Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sábias que eu não Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade. Poema de Sete Faces. Textos publicados sob licença de Pedro Augusto Graña Drummond. Nova Cultural. Editora Nova Cultural. São Paulo, 1990
Hoje, é o Dia Mundial da Paz. Estamos falando, de recomeço, e todas essa coisa gostosa, vibrante que vem da mistura do finalzinho do antigo, com o novo. Desejo que você tenha muita sabedoria, serenidade e paz. Este novo ano, chega muita força. Acredite que tudo é possível!
[…]
Vamos recebê -lo com a riqueza que o novo nos oferece. Não basta amor capenga. Queremos os delírios, suspiros e palavras que nos mostre o paraíso, com olhos de euforia. Esse ano carrega consigo a promessa de revelar a beleza oculta e transforfordora para a humanidade.
Há uma urgência de querer o novo, de desejar a saúde, a vida que a gente não sabe aonde começa e termina a sua história.
Quero pureza de coração …para responder com paz os caminhos novos que nos chegam.
Nenhum fim deve ser lido antes do tempo. Não adianta apressar a vida. A visão de seu interior é muito melhor, do que qualquer interesse que ela desperte pelo lado de fora.
A via crúcis do que vivemos traumatiza qualquer linguagem, aflinge qualquer cotidiano. Mas, sendo bem-humorados, conseguimos escrever com a ponta dos dedos, um dos mais belos capítulos que complementa a nossa narrativa fragmentada sobre os versos visível dessa grande poema que é a vida.
Um poema que nos permite dialogar, rebater, contestar tudo aquilo que vivemos.
Entender é um modo de olhar, de descrever o inexplicável, de perceber, enxergar mais do que os problemas, também as ‘horas justas’.
Que importância teria a vida sem os ” ciclos “, sem as descobertas, algumas que suscitam a convivência morna com uns e outras, cheia de energia com aqueles que recebemos de bom grado.
Apesar de narrar a vida de um jeito fragmentado, Feliz Ano novo, Feliz 2021! Desfrute essa nova oportunidade com sentimentos, cujos limites te oferecem 365 dias de liberdade.
” O homem está condenado a ser livre, condenado porque ele não criou a si, e ainda assim é livre. Pois tão logo é atirado ao mundo, torna-se responsável por tudo o que faz.”
É com essas imagens lindas do Tapajós que desejo que os seus próximos 365 dias sejam fecundos de bons acontecimentos.
Diante da passagem de ano, os filósofos diriam que as crenças mudariam a nossa maneira de viver. Difícil acreditar nisso como uma verdade absoluta, não? Porque se você levar em consideração, muitas das nossas crenças nos limitam.
Quem define , porém, aquilo que nos paralisa, somos nós mesmos. Certo ou errado, o custo, muitas vezes moral das nossas opiniões, de nossas escolhas, são frutos de ações que têm um valor alto. É difícil, mas precisamos enfrentar as nossas dificuldades, os medos que nos fragiliza para muitas vezes, conseguir mudar um estilo de vida.
Nós mudamos o tempo inteiro!..
O certo é que ninguém sabe as respostas corretas daquilo que realmente se necessita. O que o ser humano quer na verdade é se decifrar, só que para isso, ele depende de uma coisinha chamada consciência – é ela, que usamos para identificar o que é necessário a vida. Uma coisa que considero importante é que nem sempre é fácil optar pelo correto ou por aquilo que nos faz feliz. Talvez, por detalhe, a maioria das vezes, optamos por aquilo que nos guia o orgulho, a soberba. E aí, essas coisas num primeiro momento sirva para fortalecer o egocentrismo, para nos unir “aos nossos “, fazendo com que se crie laços, e assim experimentamos a dependência, ou seja, passamos a depender dos outros. Só que num segundo momento, sabemos que eles nos decepcionariam e nos abandinariamos também. Portanto, o excesso gera dependência, e isso é ruim.
Toda dependência é péssima, porque ela nos fragiliza e limita. Nunca viveu-se tanto um período, onde temos dependência de tudo, principalmente, de pessoas mendigando afeto e atenção.
O ser humano, às vezes cai em cada armadilha que nem imagina. Se eu tenho uma bela vida me colocando diante do mundo explorando o que muitas vezes, nem é necessário. Mas, quero mostrar para todos o quanto sou ‘feliz’, ou seja, a minha falsa vida, porque dependo dos aplausos das pessoas, eu consigo sustentar aquilo que entendo como felicidade, e dessa forma, posso medir o quanto vale a minha vaidade, assim como também quantos riscos posso correr.
Bobagem! Não devemos direcionar a nossa vida a opiniões. As nossas crenças mudam constantemente. E dependendo do grau consciência que se tem, se descobre que o que nos humaniza, o que nos torna empreendedores de nós mesmos é enxergar a grandeza no mínimo. A vida pulsa no sorriso de uma criança, na suavidade brisa, no encontro pessoal de nós, com aquilo que conseguimos fazer as pazes internamente.
Sem essa consciência, nos tornamos seres humanos pequenos. Sabemos que a consciência é aquilo que nos diferencia do resto dos animais. Só pelo o cuidado, pelos projetos que fazemos é que conseguimos cumprir esse contrato de risco. Sim, a consciência é um contrato de risco. Se deixarmos de ser atentos, nada se consegue transformar. Por isso, não se encha de expectativas. Cerque-se dos velhos recomeços, do resultado de suas desculpas pessoais, das experiências prazerosas e receba o Novo Ano com a consciência de que várias vezes, você terá que aprender a se reconciliar, humanizar os seus pensamentos ocultos…nesse período que antecede a chegada de um novo ano.
Um ano não é feito só de erros e acertos, mas do que conseguimos amadurecer ao longo dele.
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