” Ele não guardou mais poder de espantar a tristeza. E, com a tristeza, uma vontade doente de fazer coisas mal- feitas, uma vontade sem calor no corpo, só pensada: como que, se bebesse é cigarrasse,e ficasse sem trabalhar nem rezar, haveria de recuperar sua força de homem e seu acerto de outro tempo, junto com a pressa das coisas, como os outros sabiam viver.”
A frase do ” Pequeno Príncipe “, é citada no livro ” FILHOS DO AFETO” da autora gaúcha com base no trabalho desenvolvido no livro, que fala da experiência do amor construído nas relações pautadas no afeto. Como disse própria Berenice, ‘os filhos do afeto (adotivos), são crianças que chegam de todas as partes, e são recebidas com amor, respeitabilidade e AFETO pelos diversos exemplosde família. Essas crianças são acolhidas por famílias que desejam realizar o sonho de ser pai e mãe.
É um belo livro, vale muito a leitura !!
Dias, Maria Berenice. Filhos do Afeto. São Paulo. Editora Revista dos tribunais, 2016
” É muito melhor arriscar coisa grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozem muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.”
A Noite Estrelada – é uma das obras mais importantes desse pintor holandês. Claro, van Gogh, sofria de angústia extrema. Todavia, a sua solidão era algo precioso, pois lhe permitia transbordar a desgraça pessoal entre os pincéis. Van Gogh tem belas telas melancólicas, e que retrata parte de uma vida conturbada, como a questão de surtos psicóticos dentre outros problemas que ele sofreu. Van Gogh teve uma vida solitária e trágica.
Como é sábio, o holandês pintou A Noite estrelada em um hospício por nome Saint-Rémy-de-Provence. A tela representaria aí, a imagem real que o pintor teria de sua janela. A obra que foi pintada em 1899, faz parte da coleção do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque desde 1941, segundo (Wikipedia). Van Gogh gostava de pintar ao ar livre em ritmo frenético. Pintou muitos objetos quase sempre duplos como cadeiras, portas e outros. Ou seja, tudo aquilo que parecia ter conexão. Era como se um objeto pudesse encontrar o outro, no caso de van Gogh, algo que pudesse preencher sua solidão. Gostou desse finalzinho? Interpretei a minha maneira. Mais, Van Gogh também trabalhou temas como desequilíbrio, situações onde tudo parecia desmoronar (…). A solidão desde sempre foi o seu palco de criação. O pintor tem obra belíssimas, vale a pena conferir!
Van Gogh parecia estranho para muitos, mas um artista maravilhoso para muitos.
” Admirava as palavras comcompridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia que era elas eram inúteis e talvez perigosas.”
” A fraqueza é a primeira virtude de um defunto, pois na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças, obrigam agente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgos e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência. “
Memórias Póstumas de Brás Cubas ( Machado de Assis)
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