“A arte é necessária, porque ela é parte de um processo que complementa a vida”.
Marii Freire.
A arte é necessária para a humanidade, como a sua linguagem para cada geração. Ela é necessária porque guarda informações que nos permite fazer uma leitura de cada realidade. Claro, sabemos que em cada período histórico, há uma divisão entre a realidade vivida na sua maneira grotesca, bem como, ali num plano mais leve. Em outras palavras, esses momentos são marcados por suas transições. Em um século você pode inovar, e no outro renovar o que deseja produzir.
Você tem uma geração diferente da outra, óbvio, e cada uma vive os seus problemas com padrões vigentes, com regras, com a própria visão de que os seres são distintos entre si. Um entende liberdade de uma forma, o outro não, então ele quer negociar isso. Num segundo momento, digo as pessoas não pensam da mesma maneira, e a realidade vai ganhando contrastes diferentes. Numa você pode notar que acarreta mais peso histórico, o outro nem tanto. E aí, essas coisas tornam-se importantes para a questão do que? Do conhecimento, claro. Cada cultura, tem a sua forma, cada povo, a sua maneira de se expressar.
Só que a arte funciona como um resgate cultural histórico, melhor, como uma ‘espécie de memória’ que destaca algo em particular. Na verdade, o que se tem são vestígios, porque apesar dessas diferenças, muita coisa se ganha, porém, muita se perde também. Nem todas as informações de um povo, se consegue catalogar, vou usar essa expressão, espero ser compreendida. A arte é a maneira de dessas pessoas expressarem a sua liberdade de modo, a comunicar ao outro, aquilo que precisa ser visto, ser conhecido. Então como se consegue isso? Através das formas criativas. A arte, ela tem essa missão que é assegurar as necessidade de vivificar, protestar, escandalizar. De repente, sei lá, até mostrar uma radicalidade que o mundo precisa voltar os olhos para aquilo que nem todos estão enxergando.
Acredito que a grande finalidade da arte é isso, é mostrar de forma grosseira ou suave a sua real necessidade. E aí, vem a pergunta mais importante que é: ‘Pra quê’ ou por que tudo isso? É para alargar o nosso conhecimento, bem como a forma de viver os nossos próprios problemas. Com isso, vamos estreitando o tempo e nos conduzindo ruma a geração seguinte, porque vem mais informação a seguir. O bacana é isso, é as pessoas poderem sentir, ouvir e perceber a verdade que há nela.
Marii Freire Pereira
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Imagem: Pinterest. Candido Portinari ” Os despejados “/ clock51.com.
” A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”
Tem uma frase do Machado de Assis que diz o seguinte: ” Nem tudo é claro na vida e nos livros “. Sensacional, um gênio. Os livros mais que a vida, talvez, sirvam para nos ajudar um pouco nessa coisa de refletir a palavra. Todavia, são nas ações de outras que buscamos refletir a própria vida. É com base nos exemplos delas, que vamos melhorando os nosso erros. Pena que o raciocínio tardio, só chega na hora desnecessária. Logo, todo aprendizado acaba sendo lento. É claro que tanto a vida quanto os livros, eles nos dão prazer. Mas como medir isso? Refletindo sobre os aborrecimentos. O que tiramos de bom é saldo.
Existe uma régua em que posso medir o que entendo como prazer e aborrecimento? Momentos felizes, e dor? Sim. É através da consciência, essa régua fininha que podemos notar, aonde damos mais ênfase, em que situações atribuímos valor e aquelas, onde não se daria nada. Um exemplo disso? As escolhas. Se felizes nos sentimos seguros. Agora, se por vezes, estamos diante de situações que nos aflige, resta-nos ficar mais atentos para não incorrer nos mesmos erros.
O interessante da vida é que ela nos pede sempre para não nos intimidar diante daquilo que ainda continua seguindo o seu percurso. Isso vale pra você, viu?! Não se deixe intimidar por nada, pois ainda estamos vencendo o mundo. Naturalmente, vamos insistir, porque o que nos leva para frente é essa teimosia honesta de não arredar o pé, de não desistir daquilo que queremos.
Você já deve ter ouvido falar de fazer o bem as pessoas. Mas, o bem que se faz em silêncio, é aquele gesto, onde generosidade ofertada volta pra você, a autoconfiança, o prazer e muita coisa boa. Isso significa dizer que essa é uma atitude de saber se colocar no lugar do outr, e fazer bem sem teatro, ou caridade para se beneficiar de alguma forma. Em outras palavras, querer aparecer, fazer política, marketing ou coisa parecida.
Quando se fala em fazer o bem, algumas pessoas têm uma certa dificuldade para entender o significado de fazer o bem sem levar crédito. Ah, mas se fizer algo pensando em crédito, ou seja, obter vantagens, então nem bem é. Ora, por que você acha que tem tanta gente que gosta de holofote? Prática. Há pessoas que por fazer qualquer ação, elas gostam de enaltecer os seus gestos. E em boa parte é possível encontrar gente assim.
Já ouviu falar em pessoas notáveis por seu potencial? É, tem muita gente que bate recorde em querer aparecer. Mas, a reflexão que deixo a você aqui, é a de que sejas capaz de fazer pelo o outro, o que gostaria que ele fizesse por você. Esse é um gesto nobre, uma coisa que tem ligação mais com as suas atitudes íntimas do que ligação com as suas ambições. Fazer o bem é um ato ligado a sua consciência, com o gesto afetivo que você tem pelo outro. Agora é importante também saber o que o outro realmente precisa para não ocorrer de você fazer por ele, e no final tudo isso, digo os seus gestos serem transformados em ingratidão. Quando se fala em fazer o bem, tem muito aquela coisa de não jogar ” pérolas aos porcos “, porque às vezes você faz muito pela outra pessoa, sendo que no final, ela é incapaz de decifrar a autenticidade dos seus gestos.
Fazer o bem é como amar a si mesmo. É ter essa capacidade de fazer o melhor que pode pela outra pessoa porque, o que você deseja é que ela fique bem. Às vezes, a recompensa não é nem do outro, mas sua. Fazer o bem, requer atitudes de um coração bom. A consciência ajuda claro, porém, esse gesto de construir, na verdade, de transformação pensamentos em ação é o que nos humaniza. Fazer o bem é acreditar que um dia, quando menos esperamos, esse gesto se volta a nós novamente.
Existe um ditado que diz ” é fácil ser bom, difícil é ser justo”. Bons, nós somos para os outros E, na maioria das vezes, injustos para conosco. Mas, independentemente de qualquer coisa, se puder, faça bem porque você não imagina como isso, acaba sendo gratificante a você mesmo.
” Muitas vezes, a violência começa na mesa. É no café da manhã que a mulher recebe tratamentos que envolve o ciclo da violência, como palavras de ameaças “
É sábio pela maioria que a Simone é um dos símbolos da luta pelos direitos femininos. essa imagem dela entre os livros, não foi por acaso que ela veio parar aqui. Na verdade, Tem sim, uma razão maior dela vir para cá. A idéia é trabalhar a Simone e a Maria da Penha juntas.
” Que nada nos sujeite,
que nada nos defina”.
[…] que nada tire de nós mulheres, a vontade de lutar por nossos direitos. Que sejamos capazes de vencer o medo, a insegurança e todas as limitações. E como a própria Simone sugere, façamos isso, através do conhecimento ( livros). A gente sabe que só pode expandir os pensamentos quando se estuda, porque o conhecimento é algo transformador, é um fator positivo que nos auxilia nesse processo de construção crítica. Eu costumo dizer que quem estuda, sai sempre ganhando porque tem condições de alcançar novas perspectivas, “nossos olhares” sobre o momento, digo a necessidade que a situação vivida por muitas de nós, pede.
Eu estou sempre tentando contribuir com muitas de vocês. Aqui falo para mulher, mais para homens também, porque a gente sabe que muitos ” abraçam essa causa feminina “. É sempre muito gratificante ouvir o discurso masculino sugerindo que as mulheres possam se mostrar mais receptivas a idéia de aprender a se defender, ou seja, lutar por elas mesmas. Muitas parecem que ainda, não despertaram para essa necessidade.
Eu estarei encerrando a ” série: leitura em foco-“. Foram 10 ou 11 publicações que fala sobre a importância da leitura. Na verdade, uma idéia que começou pequena, como disse, era para ser dez postagens, que abordava a questão da leitura e muito muito bom, foi uma experiência muito produtiva. Evidente que se vocês quiserem, eu posso continuar postando sem problema.
Todavia, esse final de semana, eu estudei algo diferente, e resolvi fazer mais um ciclo de postagens, só que agora voltados ao direito de todas nós, mulheres. Como já postei vários textos falando da violência contra a mulher, dentre eles, a violência psicológica, física e outras, eu vou fazer uma nova série evidenciando como essa violência acontece e os passos a seguir para denunciá-la.
À idéia é fazer com que se reflita a respeito dessa questão tão vinculada aos meios de comunicação, mas que pouco se avançou. Temos direitos assegurados pela Constituição, lei que trabalha essa temática ligada à violência, porém, a gente sabe que os desafios para enfrentar esse problema são muitos, é uma luta diária, e a mulher o ponto principal de toda essa questão porque ela tem que falar. A essa nova edição irá se chamar: Violência: esse diálogo está sempre aberto, só falta você participar “. Espero ser essa também uma experiência bem produtiva. Conto com vocês!
Vou escrever textos abordando temas relacionados a Maria da Penha, na verdade, construindo esse diálogo com você leitor, e espero que gostem.
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