Se eu posso comer todas, por que escolher uma?

Há quem diga que quanto mais colorido o prato, saboroso ele se torna. Será? Vamos descobrir isso juntos? VEM comigo!..

As pessoas têm mania de tentar chega as suas metas, justificando coisas absurdas para no final, tentar agregar algum valor a elas. Você sabe do que estou falando, se a sua consciência por ventura, ainda não te disse nada, eu explico novamente:

” Se eu posso comer todas, por qual motivo, eu escolheria uma? Não é mais vantajoso que eu tenha várias do que uma só? O homem que pensa dessa maneira é um completo idiota. Até porque se sabe que ter várias mulheres, não agrega nenhum valor. Só que o excesso de perfeccionismos juntamente como narcisismo faz com que vários homens queiram viver essa coisa de exaltar a quantidade como algo importante. Tem mais, grande parte dos que fazem isso, eles não estão preocupados com a mulher. O que querem provar para si, é que são ‘bons pegadores’.

Ora, uma vez estava na recepção de um hospital, aguardando a permissão para fazer uma visita a uma pessoa, vi dois rapazes que trabalhavam naquele local conversando. Nisso o telefone de um deles toca e, deu para ouvir que era uma moça que havia ligado. Antes, ele estava combinando de sair com o colega para um outro evento. Só que a menina da ligação, dizia que estava com saudade, que já tinha ligado outras vozes, e ele não tinha atendido. Acontece que o rapaz respondeu que estava muito ocupado, nisso o amigo começou a rir da situação, o rapaz do telefone, fez menção para o amigo parar com aquilo. E eu meio que ‘discretamente’ vi aquela cena toda. A menina se despediu toda feliz, e ao desligar o rapaz disse, “vaca só vive perturbando “. Era só mais uma que ele ia ” pegar”.

Meninas, essa é pra vocês: tomem cuidado com aquele cara que vocês estão ” idealizado “. Nem sempre ele está disposto a fazer o melhor por você. Às vezes, ele só quer isso, uma pessoa para passar uma noite. Se você curte, ótimo. Agora, se caso o contrário, não deseja, tenha um pouco mais de cuidado. Se o que você quer é uma pessoa especial, vá devagar. Ninguém vai ser feliz num momento. Nós mulheres, desejamos ter sempre por perto, uma pessoa que acrescente valor, que nos ame, pense no quanto é bom estar juntos, antes, e depois. É essa questão que voce teve ter clara na sua cabeça quando pensar em se envolver com alguém.

O homem que tem várias mulheres ao mesmo tempo, na verdade, ele não tem nenhuma. E não tem porque não quer assumir compromisso. Então ele fica nessa de fazer joguinho com uma e com outra. Detalhe: com você quando sobra tempo. Por outro lado, você que não entendeu nada, fica pensando que ele trabalha muito, não pode tirar alguns minutos para mandar mensagem, ligar ou programar algo a dois. Com isso, se sente desprezada, carente, infeliz, pensando se ele quer algo sério com você. Mas, essas coisas nunca ficam claras na sua mente. Óbvio, nem todos os homens são assim. Existe a pessoa que agrega, que se importa mesmo. Resta saber como identificar, é por isso que você deve ficar atenta como esse homem age com você.

Às vezes as pessoas quando querem se envolver com as outras, elas não pensam no sofrimento que podem deixar na vida do outro. As chamadas relações supérfluas são cheias de coisas assim. A pessoa não quer construir nada com você, não quer ter um relacionamento sério. Ela só tem interesse em satisfazer os seus próprios desejos. Para elas, qualidade geralmente é confundido com quantidade. Quanto mais, melhor.

Há quem transe, transe, transe…mas isso não é garantia de nada, digo de uma boa conversa, companhia, de uma pessoa especial que você sabe que vale a pena ter do lado. O problema é que muita gente se acostuma a isso, a receber ” migalhas”. É a falsa segurança da porta pra dentro. Você pode ser só mais uma que irá valer por um momento. O que há de errado nisso? Ora, nada, desde que você concorde. A sua única inimiga é você mesma. Não espere as coisas acontecerem de forma errada para entender depois, porque neste caso, é tarde.

O homem que te deseja como mulher, ele terá atitudes diferentes com você. E a primeira coisa que você percebe é a maneira de como ele te trata, que é justamente dando atenção. Ele não vai ter desculpas, pelo contrário, vai fazer planos para passar mais tempo junto com você. Outro detalhe, vai ligar, ser amigo, se interessar pelo o que você faz, na verdade, ele irá tentar melhorar a qualidade dessa relação. E a gente sabe quando uma pessoa gosta de verdade de nós, da mesma forma, que não. Só que tem pessoas que não enxergam isso. Para gostarmos de uma pessoa, é necessário primeiro, gostar de nós. É ilusão pensar que alguém vai gostar de você antes. Não, isso é obrigação sua. Quem chega na nossa vida, vem com uma finalidade, complementar. Quem gosta da gente, coloca energia na relação, é importante saber avaliar esses pequenos detalhes.

Entenda uma coisa, não é quantidade viu? A questão é saber escolher quem queremos e quem merece dedicarmos o nosso tempo. Saiba você. Ame-se em primeiro lugar.

Marii Freire Pereira

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Imagem & criação: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 14 de janeiro de 2021

Vinicius de Moraes

“Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada…”.

Vinicius de Moraes. Soneto do maior amor. ( Livro de sonetos). São Paulo. Cia. das Letras . Editora Schwarcz Ltda. 1991.p.27. Autorização pela VM Empreendimentos Artísticos e Culturais Ltda .

Literatura brasileira. William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform.Atual. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 13 de janeiro de 2021

Modernismo

A Segunda Fase do Modernismo foi repleta de trabalhos que destacavam questionamentos sobre a existência humana, obras que os artistas modernistas se sentiam mais a vontade criar. E aí, temos produções que destacam o ponto alto da literatura, a poesia que também se destacou por abordar temas ligados ao social, a filosofia, o lado religioso e tudo mais que você possa imaginar. Na poesia temos como exemplo, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Murilo Mendes, Vinicius de Moraes.

O modernismo foi dos melhores momentos que a poesia brasileira acabou vivendo. A música com Vinicius e Tiquinho, Buarque e vários outros. Se você procurar tivemos muitas canções dessa época. Não foi só a poesia de 30 que se destacou, foram diversos nomes (artistas) que se inspiraram na poesia de grandes escritores. O Jorge Lima foi um desses nomes.

Os romances, o encontro do homem com o fim, essa coisa do seguir caminhos diferentes. O próprio regionalismo também pode ser visto dentro de vários trabalhos. A visão do amor que foi muito bem explorada dentro dessa visão moderna.

Vale a pena conferir. Seja a poesia, a música ou a arte, existem muitas propostas que você vai gostar.

Eu não citei Manuel Bandeira aqui porque faz parte da primeira geração, mas é um grande autor. O Mario Quintana, ou qualquer um que você goste, e que tenha a propsta de trabalho voltada ao modernismo é muito bom. Aliás, são incríveis.

Confira todos!

Marii Freire Pereira

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Imagem: Instagram/ MASP

Santarém, Pá 13 de janeiro de 2021

Que direção estamos indo?

Eu vou começar esse texto com uma frase da Adélia Prado, diz o seguinte: ” A gente escreve por necessidade “. Escrevemos para nos ajudar, para levar também a informação que ajuda o outro, em qualquer lugar do mundo que ele esteja. Escrever é uma necessidade humana. É através dela expressamos nossas opiniões. Sem dúvida, uma experiência muito produtiva principalmente, porque conseguimos nos socializar. Escrever é um forma natural de cada um se expressar.

Eu estava lendo como de costume, porque preciso ler para esclarecer, e me deparei com uma cena muito triste. Trata-se de números que contabiliza mortes que tem como resultado, o Coronavirus. Uma realidade que nos pegou despreparados.

200 mil mortos! Eu fiquei ali parada, olhando todo tipo de rosto, preto, branco, amarelo sempre com a posição dos olhos para baixo […]. Flores, caixões a perder de vista. Repito, 200 mil vidas que se foram! Você fica comovido ou vai fazer politicagem em cima desses números? Certamente, tem quem se afaste. Acho que essa perplexidade não deveria ser só minha, porque ela nos rouba a decência. Acredito que de fato, a percepção deve ser conjunta. Todos deveriam se solidarizar com a dor do outro.

[…]

É imprescindível levar essa questão a sério. Posturas omissas não é interessante nesse momento. Política é vida, em comunidade, sociedade, em tudo. Portanto, coisas que nos acontecem, pertence a todos, a responsabilidade é coletiva.

A pandemia é um problema sério, há quem discorde, evidente. Aliás, não é só no Brasil, mas o mundo inteiro vive essa situação. Infelizmente, é preciso dizer que o mundo agora, mais que nunca que, necessita de consciência.

Há um ditado popular que diz : ” A ocasião faz o ladrão “. Quem nos rouba, senão nós mesmos. Somos nós ( sociedade) que estamos nos furtando de nossas responsabilidades. Inclusive, dando poder a quem não se faz merecedor dele.

Será preciso que uma ‘ caipira’, isso mesmo, pessoa nascida no interiorZÂO para dizer o óbvio? Sociedade sadia, se faz por pessoas conscientes ou você acha que acontece de outra forma? Ora, imagine, se nós por exemplo, ajuda a criar um político, colocamos ele no poder, mas este, não é atento ao que acontece […]. Você que ele merece o lugar que ocupa? Espera mesmo que se comova com tudo aquilo que vivemos e trabalhe em prol do que passa essa, digo, o estado de emergência ao qual viemos, sim, é uma pandemia, portanto, é uma situação delicada. Que atitude ingênua da sua parte, hein? Esperar. Quem criar entraves na saúde, não têm preocupação com a sua, só com a dele.

Se o sujeito que te representa, é conhecedor do que acontece e procurar ficar de braços cruzados, dando pano para a impunidade, sinto em te informar, mas estás perdendo tempo.

Quem em sã consciência escolhe pessoas sem ética, também vive sem rumo, sem direção…

Infelizmente, ninguém recupera o que perde, e se recupera essa coisa já não é mas a mesma, nem nós, somos mais os mesmos. Portanto, permanece na memória o respeito pela dor daqueles que se foram.

Marii Freire Pereira

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Imagem. Pinterest. Renfflend

Santarém, Pá 13 de janeiro de 2021

Paciência leva a ciência

” Con la pazienza ‘s acquista Science”. A paciência leva a ciência. Esse é um ditado italiano muito interessante. De fato, a ciência você só conquista depois dos confrontos, posturas, imposições, diferença pequenininhas, mas que enquanto, maior do a razão você fica ali, tentando debater.

Ora, que bobagem relutar, levar muitas vezes a situação ao extremo, pra que tudo isso? Para provar que você é o dono da verdade? Quando irás perceber que agindo assim, nada se ganha, digo, com essa coisa de confrontar?! Às vezes você, você ganha quando compreende que a sabedoria, não anula as nossas forças, quando você deixa o outro ‘levar a melhor ‘. Já viu dois rios correndo juntos? Os dois estão lado a lado, disputando o mesmo espaço, e aí algumas pessoas por não saberem definir essa força paralela, acabam romantizando a idéia desses dois rios. Isso pode virar poema, letra de canção popular. Mas, a verdade é que, a realidade deles anda longe dessas coisas.

Eu por exemplo, moro num lugar lindo, aonde posso inclusive, observar o encontro de dois gigantes ‘ Amazonas e Tapajós ‘ na frente da cidade. E o que é possível compreender a respeito dois andarem juntos, claro, é um espetáculo lindo, não posso negar. Mas, eles somam para nós, exatamente por essa coisa de cada um seguir o seu percurso sozinho, sem tomar o espaço um do outro. Embora saibamos que estejam ali medindo forças, não se trata de disputar nada. Um rio é silencioso ( paciente) passa sem conflito. Esse é o detalhe importante, porque trazendo para a nossa vida, o exemplo útil é que há o espaço, o respeito que é um detalhe importante. Não há a necessidade de posse, de querer dominar nada de ninguém. A soma, o exemplo maior se observa que essas conquistas, surgem através da paciência conquistada diante de circunstâncias que parecem intransponíveis, se é que você me entende.

O expresso sábio desse ditado é que só através da paciência é que nós, digo ‘ eu e você ‘ conseguimos alcançar a sabedoria, a razão, a ciência. E a ciência só se alcança no último grau dos nossos esforços, porque enquanto você relutar, a vida vai passando lenta que as águas do rio, correndo na sua sabedoria profunda. A ciência não é no meio, mas no fim. É quando você contabiliza perdas e ganhos. Você acha que um rio não vive as suas dificuldades? Sim, é preciso desviar sempre do que encontram pela frente. A sabedoria consiste nisso, não parar porque encontrou um obstáculo, mas saber que tem vários pela frente, e que é preciso seguir, sem discutir com eles.

O consenso que aqui, eu entendo como importante é, que você vai evitar o confronto. O confronto se evita não é pelo cansaço, às vezes é por conta da tolerância. A medida que tolero, eu demonstro paciência. Penso que temos que agir assim vez ou outra.

Paciência não é lerdeza. É um jeito de respeitar você, e respeitar também a coragem do outro. Por que um rio é gigante? Haja “Tapajós para Mar”, porque a idéia de grandeza nem sempre se trata de extensão, às vezes é volume, e no ser humano, a gente fala que é esse ‘alargar o entendimento’ sobre essas coisas, é deixar ‘ maturar’, isto é: paciência e ciência, exatamente como diz o ditado italiano.

Seja paciente, seja sábio!

Marii Freire Pereira

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Frase: Superprof.com.br

Imagem: Instagram. loves- scilia, Siracusa.

Santarém, Pá 13 de janeiro de 2021

Violencia Sexual

A mulher sempre foi relegada a submissão há séculos. E e uma forma fria, é possível dizer que essa mulher nunca foi vista como um sujeito de direito. Mas, por viver a sombra do homem, a mesma tinha obedecer e satisfazer os seus desejos em todas as situações, inclusive naquela que era vista como principal ligada a família, a prole, no melhor sentido da palavra, no sexo.

Quem nunca ouviu expressões como : ” seja uma boa esposa ” ou ” faça tudo que puder para agradar o seu marido”. Muitas de nós ouvimos da boca de nossas mães e avós. Talvez, as nossas filhas e netas não ouçam esse tipo de coisa com a mesma frequência que muitas de nós ouvimos. Hoje, provavelmente, não. Mas, antes sim, e isso se dava por conta de vivermos num modelo de sociedade, aonde o patriarcado impunha as regras, e a mulher não tinha vez, nem voz. Todavia, o que chama atenção no Pós moderno, é que o diálogo, tem aberto caminhos para substituir essa visão antiga, na verdade, para quebrar todo um ciclo de silêncio sobre diversas questões, dentre elas, a violência contra a mulher que atravessa séculos. No modelo patriarca, não tão diferente de hoje, se sabia por exemplo, que o homem assumia o controle de tudo, inclusive, o controle para forçar o sexo, de fazer deste, uma obrigação. Claro, o casamento obrigava isso, que o sexo fosse um dever a ser cumprido.

A mulher ao se casar, ela tinha a obrigação de servir o marido, não só no dia a dia, no comum, nos afazeres do lar e principalmente, na vida conjugal. Havia aquilo que se chamava de ‘Débito Conjugal’, ou seja, o ” direito-dever” de servir ao marido. Acontece que quando a lei recepcionou esse direito, ela não observou o que poderia surgir a partir dessa questão, digo os problemas vindo com ela, que era justamente os excessos do marido. Os possíveis abusos sobre essa mulher. No caso, os abusos sexuais que geravam uma experiência traumática para a mulher.

Veja, a questão do débito conjugal ao ser amparada por lei, durante muito tempo nao era vista com as reais necessidades que ela exigia. Então, o marido se valia da lei, e como na própria cultura, isso era visto como comum, não se percebia situações fato das que hoje se enxerga.

A mulher, ela não tinha os seus direitos respeitados. Ela estava ali para servir, não importa se ela queria manter relação sexual com o marido ou não. Ele tamb5nao se importa com esse detalhe. Se era uma obrigação, ele não iria ter a sensibilidade de olhar para aquela mulher e tratá -la com carinho e compreender que ela não estava disposta ao sexo. Ele fazia valer o seguinte: ” é o meu direito “, você tem que me satisfazer como marido. Voce casou pra isto, portanto, faça! E muitos casamentos sobreviveram dessa maneira.

Ora, a mulher sofria calada, os maus-tratos, os abusos, as agressões físicas. Porém, a que mais pesava era psicológica. E ela tinha que suportar, por causa dos filhos, da questão financeira, que a maioria não queriam se separa porque culturamente, uma separação não eram algo bem visto. Era preferível suportar calada. Um detalhe interessante é que muita gente bateu nessa tecla de forma errada. No entendimento de pessoas importantes daquela época, a famosa desculpa para o não consentimento do sexo era conhecida como ” dor de cabeca”, virou motivo para séculos de sarcasmo. Só que nem todas as situações relativas a esse problema, dava para fazer brincadeiras, porque por trás de tudo isso, havia “o estupro “. Exatamente, o débito conjugal, ele cooperava para o estupro marital.

Dentre vários autores que falam sobre o débito conjugal, eu escolhi uma para falar a respeito dele, que foi a Maria Helena Diniz.

Segundo Diniz, no débito conjugal ” se houvesse a recusa injustiçada à satisfação do debito conjugal, constituía uma ofensa a honra do outro consorte”. Ou seja, se os motivos não fossem convincentes, isso poderia desencadear o fracasso daquele casamento. Se você casou foi pra quê? Para constituir família, para resolver essa sua vontade de transar só que de maneira legal. Claro, tudo programado dentro de um modelo que estava de acordo com a lei. Caso, não fosse cumprido, por uma das partes, isso era uma afronta a outra pessoa. Era motivo inclusive, para o marido insatisfeito, anular o casamento. Muitos foram anulados por conta de alegações como essa.

O que se observa com tudo isso hoje, para não incorrer nos erros do passado? Bem, dentro de um casamento, o sexo não têm que ser visto como uma obrigação. Ele tem que acontecer através de um acordo entre ambas as partes. Se é bom para um, tem que ser também para o outro, o que não pode é forçar. Mas, você acha que homem respeita isso? Os homens evangélicos usam muito de estratégias descabidas para forçar as suas esposas a fazer sexo através da bíblia. É com base versículos que elas têm a obrigação de manter relação. Mas, essa é uma questão que não vou adentrar. São práticas sórdidas que prevaleceram durante muito tempo, e que na prática, a gente sabe que ainda acontece. Veja, não estou criticando ninguém. Muito pelo contrário, estou falando de uma questão de violência que envolve todas as mulheres. Eu comento um contexto aqui, outro ali, mas a idéia que prevalece é somente para um alerta. Na verdade é chamar atenção para um problema silencioso.

Violência Sexual acontece quando há a coerção ou investidas sexuais contra a outra pessoa. Então, às vezes a mulher não quer transar porque não está se sentido bem, e o marido começa a dizer que ela é frígida na cama, ou se ela não fizer o que ele quer, vai procurar outra na rua. E a mulher por medo de perder esse homem acaba cedendo a pressão que ele impõe sobre ela. Só que, isso gera outro tipo de violência que é a violência psicológica.

A partir do momento que a pressão é tanta, a mulher sente uma tristeza real. Ela vai ficando doente porque o psicológico fica abalado. Ela começa a criar coisas na mente, as vezes culpa que não têm. E outro detalhe, aos poucos, vai perdendo o desejo sexual, deixando de se achar bonita, porque não encontra prazer naquilo que faz, porque acaba sendo uma prática que se submete para ” agradar” o marido. E sabemos que sexo nessas condições não é saudável.

Sexo é bom quando há consentimento dos dois. O seu corpo é algo muito íntimo, e se a pessoa que você ama, violar isso, é muito constrangedor. Algo é importante para acrescentar sobre esse tema é que de 2009 pra cá, não se fala mais em débito conjugal. A mulher não tem a obrigação de nada. E assim como o homem ela pode dizer o que prefere ou não no sexo.

A violência sexual é algo que acontece com frequência. Claro, não se pode generalizar a situação. Existem muitos homens que amam as suas esposas e se preocupam com o prazer destas. Agora, nem todos são assim. Se numa situação, onde os dois estão num clima bom, e um pede para fazer algo diferente, e o outro não consente, mas mesmo assim, o marido continua ( mesmo quando ficou claro que a mulher não queria), se o homem não parou no momento em que ela disse não, é estupro. Então, cuidado. Não é porque a coisa acontece de um jeito gostoso que não possa caminhar para um crime. Se a mulher silencia, ela diz aquele homem que concorda com ele no que faz.

O que tem que ficar claro é o seguinte: nesta questão: se vocês querem incrementar essa relação transando de várias formas, ótimo. Variem nas maneiras, se os dois se sentem confortáveis, muito bom. O que não pode é ocorrer abusos, nem tão pouco, o estupro. Quando for possível, converse com o seu marido sobre o que é prazeroso a dois, assim ele pode compreender melhor p que você gosta ou não. E assim, vocês podem desfrutar do sexo de um jeito que seja bom para ambas as partes.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. horizonte. mx

Fonte: Maria Helena Diniz. Conjur.com.br/ 2006

Santarém, Pá 12 de janeiro de 2021

Arte: por que ela é necessária a humanidade?

“A arte é necessária, porque ela é parte de um processo que complementa a vida”.

Marii Freire.

A arte é necessária para a humanidade, como a sua linguagem para cada geração. Ela é necessária porque guarda informações que nos permite fazer uma leitura de cada realidade. Claro, sabemos que em cada período histórico, há uma divisão entre a realidade vivida na sua maneira grotesca, bem como, ali num plano mais leve. Em outras palavras, esses momentos são marcados por suas transições. Em um século você pode inovar, e no outro renovar o que deseja produzir.

Você tem uma geração diferente da outra, óbvio, e cada uma vive os seus problemas com padrões vigentes, com regras, com a própria visão de que os seres são distintos entre si. Um entende liberdade de uma forma, o outro não, então ele quer negociar isso. Num segundo momento, digo as pessoas não pensam da mesma maneira, e a realidade vai ganhando contrastes diferentes. Numa você pode notar que acarreta mais peso histórico, o outro nem tanto. E aí, essas coisas tornam-se importantes para a questão do que? Do conhecimento, claro. Cada cultura, tem a sua forma, cada povo, a sua maneira de se expressar.

Só que a arte funciona como um resgate cultural histórico, melhor, como uma ‘espécie de memória’ que destaca algo em particular. Na verdade, o que se tem são vestígios, porque apesar dessas diferenças, muita coisa se ganha, porém, muita se perde também. Nem todas as informações de um povo, se consegue catalogar, vou usar essa expressão, espero ser compreendida. A arte é a maneira de dessas pessoas expressarem a sua liberdade de modo, a comunicar ao outro, aquilo que precisa ser visto, ser conhecido. Então como se consegue isso? Através das formas criativas. A arte, ela tem essa missão que é assegurar as necessidade de vivificar, protestar, escandalizar. De repente, sei lá, até mostrar uma radicalidade que o mundo precisa voltar os olhos para aquilo que nem todos estão enxergando.

Acredito que a grande finalidade da arte é isso, é mostrar de forma grosseira ou suave a sua real necessidade. E aí, vem a pergunta mais importante que é: ‘Pra quê’ ou por que tudo isso? É para alargar o nosso conhecimento, bem como a forma de viver os nossos próprios problemas. Com isso, vamos estreitando o tempo e nos conduzindo ruma a geração seguinte, porque vem mais informação a seguir. O bacana é isso, é as pessoas poderem sentir, ouvir e perceber a verdade que há nela.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Candido Portinari ” Os despejados “/ clock51.com.

Santarém, Pá 12 de janeiro de 2021