Escrever é um ato prazeroso, mas quando você não tem reconhecimento, nem aquilo que se costuma chamar de ‘público alvo’, é muito complicado, as pessoas imaginam que você está falando a respeito da sua vida pessoal. É como se nós, não tivéssemos a capacidade de escrever, de fazer uma crítica a um acontecimento, narrar um fato que chama atenção da sociedade como um todo. É uma sensação de fracasso, confesso. Nada mais desmotivador do que a falta de comprometimento e interesse do leitor. Eu comparo essa situação com aquelas, onde as pessoas que tem dinheiro, usam roupas de grifes famosas. E quando você é pobre, se contenta com qualquer coisa […]. Inteligência você tem, mas reconhecimento, é o grande obstáculo.
Como é escrever num país onde poucas pessoas leem?
É prazeroso de um lado e desmotivador do outro. Quando escreve algo ou tentar aproximar ao máximo do que um determina autor com anos de experiência no mercado escreve, as pessoas dizem ” que bacana” em relação ao seu trabalho, e enfatiza em seguida “eu tenho um livro desse autor… ” que você citou. Ou se você interpretar o trabalho de um outro escritor, as pessoas não conseguem buscar nenhuma referência entre o que ele escreveu e você trabalha. Elas pensam que você trabalha característica próprias, ou seja, esta faltando a respeito da suas experiências pessoais. Em outras palavras, fala do que você sente e pensa na hora, por exemplo, se é um texto melancólico, você tenta trazer o máximo do que o autor quis mostrar através daquele trabalho. O leigo olha e afirma ” você estava tão triste naquela cena”. Ele não tem a capacidade de dizer coisas como ” você foi muito bem” num Lispector. Você entende? Falta consciência.
” Todo autor, escritor,ou dramaturgo deseja que o leitor seja capaz de interpretar o que ele escreve “.
Ora, se um Africano deseja falar a respeito de seu país, dos hábitos de seu povo pode, ele vai tentar trazer o máximo que puder de característica que lhes são peculiares. Se eu “Marii” vou falar a respeito de literatura, tenho que fazer uma análise de nossos autores, de seus melhores trabalhos, etc. Para conseguir trazer clareza a respeito do que estou falando. Agora se parto para outro tema, e vou trabalhar a questão da violência, relacionamento abusivo, eu tenho que fazer o que? Trazer situações fáticas. É esse detalhe que as pessoas têm que aprender a desvendar.
O reconhecimentodo público leva tempo.
Obviamente. O reconhecimento do público vem com o tempo. Mas, a medida que você cria, você consegue gerar engajamento com o seu público em um determinado espaço tempo. É natural que as pessoas olhem pra você e ligue a situação a pessoa. É como uma marca que você associa. Sabe aqueles comerciais de perfumes de empresas gigantes do mundo de cosméticos, onde tem belas atrizes fazendo propaganda de marcas de perfumes? É exatamente essa associação que você faz ‘pessoa x perfume ‘.
Conteúdo e informação
Os grandes blogs, sites e outras plataformas são muito importantes para que qualquer pessoa fique bem informada. Mas, tem um detalhe interessante: a pessoa tem que acessar. É necessário um bom conteúdo, sim. Quem escreve tem sempre que vender um bom tema para o seu público. Talvez, um dos grandes problemas é que a pessoa discorre sobre um bom tema, mas não tem uma resposta positiva.
O Brasil tem excelentes escritores, mas poucos leitores
Sem dúvida, temos uma gama de autores fantásticos. De Carlos Drummond de Andrade à Darcy Ribeiro, não falta conteúdo bom pra ninguém. Mas, o povo tem uma dificuldade enorme de gostar de literatura. Eu por exemplo, trabalho com propostas diferentes, mas os poucos que leem o meu trabalho têm dificuldade para interpretar o digo ou escrevo. Confesso que isso assusta e é desmotivador, porque não gera resultado, ainda que você produza conteúdos com assuntos atuais.
A ideia de escrever num blog e postar em outras plataformas é divulgar o seu trabalho. A aposta é sempre no novo. Produzir um conteúdo bom, lançar isso ao público, mas sem generalizar. No início é difícil porque o público não tem clareza, ou seja, não sabe di que se trata. Até o cesso no início é pouco. Mais dois anos, eu imagino que é um tempo bom para interagir. A dificuldade é que as pessoas não leem mesmo, e aí não adianta tentar atrair a atenção do leitor. O ideal é quando o seu trabalho é bem recepcionado. Neste casos alguns curtem, outros trocam algumas informações, questiona, concorda, ou discorda. Mas, o bom é que esse detalhe ajuda. Porém, tem aqueles não conhece mesmo o seu trabalho por opção. Quanto a estes, nada se pode fazer.
De nada adianta esforço, sem o mínimo -que é a resposta do outro lado, ou seja, o interesse do leitor. Eu entendo que quem escreve precisa cativar as pessoas. Quanto mais se consegue aguçar o imaginário, mais conseguimos deixa a nossa marca. Todavia, insisto em dizer: “essa resposta é uma via de mão dupla”, quem não ler fica para trás porque sem comunicação não há o reconhecimento de nenhum lado. Agora se for bem recepcionado, a resposta é boa para ambas as partes.
Do mesmo modo, se as pessoas não valorizarem o nosso trabalho, perdemos todos. “Uma população ignorante não chega a lugar algum. Marii Freire.
Valorizara leitura e o trabalho de quem escreve é reflexo de uma boa educação.
Marii Freire Pereira
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Imagem(Autoral)
Marii Freire Pereira/ 13 de Julho/ 2021
Santarém, Pá 13 de Julho de 2021










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