” A finalidade da interrogação é fazer com que cada indivíduo pense diferente”. Nada é tão liberdor como ato de pensar, questionar, ir atrás da informação a qual se precisa.
Certa vez, Margareth Thatcher a ” dama de ferro ” disse a uma revista bastante popular que ” As privatizações precisavam ser reavaliadas, pois havia uma nuvem de fumaça por trás da idéia de privatizar as empresasde um país. E quem faz de uso de argumentos favoráveis, na verdade, acaba ocultando elementos rasteiros em razão de avanços enganadores.” De Collor de Mello a Fernando Henrique Cardoso. Essas atividades foram impulsionando de tal modo, que o Brasil vendeu por preços baixos, empresas como Vale do Rio Doce. Infelizmente, esse é um detalhe que vamos por muito tempo recordar.
O Brasil é palco de muitos espetáculos que vai desde, de tragédias ambientes a gestão de empresas estatais, e até estratégias para defender as privatizações. Mas, que usa esses argumentos, certamente são defensores do mínimo, porque vender por exemplo – empresas que são extremamentes importantes para o país, sem pensar nas consequências, no final, terá que lidar com os grandes desconfortos econômicos. A verdade é que, a resposta das privatizações de modo geral, ela não agrada a todos. Porém, vale ressaltar o seguinte: privatizar e um termo que faz parte de acontecimentos históricos de todo país e governo. Todo país tem os seus patrimônios. Talvez, a coisa mais preciosa de tudo isso, seja “o não saber fazer bom uso do que se tem”, ou seja, do que é importante ai crescimento do país.
Do ouro ao a lama ( Mariana) o Brasil vive o drama de desmoralizar as próprias empresas e vendê-las ( Petrobras) para tentar inverter algumas realidades. O brasileiro aplaude? Muitos sim. Aqui, recordo de uma frase do sociólogo Jessé Souza ao dizer que a classe média é feita de imbecil pela elite”. Podera! Inclusive, a colocação de Thatcher aqui se torna clara: ” Ha uma nuvem de fumaça ” que o brasileiro não vê, ou seja, as reais intenções que existem por trás dessas propostas que em geral, a elite defende. A verdade é que não se aplaude uma situação quando se sabe que a conta do prejuízo vem para todos nós. A maior prova do que falo foi o crime de lesa-pátria que foi como disse anteriormente, a venda da Vale.
Todos os governos vendem.
Todos os governos vendem, certamente. Mas, a canalhice é sim, o real desrespeito ao povo brasileiro. A mídia esconde a dimensão de toda negatividade que a privatização gera ao país. As riquezas que temos são entregues naturalmente por exemplo, através de exportações, onde os lucros são privatizados, e o que resta para nós? Falar mal do resto, ou seja, do que ” sobra”. Para o Brasil, geralmente sobra isso ” resto”. Resto da lama, resto do que um dia foi uma fonte de riqueza como o ouro por exemplo, onde sabemos que a extração deste, gera danos ecológicos, etc. A pergunta que se faz é: resta o que ao brasileiro diante disso? Infelizmente, o Brasil carrega a imagem de país que muito privatiza. Enquanto há governos que muito vendem, há os que vendem, mas que também tem a preocupação de procurar procurar estabilizar esse problema. O governo Lula-PT, procurou respeitar às políticas econômicas do país, criando inclusive programas sociais. Já em relação a Dilma Rousseff, o que se pode notar em seu governo, foi que apesar, de passar por um período conturbado, ela não pode vencer os desafios relacionados a questão das privatizações, inclusive de saber discutir com a população sobre as consequências negativas do gera o real sentido privatizar empresas.
A Petrobras, é uma empresa que apesar que ter um significado enorme para o país, vive entre escândalos de corrupção, e a ma vontade, juntamente com interesse de muitos, o que justifica tanta histeria em sua volta, já observaram isso? Sim, Mas é dizer o mínimo éalgo que todos sabem. Agora, desviar o foco é sempre uma boa estratégia para atingir objetivos. Boas empresas e riquezas, sempre tivemos. Mas, quando não se sabe administrar essas coisas, a gente volta ao que o velho Marx dizia a respeito do Brasil: ” ouro o país sempre teve. Isso os colonizadores souberam converter em riqueza a seu favor de forma genial. Tanto que nos roubaram se industrializaram. Quanto a nós? Ah, com ‘o jeitinho brasileiro’ foram nos colonizando aos poucos, e sem muita malícia, fomos ficamos felizes, mesmo com toda miséria que naturalmente nos restou.”
” Todas as viagens que fazemos são lindas, sejam aquelas de um estado ou de um pais para outro. Ou simplesmente, a de um pensamento tomando como base a imaginação deliciosa de alguém. Uma viagem sempre pode ser linda. Até aquela que você sai da porta de casa ao seu portão. Qual a graça que existe nisso? O estado de espírito, a alma e todas as sensações boas que ela provoca dentro de nós. O pensar, a revitalização dos nossos sentimentos é o detalhe que soma em relação ao nosso mundo interno.”
“Todos os brasileiros sonham com um país melhor…”. Paradoxalmente, esse desejo parece entrar em decadência, antes de se procurar responder aos hábitos antigos de um Brasil que cresceu no ostracismo de seu velho jeito de fazer política, ou seja, criar o desanimo, um ” desalento ” no modelo de governo anterior para ” vender a solução no próximo “. É o velho jeito de fazer política que predomina de forma absoluta no país de ontem e de hoje. Vote no candidato ” x” por ” camaradagem “. E assim, os eleitores são atraídos sem levar em consideração as propostas dos candidatos, nem tão pouco os programas de governo. Às vezes o candidato não tem proposta, ou não comparece aos debates e ganha. ” Dormia a nossa pátria mãe tão distraída [ Chico Buarque]. Letargico é o estado em que vive o povo brasileiro. O que eles não entendem? É que os partidos devem evoluir, porque pessoas e candidatos passam por eles, mas estas, precisam ter propostas concretas diante de um cenário que ganha: os partidos e o povo que se dane.
Estaria o brasileiro mais pobre? Pobre intelectualmente? Ou tudo isso é resultado do pessimismo? Cuidado, o pessimismo leva muita gente a acreditar nos modelos antigos de governo. Se as pessoas passam, se os partidos evoluem, a sociedade também deve evoluir intelectualmente, porque do contrário, o país só irá acreditar numa onda moralista que volta e outra, se recompõe, ostentando milionários com cargos altissimos, e o pobre fica mais pobre, se sentido feliz por se tornar um simples entregador de “fast food”.
O Brasil está ficando mais pobre por conta do desemprego, 15 milhões de desempregados, segundo o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia Estatistica) Estas, são pessoas que acreditam em pequenas “migalhas” como forma de recompensa a uma labuta diária.
Cada vez mais estou convencida de que o eleitor brasileiro não sabe votar. Nem falo do salário mínimo, dos ladrões, dos corruptos, dos ” justiceiros ” que criminalizaram algumas atitudes políticas e dezenas de políticos presos com base nas delações premiadas. O Brasil se tornou manchete em todos os noticiários do mundo, os grandes jornais falam dos impactos negativos que o país é destaque.
Corrupção e seus impactos .
O Brasil se tornou o epicentro de escândalos de Corrupção, Irregularidades, caixa dois, fraudes, recursos desviados, rachadinhas, o superfaturamento na aquisição de vacinas, os crimes do governo atual que tem ganhado destaque diariamente nos jornais, as manifestações por pedido de impeachment do presidente Bolsonaro.
O Brasil precisa de um modelo inédito para mudar velhas práticas
O governo atual, usou o ” desalento ” dos governos anteriores ( Lula/ Dilma) para tentar trazer a sociedade a esperança de mudança que ela tanto almeja. Aqui faço a analogia com modelos de política passados para para mostrar a estratégia do governo atual, que foi desde o início, foi direta e absoluta nas campanhas e em todo tempo de governo, porém, o desejo de mudança, mais uma vez deve ser adiado, porque a corrupção é o assunto da vez novamente. De lado tem-se a manifestação do velho ” jeitinho brasileiro ” de fazer política, e do outro, a ilusão de tempos melhores. O país decresce, sofre repressões em alguns setores, e mais agitações intendificam a crise atual. Enfim, resta a pergunta a esse povo lúcido e sofrido: ” a esperança ainda representa o nosso maior legado ?
“Eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralisazão, à infância, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, a penúria absoluta, para produzir um rico?”
Almeida Garett. Eu pergunto aos economistas políticos…
” o tempo é apenas uma via de acesso as nossas afirmações e incertezas”.
Mrii Freire.
O tempo evidencia muita coisa. O tempo é voluntário em si mesmo. Ele oferece a liberdade individual atrelado a um modo imperativo de viver; viva! O tempo é aquilo que simultaneamente, nos faz companhia, e apesar de muitos acharem que ele interfere nas nossas escolhas, raramente ele se manifesta. Neste caso, eu diria que poucas vezes, ele contraria e acelera o que não nos enaltece.
O tempo traz reflexões que nos afasta da solidão, ou diria que ele ‘confirma os nossos presságios’. Mais do que isso, insisto em afirmar categoricamente, que ele acumula os cadáveres de situações mal resolvidas, algumas fatais, outras nem tanto, mas no final de tudo, quando você calcula as coisas de um jeito certo não há caixões suficientes para tanta falta, dentre elas o mal contemporâneo: a solidão. O tempo é o elemento fundamental para estreitar os quilometros dentro de nós. Porém, “nada vem de graça”. É preciso antes de mais nada, saber dizer o contrário daquilo que é devastador em mim e em você para que sejamos capazes de não nos tornar vitimas de nossas próprias ações. É neste caso, necesário ter um argumento íntimo, sincero feito através de uma escolha tênue, geralmente acompanhada de afeto por nos mesmos. Claro, você deve estranhar a palavra “afeto” nesse caso, mas eu quis evidenciar os nossos verdadeiros papéis, ou o “apego” que temos por nós mesmos. Acredito que essa preocupação nem sempre temos pelo outro, mas por nós, ocultados os atritos e colocamos em evidência tudo aquilo que gerar algum tipo de valor. Eu acredito que o ser humano é estranhamente regido por esse acúmulo de valores, e é nos seus aglomerados que ele cria um elo de conexão com tudo aquilo que faz da vida uma experiências magnífica.
Há que diga que o tempo é o ” senhor de tudo”. Não concordo muito com essa formar de confirmar aquilo que não sabemos trabalhar, acho nós é que num tempo próspero ” voltamos a atuar sobre os nossos dilemas. São conflitos internos que precisamos buscar resolvê-los e ser justos com eles e conosco para que a vida possa prosseguir em linha reta. Sob essa expectativa de analisar a vida dessa forma, sim, o tempo tem a peça fundamental de engendrar ” as ememdas” necessárias que é o cuidado para tal reflexão faça sentido.
Um passo adiante:
Um passo adiante, e o incomodo anterior deixa que as coisas gritantes deixem de existir. É através desse tipo de pensamento que conseguimos superar o que foi reprimido, o que foi causa de solidão, ruptura, e outros tipos de atritos. As reviravoltas fazem parte da vida, não do tempo, essa é a conclusão final. O tempo não resolve nada. Independentemente, de você agir ou não, é absoluto em si mesmo. A medida que amadurecemos, passamos a compreender essa questão com mais naturalidade. Com o passar do tempo, neste caso sim, evidencia-se o que é importante, se oculta tudo aquilo que deixa de fazer sentido. O que precisamos entender é que nenhum humano é perfeito, tão pouco as suas ações. ” O tempo é apenas uma vida de acesso ao lado contraditório das nossas afirmações e incertezas, e ao mesmo tempo, eu diria que ele é aquilo que multiplica a idéia de felicidade conforme acumulamos histórias”.
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