A característica do relacionamento abusivo, não dar-se somente pela conduta masculina. Embora, a incidência de casos de violência doméstica, ocorra principalmente, por conta de homens que extrapolam limites dentro de um relacionamento, e agridem as suas esposa, parceiras ou namoradas. Todavia, quando se fala de relacionamento abusivo, também se faz necessário ressaltar que homens passam por esse tipo de situação. Sim, eles também são vítimas de parceiras abusivas. Essas mulheres, muitas vezes, os agridem não só psicologicamente, como fisicamente. Os homens assim como, as mulheres sentem na pele a repressão por alguma desaprovação dentro do relacionamento.
É importante falar que esse tipo de abuso praticado pelas mulheres, pouco se difere, do abuso praticado em relação ‘homem X mulher’. No caso, a mulher abusiva, ela também grita, faz chantagem, manipula, ou seja, usa dos meus artifícios para mandar no parceiro. A gente sabe que numa relação, o ser passivo sempre é a mulher. Todavia, essa regra ela muda. Muda, a medida que um dos parceiros se torna mais fortes. Então, essa mulher pode vigiar esse homem, querer as senhas de das redes sociais, checar e-mails, pedir para as amigas vigiar o seu comportamento no trabalho. Quer dizer, as situações acabam sendo semelhantes. A questão do poder, pode ser exercido pelo parceiro que é mais forte como dito anteriormente, tanto no sentido físico, como no que diz respeito às questões psicológicas. Mulheres podem fazer alienação parental para tentar prejudicar a imagem do ex-companheiro. Em suma, elas usam dos mesmos meios que os homens para expressar a sua vontade, e para conseguir exercer o poder na relação.
Parceiras Abusivas, elas podem provocar situações de violência, ou provocar a violência em si. Ora, muitas vezes, elas procuram intimidar os homens de forma a fazer com que eles partam pra cima delas. Há diversos casos, onde se observa que a mulher, algumas vezes, provoca determinadas situações que levam a violência. A violência, nesse caso, ela pode ser justificada? Não. A violência não é algo que possa ser justificado. Ela acontece por conta de situações onde se nota que o ser humano perde o equilíbrio. Casais que vivem se degladiando por exemplo, são pessoas que perdem o equilíbrio e machucam umas as outras. O que não é bom, porque se houver filhos nessa relação, eles também sofrem diante dos abusos.
O abuso, se observa que ele reside no poder ou na coação. As vezes, na hora de um casal argumentar, se percebe que há uma imposição, cabendo ao outro, somenteobedecer. A mulher pode ser vista como o ser algoz da relação. Assim como os homens abusam desse poder para controlar, ou mesmo, causar a violência, e fazer com que o parceiro ou a parceira sofra as transgressões disciplinares, vou dizer assim dentro da relação, ele ou ela, ditam as suas regras. Claro, cada casal tem a sua maneirade negociaro o que é visto como importante. Se por acaso, alguém perceber que esse trato colocado entre ambas as partes, não vem sendo cumprido sendo cumprido, haverá repressão, o que custa caro para uma das partes, certamente.
É válido dizer também nesse tipo de relação, os casais homossexuais, sofrem os mesmos abusos. As vezes a restrição da liberdade, a ameaça também é um fator bastante presente. A perseguição, ligações para o trabalho para constatar que o parceiro de fato permanece naquele local. A questão do abuso nesse tipo de situação é muito clara, há uma briga pelo poder, pelo controle do parceiro ou parceira. Às vezes, por medo de perder, ou para dizer que um deve obediência.
Casais que vivem situações doentias, são pessoas que têm essa necessidade de controle sobre o outro na relação, o que torna uma coisa asfixiante, chegando até a violência em muitos casos.
Ao mencionar o uso do abuso, nessa questão de quem tem o poder dentro da relação, eu vejo que, o resultado sempre é desastroso; uma vez que, grande partes dessas situações acabam em cenas de violência, o que são verdadeiras tragédias. É importante amar, mas amar com cuidado, não amar de forma que provoque sofrimento ao outro. Quando isso acontece, se observa que não é amor, mas uma imposição da vontade de uma pessoa sobre a outra dizendo como ele ou ela, devem amar. Neste caso, o amor perde a sua essência que é a leva, e se rende aos desejos, vícios e caprichos do quem é mais forte.
” O ser humano é o mesmo em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer que seja sua condição. Você pode ser rico ou pobre, mas os problemas que afetam verdadeiramente o ser humano são os mesmos.”
Quantas vezes no meio de nossos conflitos, a gente passa por restrições? Inúmeras. Em geral, quando estamos profundamente tristes, abatidos pela dureza das circunstâncias, não se busca o diálogo com o outro, como forma de ” aliviar” a dor que se sente. Às vezes, se prefere o silêncio, se busca o diálogo com o que a razão não alcança.
Sim, se busca o diálogo íntimo, visual com o indecifrável, o céu, os cosmos, Deus!…com o que o ser humano não sabe definir. Mas, a verdade, é que se busca conversar consigo mesmo. Se foge dessa coisa da consciência, do raciocínio lógico. O bem-estar, o nosso bem-estar pessoal, às vezes vem do silêncio. Sabe aquele ditado que diz que ” uma imagem vale mais do que mil palavras?” Basta você botar os olhos no que se torna imensidão dentro de si, que somos capazesde nos inundar de boas sensações”. É como essa paisagem, que lembra um quadro produzido pelas mãos de alguém, de um artista talvez. O que quero dizer é que, diante de tanta beleza onde se percebe o mar, o sol, as nuvens. Ah!… as nuvens, elas nos mostra que enquanto permanecerem no céu, haverá chuva (…). A chuva é o único fenômeno capaz de fazer florescer as coisas boas que há em nós. Por isso, não se sinta pequeno diante daquilo que por vezes não sabe como compreender. A vida é isso, às vezes uma incógnita, mas também decifrável. Claro, cabe a nós saber vivê-la. Ser capaz de organizar as nossas bagunças dentro de cada experiência.
Veja que cena linda! Nas mãos de um pintor, o caos, as lágrimas e os sonhos, não seriam definidos com tanta perfeição. A inteligência humana, ainda não é capaz de tamanha produção. Mas, sabe o que fascinante? É que o raciocínio lógico, que é responsável por deduzir fórmulas, ele não consegue alcançar o raciocínio existencial ( contemplação), a finitude, os limites da alma. Claro que influencia em muita coisa. Porém, a desorganização existencial nos faz buscar respostas para as nossas experiências dolorosas de outra maneira. Esse detalhe é importante, porque dentre outras coisas, ele nos faz compreender e solidariezar-se com a nossa própria dor. Viver é sentir a vida, é mergulhar no subterfúgio e [re]começar quando necessário. Recomeçar, filosofar, organizar os pensamentos, sentimentos e dizer pra si mesmo: ” Vamos? Dei-me a mão!” Coragem, vamos caminhar nesse novo caminho, fazer volume a própria existência.
O cantor Osvaldo Montenegro” tem uma canção onde diz ” O sol já nasceu na estrada nova”…” ele vai brilhar “. Portanto, cabe a nós o acompanhar. Talvez, mais ser humano do que os outros 7 bilhões que existam por aí. Se, os quilômetros a serem percorridos vão nos cansar novamente, não sei. Mas, certamente, em algum momento, se consegue expandir os pensamentos e multiplicar o imaginário com coisas boas. O importante, sermos resilientes desfrutar desse cenário cheio de cores chamo vida.
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