” Agarre o desapontou pelo avesso, apare as pontas, corte o excesso. Mude a covardia de endereço, ponha a escavadeira em retrocesso até que o mundo, esse réu confesso, lhe devolva seu mel e seu espaço”.
Quantas lembranças podemos estender no varal da vida? Não vislumbremos o motivo, mas o porquê de estendê-las sem interrupção, sem dor, sem sofrimento. Apenas, pouco a pouco, estendê-las, depois, recolher. Talvez, mais vivas ainda.
Essa troca da vida, do tempo, dos ganhos e das perdas, nos fazem tão mais humanos, verdadeiros, recíprocos com os ganhos de nossas lembranças, nossas [re]conciliações .
” E…quantas reconciliações podemos fazer com nós mesmos?” Considere, inúmeras.
O que você já conseguiu fazer de necessário hoje para se reabastecer de boas lembranças? Lembre-se a construção de coisas boas, de sentimentos bons, surgem a partir do que você consegue contornar diante da realidade. O que te limita é o que tormenta. Se você contorna, busca soluções, ao invés de censurar, você estabelece todo um significado maior dentro de você, dentro do seu mundo., porque no final de tudo, ser feliz é o que importa.
Que você tenha maturidade para solucionar, para criar novas expectativas diante de velhas sentenças. Veja, isso não é perda de tempo, é saber negociar com ele.
“Ela seria fluida durante toda a vida. Porém, o que dominará seus contornos e os atraía a um centro, o que a iluminara contra o mundo e lhe dera poder fora segredo. “
Clarice Lispector. Para amar Clarice. Como descobrir e apreciar os aspectos mais inovadores de sua obra. Emília Amaral 1ed. Barueri. Faro Editorial. São Paulo, 2007
” Nem culpa, nem medo”. A mulher precisa ter coragem para denunciar a violência.
Marii Freire.
Essa é uma mulher que admiro pela força, pela luta, por ser essa militante de causa própria, exemplo para rodadas mulheres vítimas da violência doméstica.
Maria ter uma história de vida complexa. É uma vítima que sobreviveu aos maus tratos, as tentativas de homicídios para contar história. A sua história.
Hoje, 31 de março, finalizando, esse mês que foi alusivo as mulheres, porque se falou a respeito de respeito de conquistas femininas, a luta contra a violência, e os não podendo esquecer que muito se tem pela frente para avançar nessa luta que é diária.
A história de Maria começou em 1974, quando ela fazia Mestrado em farmácia. Marco Antonio, um colombiano que era um homem muito ‘bem visto’ por todos. Os dois acabaram se envolvendo e se Casaram. Tiveram duas filhas. E a história de sofrimento de Maria, acontece com o nascimento da segunda filha. Maria percebeu que Marco havia mudado bastante . Ela não entendo o porquê daquela mudança tentou resgatar aquele homem ‘ simpático ‘ por quem tinha se apaixonado.
Segundo Maria, ela teria vivido momentos angustiantes com esse homem. Um belo dia, 29 de maio de 1993, ela acordou às seis da manhã com um tiro nas costas. Ele para se eximir da culpa, justificou o fato dizendo que havia assaltantes dentro de casa, e o disparo teria vindo a partir desse fato. Ela passou quatro meses na cama de um hospital, e ao voltar para casa, ficou vivendo sob cárcere privado. Quinze dias depois, ela sofre nova tentativa de homicídio. Dessa vez, o marido queria matá-la com um chuveiro elétrico, porém, não conseguiu.
A ajuda para Maria da Penha sair desse episódio nebuloso, veio da família da mesma. Eles conseguiram fazer com que ela saísse sem perder a guarda das filhas. Isso, foi muito significativo para ela porque se permanecesse naquele ambiente familiar hostil, certamente teria sido mais uma vítima da violência em dados estatísticos tendo como resultado: morte. Mas, Maria conseguiu sair é ser esse exemplo a todas as mulheres que são vítimas de violência.
Em 1991, ocorreu o primeiro julgamento do ex-marido, ou seja, 13 anos depois. Ele apesar de ter sido condenado, saiu livre do Fórum por falta de recurso. Aquilo para Maria foi um momento de completa impotência, porque ela é o resultado da própria violência. Em 2002, esse homem passa por novo julgamento por causa de pressões internacionais, devido a repercussão que teve toda a sua história. A briga dela passa ser com a Justiça, uma vez e constatou-se que o Brasil, não estava dando a devida atenção que os casos de violência como deveria acontecer. Anos mais tarde, esse homem acabou sendo julgado novamente e foi condenado. Passou pouco tempo na prisão e a história da Maria virou um livro Que todos os dias, ela escreve uma página, não é, Maria? Além da própria Lei n° 11.340/2006 ( Maria da Penha), receber o seu nome em 6 de agosto de 2006.
A história dessa mulher é uma coisa fantástica, porque faz com que a mulher olhe para dentro da sua vivência, do seu lar e não se cale. O exemplo da Maria e a Lei que leva p seu nome, tem essa característica, essa força de fazer com que a mulher, esteja passando por situações de violência, possa ser amparada.
” O dinheiro não é apenas um dos objetos da paixão de enriquecer, mas é o próprio objeto dela. Essa paixão é essencialmente auri sacra fames ( a maldita ganância do ouro), faz com que as pessoas vivam em torno de uma mediocre vida, ocasionada por necessidades impostas, gerando uma rotina alienada.”
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