” Meu pensamento é um rio subterrâneo. “
Fernando Pessoa
Marii Freire Pereira
https://pensamentos.me/ VEM comigo!
Imagem ( Arquivo pessoal) Rio Tapajós/ Santarém- Pa
Santarém, Pa 2 de outubro de 2021

” Meu pensamento é um rio subterrâneo. “
Fernando Pessoa
Marii Freire Pereira
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Imagem ( Arquivo pessoal) Rio Tapajós/ Santarém- Pa
Santarém, Pa 2 de outubro de 2021

Você já se perguntou qual é o lugar aonde se sente bem? Quando eu faço essa pergunta, a resposta não precisa ser um espaço geográfico. Não, ela pode ser o lugar aonde caiba todos os seus sentimentos e emoções.
Há pessoas que levam a vida inteira a procura de um lugar melhor para viver, um emprego onde possa ganhar mais, ter uma casa ampla. Gente eu estou falando de situações que talvez para muitas pessoas faça sentido. Mas o que estou tento chamar atenção é: hoje, digo ” no momento atual da sua vida” aonde você se encaixa? Que parte do universo ou da vida, você sente que está completo? Quando nós compreendemos que a felicidade não reside na possibilidade de fazer ” isso ou aquilo” no momento oportuno, a gente vive em paz como nós mesmos.
A grade sabedoria popular nos ensina que ‘do pouco se faz o muito ou o necessário para se viver’. Viver com dignidade, viver em paz com os nossos sentimentos. Às vezes, vale mais do que ter tanto dinheiro, mil possibilidades de sair, comprar aquela roupa de marca que tanto se deseja. Ou quem sabe, viver em outro país lindo, maravilhoso, mas que talvez, não traga aquele sentimento de pertença a pessoa que você é, entende? Acontece com muita frequência, inclusive. É comum que o ser humano, só se sinta inteiro dentro dos seus excessos. Porém, o bom de tudo isso, sem dúvida, é ter aquela cumplicidade com você. Isso, falo da pessoa conseguir se despir da vaidade, que por vezes, é a única coisa que o reveste o ser humano. Ja viu gente assim? A ideia de completude, ela não vem de fora. Ao contrário, se constrói por dentro; é no íntimo que se chega ao ápice da completude humana. Claro, ajuda tudo aquilo que conquistamos de forma material. Mas eu estou falando de dentro; falo da alma, do seu coração, da organizaçãoda bagunça que nasce principalmente, de situaçõesque não temos controle. É isso que estou perguntando: ” Dentro de você, tudo segue em ordem?” Sabedoria é também compreender o que é necessário na hora de preencher as nossas lacunas internas. São elas que servem de pilares para o mundo exterior. Você pode ter tudo aqui fora, mas dentro, você tem que encontrar a paz que rege a ordem de todas as coisas na sua vida.
Construa o novo, deseje sempre o melhor, mas sem esquecer de quem você é. Construa muros altos, mas não esqueça de ficar do lado de dentro. A paz, bem como, o sentimento de felicidade, nascem do que você consegue resguardar. Cultive belas flores dentro de toda estrutura de proteção que conseguir arquitetar. São elas que irão exalar o perfume que inspira os sonhos do dia seguinte.
Pense nisso!..
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 1 de outubro de 2021

” Sonha o sonho impossível,
Sofre a angústia implacável,
Pisa onde os bravos não ousam,
Repara o mal irreparável,
Ama um amor casto à distância,
Enfrenta o inimigo invencível,
Tentar quando as forças se esvaem,
Alcança a estrela inatingível:
Essa é a minha busca.”
Dom Quixote.
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 1 de outubro de 2021

Se um pássaro resolver pousar na sua mão, faça com que ele se sinta confortável. Não o prenda, porque preso, perde o encanto. Deixe-o livre para que voando, ele deseje voltar. Se assim o fizer, é porque você o conquistou.
Pássaros em gaiolas, são aves sem encanto. A maior demonstração de respeito e cuidado que podemos ter por eles, é os deixando desfrutar do que lhes é próprio – a liberdade. Talvez, dentre tantos, o maior sonho do homem. O voo é a própria liberdade traduzida num balé cheio de graça e beleza. Eles são donos de suas asas, e se perdem na imensidão da natureza.
“Pássaro feliz, é Pássaro livre!”
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 1 de outubro de 2021

” Sem futuro, o presente não serve pra nada, é como se não existisse, Pode ser que a humanidade venha a conseguir viver sem olhos mas então deixará de ser humanidade. ”
José Saramago, livro Ensaio sobre a Cegueira.
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Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 30 de setembro de 2021

” O essencial para a nossa felicidade é a nossa condição íntima, e desta somos nós os senhores. “
Epicuro.
À Espera dos Filhos da Luz/ Ana Maria Braga. 2 ed. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2021
Marii Freire Pereira
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Santarém, Pá 30 de setembro de 2021

” Reflexões calmas, inclusive as mais calmas, ainda são as melhores do que as decisões desesperadas.”
Franz Kafka, livro A Metamorfose.
Marii Freire Pereira
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Imagem: pinterest/Flickr/ Kafka, Prague.
Santarém, Pá 30 de setembro de 2021

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato,
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira. O Bicho.
Marii Freire Pereira
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Imagem: Toda Matéria
Santarém, Pá 30 de setembro de 2021

” …As contradições conscientizados não lhe dão mais descanso, tornam insuportável a acomodação. Um método pedagógico de conscientização alcança as últimas fronteiras do ser humano. E como sempre se excede, o método também o acompanha. E ” a educação como prática da liberdade “.
Paulo Freire. Pedagogia do oprimido.
Paulo Freire. 71 ed. Rio de Janeiro/ São Paulo: Paz e Terra, 2019
Marii Freire Pereira
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Imagem ( Arquivo pessoal)
Santarém, Pá 30 de setembro de 2021

A sociedade pós-moderna muito avançou em relação às mudanças culturais. Ora, a família por exemplo, ganhou novos arranjos. Hoje, temos diversos modelos de famílias; a família tradicional, as afetivas, e todas aquelas outras que tem a proteção legal. O importante é isso, assegurar o direito de cada uma delas. Como disse, As mudanças culturais, não só isso, mas também as mudanças sociais trouxeram um significado surpreente a todos. Claro, o novo sempre assusta, mas de fato, houvesse essa necessidade de mudar. Todavia, em meio a essas mudanças, existe um problema social gravíssimo, e que acontece no seio de toda família, que no caso, é a violência doméstica, um ( calvário) incapaz de ser descrito. A violência como todos sabem, é fonte de sofrimento principalmentepara as mulheres. Sofrimento muitas vezes de uma omissão do próprio Estado.
Em face de um número elevado de mortes de mulheres que acontece todos os dias ( feminicídio), se pergunta: “por que pouco se avançou em relação a essa realidade?” Há falhas na lei, porque permite uma vulnerabilidade maior da mulher em relação ao seu agressor; uma vez que este, continua fazendo com a vítima o que bem entende. Argumentos como ” se ela não for minha não será de ninguém ” continua reforçando a crença de que o amor pode ser se justificado através da brutalidade que no passado era matar em nome da honra. Hoje, se mata em nome de que? Da perda do “objeto sexual?” Sim, mas a pergunta que faço é: a justificativa é aceitável? Como sacralizar a imagem do agressor, ou mesmo, do” assassino” diante da impossibilidade da vítima reagir? Você compreende como é difícil conviver com essa situação? Em meio aos avanços e retrocessos que temos, hoje a mulher pode contar a Lei n°- (11.340/ de 2006 ) Maria da Penha em caso de violência, pedindo inclusive as medidas protetivas. Todavia, essa mulher continua sendo desrespeitada, e na maioria das vezes, tratada como objeto sexual, onde esse homem pode usar, fazer o que quiser, bater e pior, acredite: entrar de madrugada na casa dela, violentar essa mulher sexualmente, agredir por entender que ela é propriedade dele, e talvez no último estágio dessa violência, matá-la.
. Resquícios da Idade Média e o momento atual.
Na Idade Média, os limites do direito da mulher era violado de todas as maneiras. A submissão era uma ordem explicita que sobressaia na relação homem e mulher, ou seja, “da casa do pai ao marido”, essa mulher enfrentava tudo calada, sem acréscimo a sua opinião ou vontade em nada. A verdade é que a mulher era tratada, como uma escrava. A repressão a tudo, ajudou a construir essa imagem de ser frágil e pacífico. A violência por exemplo, se manifestava por meio de vários meios discriminatórios. Hoje, ainda se tem diversas maneiras de se manifestar tal brutalidade que desde sempre, foi usada para alargar as diferenças entre homens e mulheres.
Hoje, apesar dos muitos avanços, assim como, a possibilidade em corrigir parte desses erros parece mínima. A vida acadêmica finalmente se tornou uma realidade, a entrada no mercado de trabalho, a atuação em vários espaços, certamente, ajudou muito a projeta a imagem da mulher diante dessa luta pela igualdade de direitos. Porém, se observa bastante que culturalmente, apesar dessa somatório de avanços, vemos que muitos deles acontecem nos pequenos espaços. A construção tradicional da imagem feminina continua enfrentando grandes desafios. Em casa, ela é a mãe, a esposa, a empregada, a pessoa que é questionada de todas as maneiras. Veja, uma mulher recebe uma ligação às 22:30 horas, o marido pergunta ” Quem está te ligando à essa hora?” Essa mulher vive sob o constante estado de vigilância desse marido. Mais ainda, ela vive sob controle total. Ou seja, há casos onde ela faz o que o marido ordena ou conhecerá a fúria dele.
Isso mesmo, o marido controlador vigia cada passo da mulher. Algumas vivem como se elas, não tivesse vida própria. É como se a mulher tivesse que pedir permissão ao homem dentro da sua casa para atender um telefone. Claro, é o que acontece, infelizmente.
Historicamente, o que se nota é que no passado ou nos dias atuais, essas mulheres vivem vulneráveis o tempo todo, seja por conta da violência, tanto pela questão do abuso ou dos maus-tratos, o que se percebe muito é o machismo que as cercam, é herança do patriarcado. A “aparência de família feliz”, revela que os maus-tratos assume papel importante diante da prepotência do macho dominador.
A expressão de força e do poder, atrelada a imagem masculina, releva que a violência no seio familiar, por exemplo, vem da questão da dominação. Coisas como a perda do controle, ou seja, o homem fala e a mulher desobedece. Situacões como práticas, discriminatórias. A própria violência física, sexual e patrimonial. Então tudo isso reforça essa coisa do poder, de dizer quem é o mais forte diante dos próprios interesses dentro da relação.
Como ao longo dos anos vem, se reconhecendo praticas terríveis de abuso de poder, no simples fato da mulher sofrer constantes perdas diante de seus direitos e outras situações, Estado tem se mostrado mais presente, mas nem sempre eficiente. Os casos de feminicídios são alarmantes. Mulheres morrem por motivos fúteis; uma vez que, o homem descobre que deixou de ter o controle sobre a mulher ou a parceira, mesmo que ocasionalmente ali, ele tenha perdido o seu ” objeto sexual ” para outro. Isso corrobora para a frase que usei no início desse texto, ou seja, “a mulher não sendo mais daquele homem; ela não pertencerá a outro”. Essa é a parte mais agressiva violência. Se ele a tem, maltrata. Porém, perdendo o controle, ele abusa do poder de homem.
Infelizmente, é necessário dizer que a mulher no Brasil, é tratada de um jeito horrível em nossa sociedade. Simplesmente, o que vemos é que a mulher é um objeto que veio ao mundo para atender os desejos masculinos. Isso não sou eu que afirmo, são os estudos que apontam para essa triste realidade. Agora, o que é interessante de tudo isso? É querer mudar. Nós temos direitos. Quanto aos entraves diante dos avanços e retrocessos, infelizmente, a luta é diária.
Vamos pensar melhor em relação a mulher, vamos lutar para que a omissão do Estado possa diminuir diante da nova realidade que vivemos. Não adianta ter direitos escritos na nossa Constituição Federal, quando na prática, vemos muita negligência em relação a estes. Somos mulheres que antes de amar um homem, também os parimos primeiro. Que estes, procurem ter mais consideração por nós aquilo que os ajudamos a construir a imagem de homem. Não basta ser homem, tem que respeitar as mulheres.
Marii Freire Pereira
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Imagem: pinterest/ Clouse-up Mão De Mulher Mostrando Stop Violência Contra As Mulheres
Santarém, Pá 29 de setembro de 2021

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