” Transava comigo à força “

” Transava comigo à força “. Essa frase é da dona Odete Ricardo no Documentário: Mas por que ela não denuncia/ Micaela Pedrosa. Esse é o relato de mais uma vítima da violência doméstica. Além dessa história tem várias outras que evidenciam a questão da violência nesse documentário. Na verdade, há outras histórias de mulheres que sobreviveram a violência, é que vale a pena assistir.

” As barreiras culturais são mais comprometedoras do que tudo aquilo que a lei brasileira deixa a desejar”.

Fato. essa realidade nos mostra o que? Que ainda estamos longe de obter a resposta para tudo aquilo que queremos. Mulheres como dona Odete passaram a vida toda sofrendo violência por parte do marido. Aqui, não falo só a respeito da violência psicológica, sexual e física. Era comum o marido dizer: ” você tem a obrigação de transar comigo!”, porque você é a minha mulher…” Eu tenho outras na rua, mas você tem que transar comigo “, ou seja, o marido violentada a própria esposa, na verdade, ele ” obrigava essa mulher a manter relações sexuais com ele.” Era o ” débito conjugal ” que a própria lei protegia, até compreender que tava protegendo o crime de estupro. E aí, as frases pejorativas deixaram de fazer sentido, não é? Só após esse entendimento é que modificaram as modificações necessárias na lei, inclusive agora sim, protegendo o direito da mulher. Profundo isso, não? Mas, é uma realidade que também, assim como as outras não conseguiram ser modificadas de maneira repetida, pelo contrário, levaram séculos para ter um novo significado. Resta agora, a mulher dizer ” não ” esse tipo de violência. Mas, dessa vez, sem medo.

Você percebeu que tem uns livros atrás do braço de Dona Odete? Pois bem, ela só compreendeu direito o que era essa violência quando começou estudar. Aí, conseguiu ir lutando sozinha, como disse na entrevista. Muito bom esse resultado. Ainda que de um jeito tímido, a mulher tem despertado para os seus direitos.

A violência contra a mulher ocorre de várias formas, as vezes, ela nem consegue identificar que vive em situação de violência. Muitas pensam que ” violência é uma tapa na cara…”. Mas, sabemos que é bem mais do que isso.

Para o homem bater é porque essa mulher já vem sofrendo as outras formas de violência. Aí, é o momento em que ela perde a autoestima, como se diz ” já virou refém do medo”. Todavia, é preciso acordar para essa realidade.

Nessas horas é importante ter consciência e não se calar. É importante que essa mulher fale, e não venha acreditar que isso é normal. A gente sabe que a família, a sociedade, muitas vezes diz a essa mulher:

Muitas mulheres se vêem num beco sem saída, porque pesa o apelo da família, as vezes dos amigos para ela não desfazer o seu casamento. Mas, o que as pessoas não entendem é que isso é algo errado. A mulher não pode viver com um homem sofrendo maus-tratos. É preciso ter respeito, porque do contrário, adoece ela e os filhos.

Numeros da violência:

São números absurdos. “500 mulheres são agredidas por hora no Brasil”, segundo o G1/ São Paulo. E a pandemia deixa mais um alerta, porque esses números só crescem a todo momento. Cresce não só a questão da violência, mas do feminicídio que é resultado na sua maioria, da violência doméstica.

São relatos de histórias reais! São mulheres que se fizeram conhecer pelo Estado, certo? Porque aquelas que não viram estatística, a gente sabe que esse número é muito maior. Portanto, é preciso lutar todos os dias.

A história de luta da mulher contra a violência, é uma história contínua, e que precisa ser construída todos os dias. Negar essa realidade é, negar a transformação que ela precisa ter. Repudiamos a violência. Se você conhece situações, onde sabe que a mulher é vítima da violência, DENUNCIE.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 8 de abril de 2021

Poucos são aqueles em que decidimos ficar

Poucos são aqueles em que decidimos ficar, ficar mesmo. Sabe, o tipo de escolha que fazemos pra nós, e decimos que aquele gesto é fruto de uma decisão pensada com o seu devido cuidado? Pois bem, eu te pergunto: você quer ficar na memória de quem? Dos que ama, e que em troca devolvem esse amor recíproco à você. Claro, todos nós temos ali, no nosso íntimo a noção exata de quem são essas pessoas. Portanto, faça o melhor que puder, porque a lembrança que ela ou elas ( pessoas) guardarão de você, é o resultado do seu melhor. É esse detalhe que penetra no imaginário humano, sobretudo, se as coisas que você fizer vier acompanhadas por um gesto de motivação.

Todos nós temos as ferramentas necessárias para construir bons sentimentos no interior das outras pessoas, principalmente, as pessoas que amamos. Isso vem da nossa energia intuitiva e também da forma corajosa de como nos preocupamos com os outros. A minha presença, a sua presença faz diferença na vida de quem amamos. Veja, eu não estou criando limites para o amor, pode ser um amor fraternal, claro. A nossa missão aqui é além de ser suficiente para nós mesmos, também conseguir ser suficiente para o outro. Bem, neste caso, eu digo: ” prepara a paciência ” porque às vezes, a outra pessoa é difícil de ser amada .

Todavia, razão não nos falta para continuar insistindo. Afinal de contas, o prêmio maior que se leva disso tudo, acaba sendo um mérito única e exclusivamente nosso. Portanto, faça o melhor que for possível. Como diria um dos maiores poetas do século XX, Fernando Pessoa: ” Tudo vale a pena se a alma não é pequena “

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 8 de Abril de 2021

Café

Café é praticamente um clássico da literatura, é tão gostoso quanto indispensável a família. Basta manter vivo o costume de apreciar essa bebida que se mantém o equilíbrio entre uma xícara e outra.

Uma xícara de café do lado, um livro aliado ao silêncio e uma boa iluminação, faz com que viajemos a um galante episódio. Todos sabem de maneira cordial a respeito daquilo que estou falando. Café é uma bebida tão gostosa que poucas palavras são necessárias para nos fazer companhia. É claro que, em família, entre conversa e outra, podem surgir controvérsias, risos, expressões de alegria, rugas até, mas, o riso, ah, esse é indispensável. Cuidado que damos até a quem se ama, a gente sempre pode levar um café na cama…

Bem, é interessante dizer que de qualquer forma, o café é sempre uma boa companhia. Com Shakespeare, confesso que faz surgir um eco delicioso de suas revelações. Com Machado de Assis, a imaginária volúpia de Capitu, ui. Com Guimarães Rosa, o gostinho do regionalismo. Darcy Ribeiro, um desabafo, uma denuncia, a revelação de muitos contrastes desse nosso Brasil. Tu que lês, sentes o que? Reparas quanta diferença se faz nas horas. Um café e um livro, lá se foi o tempo! Ah, que horas são? Não é errado pensar em outro café.

Cada um tem a sua necessidade, cada um tem a sua tribo, cada homem contempla a ponta do náriz. Eu gosto dos Clássicos da literatura, e se for acompanhado de um bom café, essa conversa vai longe… Um abraço.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 7 de abril de 2021

Benjamin Franklin

” Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que valha a pena ler ou faça coisas sobre sobre as quais valha a pena escrever.”

Benjamin Franklin. Braga, Ana Maria. À espera dos filhos da luz/ 2ed. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2019

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 6 de abril de 2021

Campanha Sinal Vermelho

Um ” X” vermelho na mão pode salvar a sua vida. Não se cale diante da violência: Denuncie.

A associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juntamente com o Conselho Nacional de Justiça ( CNJ), uniram- se para pedir : ✋BASTA✋ de violência contra a mulher.

Talvez, elas próprias ( mulheres) não saibam direito, mas o intuito desse campanha, mas ela visa trazer soluções a casos emergenciais. A gente sabe que, durante a pandemia houve um aumento dessa violência. Portanto, uma forma inteligente de tentar resolver esse problema foi criar uma rede silenciosa, onde a mulher que é vítima da violência doméstica, ela possa chegar a uma farmácia e fazer um ” x” na mão que o atendente saberá que essa mulher foi em busca de ajuda, de socorro, posso assim dizer.

Se um homem diante de uma situação tensa, ele perde o controle, agride com palavras, ou mesmo, se esse homem bate em você, isso é violência.

Se você mulher, não se sente segura para contar para alguém, falar expressamente tudo o que passa, vá até a farmácia mais próxima de sua casa e denuncie.

A violência, ela atinge mulheres de todas as idades. Essa é a imagem da atriz Luiza Brunet. Na época do ocorrido, ela deixou a vergonha de lado, e denunciou o seu agressor. As marca dessa violência são detalhes visíveis. Isso, não incluído as marcas da violência psicológica, porque esta não deixa cicatriz, apenas um eco de lamentação na pessoa.

Amor não machuca, não causa tristeza, nem deixa hematomas pelo corpo. Muitas mulheres confundem amor com maus-tratos, o que uma atitude imperdível.

A violência doméstica, ela vem muitas vezes ” disfarcada” de cuidado. É comum se observar a figura do homem super-protetor em certos relacionamentos. Mulher, tome cuidado com isso. Um dia, ele é gentil, mas no outro, manda você tirar o vestido que não é ” adequado ” ou impede você de falar com amigos, familiares e assim sucessivamente.

Às por ” amor” , se abre mão de muita coisa, até de ‘ amor próprio!’ – Entenda, quem nos ama, nos respeita, respeita a nossa vontade, e não ao contrário, não coloca limites para obedecer. Sentiu que o seu relacionamento só tem brigas, sofrimento ( sofrimento diante dos filhos), peça ajuda! – A família é essencial nessas horas , ou mesmo, tenha coragem de ir numa farmácia, numa delegacia e diga que precisa de ajuda.

Não se cale.

” O silêncio mata”.

Não ponha a sua vida em risco. Não fique vivendo na mesma casa com o agressor porque ele não vai mudar. Não se culpe por nada. Não há culpa, há remédio, há solução para você sair dessa situação de violência.

DENUNCIE.

Marii Freire Pereira

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Santarém, Pá 6 de abril de 2021

VEM comigo!

O caminho para a felicidade é acreditar nas coisas boas. O poder de mover algo vem de nossas crenças. Se você acredita ou ‘ acha que pode, ainda que saia imperfeito, faz. Mas se duvidar da sua capacidade, já é meio caminho para o fracasso. Portanto, não duvide de sua capacidade, nem da força que tem.

O caminho ou a “chave para a felicidade” é essa voz de candura que dar voltas e voltas dentro de você, mas, de modo certo, vai. Então, naqueles dias em que você estiver balançando (a) por dentro, diga a ela: ” eu vou”. Aprenda a negociar com o sacudir da sua paixão, porque o lucro…’Ah, o lucro é o resultado desse sorrisão lindo que você esbanja ‘. Acredite em você.

Marii Freire Pereira

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Imagem: Pinterest. Soave Intermezzo.

Santarém, Pá 6 de abril de 2021

Memórias Póstumas de Brás Cubas

” Cada homem tem necessidade e poder de contemplar o seu próprio nariz, para o fim de ver a luz celeste, e tal contemplação, cujo efeito é a subordinação do Universo a um nariz somente, constitui o equilíbrio das sociedades. Se os narizes se contemplassem exclusivamente uns aos outros, o gênero humano não chegaria a durar dois séculos: extinguia-se com as primeiras tribos. “

Memórias Póstumas de Brás Cubas ( Machado de Assis). Clássicos da literatura brasileira. Pé da letra. Barueri, São Paulo, 2020

Marii Freire Pereira

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Imagem ( Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 5 de abril de 2021