veleiros nos portos silenciosos

Mas eu te possuirei como ninguém

Porque poderei partir

E todas as lamentações do mar

Do vento, do céu, das aves, das estrelas

Serão a tua voz presente

A tua voz presente

A tua voz ausente

A tua voz serenizada.

Vinicius de Moraes. Ausência

Fonte: m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 6 de Junho de 2021

Elis Regina

Caía a tarde feito um viaduto

E um bêbado trajando luto

Me lembrou Carlitos

A lua tal qual a dona do bordel

Pedia a cada estrela fria

Um brilho de Aluguel

E nuvens lá no mata-borrão do céu

Chuva com manchas torturadas

Que sufoco!

Louco!

O bêbado com chapéu-coco

Fazia irreverências mil

Pra noite do Brasil

Meu Brasil…”

Elis Regina. O Bêbado e a Equilibrista

-Compositores: Aldir Blanc e João Bosco/ Charlie Chaplin/ George Parsons/ Jonh Turner.

Fonte: m.letras.mus.br

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 6 de Junho de 2021