A luta para garantir os nossos direitos se projeta num longo caminho, onde ora se avança. Ora, se tem o retrocesso destes. Mas, um dos maiores entraves, não se destina lei, mas a forma de como ainda pensamos. Assim como, a educação foi um produto caro para a emancipação das mulheres, hoje ela também é um problema para os homens que, mesmo tendo conhecimento sobre os nossos direitos, parte deles, não os respeitam. Não é à toda que muitos se tornam tão agressivos, quando no momento de respeitar o direito da mulher, toma isso como uma afronta; partindo para selvageria e até ceifando a vida dessa mulher. A reeducação é uma via de acesso para abraçar o novo e fazer com que homens e mulheres consigam viver em segurança.
É impressionante como, quando uma mulher fala sobre violência, o homem tenta calar a sua voz; tenta sobretudo, tecer comentários dentro de um formato próprio do machismo que, coloca essa mulher num campo de “ ridicularização “. Essa também é compreendida como uma forma de intimidar ou seja, a partir de como essa mulher é classificada, ela passa ser motivo de “ piadas”, “ olhares” que comunicam “ desprezo”, “ rebeldia” e desleixo; poupando assim uma forma mais “ agressiva “ de comunicar, de não aprovar a sua fala em lugares de poder. É importante falar que esse é um comportamento abusivo dentro de todo um sistema que diz “ se coloque no seu lugar “. Aqui, não se trata de um comportamento que se observa em espaços restritos, mas revela, os resquícios do machismo como disse anteriormente, em todos os lugares, e que por meio desse tipo de prática, tentar oprimir, apequenar; levando a sociedade a reagir negativamente a qualquer ação da mulher que não seja “ moldada” por um homem. Desde de sempre, a mulher foi condicionada a não pensar, veja: não é que a mulher não fosse capaz disso; ela foi “ impedida “. Essa foi uma escolha masculina; tolhindo não só a sua liberdade, como impedindo-a de ter direitos. E hoje, quando a mulher expõe o que pensa; por conta de uma educação, cujos valores são todos ultrapassados, a falácia dessa geração de homens que não foram ensinados ( educados) a lidar com essa nova mulher, ainda procura dizer “ cale a boca”. Isso demonstra a clara tentativa de deixá-las acuadas. A minha resposta sobre esse problema é muito simples, porém, mostra uma forma complexa, incrustada de poder masculino sobre o feminino em nossa sociedade. Falar sobre a mulher; falar sobre direitos e liberdade, ainda reflete essa forma impeditiva, contraditória e violenta que temos de lidar. Mas é necessário ultrapassar todas essas barreiras que tentam nos impedir, e assim continuar lutando por nossos ideais.
Uma mulher que cria uma marca pessoal forte, é um ser que deixa a passividade de lado e transmite a sua positividade através do próprio comportamento. Isso, na prática, se chama poder; poder de agradar a si mesma, de ser objetiva e pensar em diálogos que construam movimentos que ascendam socialmente uma imagem feminina bem posicionada; necessariamente, sem esta, ser violentada ou hiperssexualizada. Uma mulher não quer ser conhecida somente pelo seu corpo, nem por meio deste. Uma mulher deseja esbanjar feminilidade, mas com posicionamento, autonomia e liberdade. Essa é a condição ideal de sua plenitude. Conhecimento e poder são fundamentais para uma mulher se fazer entender ( empoderamento feminino), e respeitar esse (direito) é uma forma de não distorcer o modelo tradicional, mas abraçar a liberdade de sermos quem quisermos ser, sem parecer meras donas de casa. Esse é o nível de autonomia que nos aproxima de nós, dando visibilidade a tantos rostos e vozes enclausuradas. O branding é uma marca pessoal que você constrói através da própria emancipação; é o valor do que fica sem precisar de julgamentos, comportamentos abusivos que surgem com o intuito de nos calar. Mas, a marca que revelar o poder que temos.
Não sofrer violência é um direito seu. Não é um favor que o outro faz, ao cuidar bem de você. Um relacionamento saudável é constituído da consciência que se tem em saber valorizar uma forma de comportamento saudável, baseado no respeito e em escolhas que tenham a capacidade de promover no bem-estar do casal, assim como também da relação.
Relacionamento abusivo e violência doméstica andam juntos
O relacionamento abusivo é um acontecimento que surge por meio da violência psicológica. Ora, uma pessoa com “ ausência de consciência “ por exemplo , – o que na prática acontece nesse tipo de relação, é um ser facilmente manipulado. Marii, como ocorre esse abusos? Ocorre de forma gradativa. Há uma repetição desses abusos de modo que, após cada evento, a vítima se torne cada vez mais vulnerável. Um segundo exemplo do que falo é: essa pessoa não pensa, não age, não decide nada por si mesma. Imagine o seguinte: se houver a necessidade de “ pintar a parede da sala”, ela não opina sobre nada; quem decide é o outro. A vítima perde a poder de expressar o que pensa; ela se anula completamente. É uma coisa absurda o que acontece com essas mulheres. Veja, a manipulação acontece com homens também, mas em relação à mulher é muito mais comum de vermos, porque para “ agradar “ o marido ou companheiro no caso, é o que acontece. E se esse homem é agressivo/violento, isso se intensifica, pois ele anula /controla tudo em relação a parceira. A mulher é um fantoche nas mãos dele. É importante ressaltar que, os abusos inibem muita coisa; “ cria uma percepção distorcida da realidade “, fazendo com que a mulher precise da aprovação do homem para tudo. Vós apresento o abuso! Cuidado com o que você chama de amor, há muito relacionamento abusivo disfarçado de amor.
No palco social você pode ser um bom ator, mas não esqueça que por baixo dessa máscara existe um ser humano, alguém de quem não se pode fugir. Portanto, a vida só pode ser vivida se você for de verdade. Lembre-se : você pode andar de uma ponta a outra, entre fantasias e sorrisos falsos nesse cenário. Mas não pode se perder de si mesmo, como não pode deixar de se olhar nos olhos e encarar a profundeza de suas verdades. Há momentos em que precisamos encarar a sombra de nós mesmos, e saber até onde podemos chegar no nosso mundo interno. No palco, o brilho é bonito, as luzes fascinam, mas isso é por algum tempo. Depois, é preciso voltar para casa ou seja, para quem somos e compreender que, só temos a capacidade de acolher essa verdade, se há a consciência e reciprocidade dela em nós. Enquanto seres humanos em pleno estágio de evolução, só damos aquilo que é genuíno, inclusive amor a nós mesmos, se o possuirmos. Por isso, é necessário que se tenha sempre uma casa larga, abraços sinceros e uma mesa farta. É nesse cenário gigantesco que se vive de verdade, entre gritos e aplausos da própria consciência.
Amor não tem relação com formas distorcidas da realidade. Você não ama alguém e constrói a partir de uma lógica distorcida um “ erro” para justificar comportamentos destrutivos. Os pilares fundamentais de uma relação saudável promove todo o sustento dessa relação deixando sempre marcas boas, e não faz você implodir por dentro, assim como, também não diminue a sua autoestima, autoconfiança e amor próprio; não escraviza, até porque quando isso ocorre, denota formas doentias de se relacionar, de promover vícios que estimulam brigas entre o casal. O prazer de se estar junto a alguém, vem da satisfação pessoal, especialmente, quando o amor se torna resposta e acessa sentimentos verdadeiros no outro; do contrário, é laço que sufoca. Se assim você vive uma relação, digo se a outra pessoa encontrar riqueza na sua vulnerabilidade, saia desse loop, porque isso mais destrói do que enriquece quaisquer maneiras de se relacionar. O amor nos torna pessoas melhores, valoriza quem somos e tem uma profunda necessidade de estabelecer laços genuínos com que dizemos amar. Relações saudáveis buscam interesses próprios. Não há antídotos para se viver bem com alguém, o que há é uma construção diária de um comportamento emocionalmente saudável, que pode exigir algumas atitudes e bons esforços para o diálogo. Um relacionamento saudável fala de estilo de vida, de uma forma boa de se relacionar com alguém.
Marii Freire. O Amor é Generoso dentro da Própria Condição.
O relacionamento abusivo acontece por uma ( via sútil ) que faz com que ora, essa mulher perceba o que acontece ao seu redor. E ora, ela não seja capaz de identificar o abuso que lhe acontece. Aqui, é importante ressaltar que, o abusador tem controle sobre essa vítima ( por meio o que ele di); é uma construção mental, sustentada através da manipulação , onde ele trabalha muito com os sentimentos dela. Então, isso pode ocorrer por meio de uma forma escancarada de falar, que são as ofensas ou um “ zelo” disfarçado de controle, que irá fazer com que a vítima sinta culpa, de modo a retroceder dentro de qualquer coisa/ movimento que faça. É isso jogo de manipulação que muitas vezes, não fica claro na mente dela.
Marii Freire. Relacionamento Abusivo x Violência Psicológica
Bateu; assuma o que fez. Isso, gerou uma dor de cabeça, além de um processo? Continua homem, porque pedir ( sigilo) desconstrói a resposta sobre si mesmo. Além, de tentar continuar punindo a vítima
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