Superar os obstáculos e conseguir atravessar esse muro de desinformação, que infelizmente, ainda predomina em muitos casos, e que teve e tem um custo enorme para muitas mulheres, seja as que sofrem física e emocionalmente, assim como as que morrem; é o que me faz lutar contra a violência
Você já reparou como escrever faz bem? Há quem escreva por diversos motivos ou por esse ato representar na prática, somente “ ossos do ofício “. Todavia, não é por causa de situações como essa que escrever não seja uma boa atividade para o cérebro; para o aperfeiçoamento da escrita, do ser humano ( que se torna) mais flexível, e usa inclusive, o ato de escrever como uma terapia. Escrever relaxa, diminui as tensões, melhora a memória, nos distancia dos problemas.
Quantas vezes a escrita não se tornou uma experiência prazerosa em sua vida sem que você tenha se dado conta de como o tempo voa? Sim. Ao pensarmos no instante, ele precisa ser preenchido com algo que cria condição para aquilo que buscamos. De repente, um sentido, um amor, um prazer momentâneo, uma lembrança? Quando você escreve, naturalmente constrói um sentido que cria um “ sopro de vida”, algo que transcende a realidade. Ora, de experiências negativas, todos estamos cheios. Então, você pega um livro, vai folheando e se depara com algo que faz sentido. Isso te chamou atenção? Sim, muita coisa interessante, ao lermos funciona como compressa quente para quem quer um pouco de anestesia diante do corre- corre da vida. Aquilo que você pensa e sente, às vezes, vem traduzido numa frase; numa forma que seduz, que faz o “ sol nascer” e preencher todos os sentidos.
A vida é um livro com muitas narrativas, e algumas vezes, elas são perturbadoras, daquelas que o tempo não ajuda passar, nem desconstruir o seu valor. E lendo, você vai conduzindo tudo de uma forma delicada e organizando as coisas como elas precisam estarem no seu interior ou seja, intactas. O que escrevo pode provocar cortes profundos, pensamentos que estão próximos do chão, porque as lágrimas molha essa terra onde ninguém quer pousar, vindo de um longo voo. A penas quer, mudar o sentido do que inquieta.
Admita, você já teve essas necessidades, assim como todo ser mortal. Não há gramática, divã, “ noites que precisou atravessar no escuro” para encontrar sentido na beleza do dia seguinte. Há verbo que você não sabe conjugar. E sabe quem te ajuda a colocar a vida nos trilhos novamente? Um autor, uma autora. Na sua falta de desenvoltura, a necessidade de aprender, torna você a pessoa que preenche essa lacuna, no transbordar do outro. Embora, pareça estranho dizer isso, mas:
“ As coisas mais interessantes que você já leu e refletiu algum significado em sua vida, foram escritas por um estranho “
Nessa fala ( eu e você) sentimos um certo alívio, porque ela traz uma proteção psíquica ao que foi incorporado pela nossa forma de pensar, de admitir algo ou alguma coisa. A verdade é que “ a coragem não atravessa a rua, mas você atravessa a medida que, não encontra perigo”. Quando um estranho dá a mão ou seja, acalma ao invés de assustar, é como uma cura mística; acontece e você não juga. O sentido sentido vem pelo o que a pessoa escreve, grava, pinta, encena; reproduz de alguma maneira. Isso é resposta; resposta para o medo, para o que preenche a memória, melhora o momento ou faz com que você enfrente a vida com determinação, – o necessário foi feito para você vencer o primeiro grau de cegueira. O resto, se descobre aos poucos, como nessas linhas que você acaba de ler , e talvez continue buscando sentido na escrita terapêutica ou num texto motivacional. O importante é saber que palavras ditas de uma maneira correta, cura as coisas que precisa de paz dentro de nós.
A violência contra a mulher nasce de uma relação de poder; mostrando que os casos são muitos, e que isso é reflexo da cultura machista que vivemos onde, infelizmente, se normalizar vários tipos de comportamentos. Nos casos em que há essa relação de poder, essa violência raramente é punida. Geralmente, isso acontece no ambiente de trabalho, a vítima dificilmente, vai denunciar seu chefe. Já em relação a comportamentos e contextos que ajudam a potenciar práticas que evidenciam essa violência, é possível citar por exemplo, a normalização de brincadeiras, como piadas, mal- entendidos que provocam desconfortos, às vezes, do mais simples, até os mais profundos. E há ainda, situações onde a pessoa não consegue identificar que ela está sendo vítima, como os casos que envolvem a pedofilia e outros crimes. Só depois de muito se compartilhar situações que há fotos e imagens, é que se descobre que a mulher ou a criança é vítima de assediadores e agressores. Pensando nesse tipo de situação, é que se faz necessário falar, porque falando se consegue promover, além da consciência na população; a sensação de desconforto nas pessoas que praticam esses tipos de crimes, afirmando que isso não fica na impunidade. A grande máxima é “ quanto mais você conscientiza, mais você protege “. Por isso, a importância de se falar e incentivar a denúncia. Se a vítima estiver sozinha, ela tem medo. Mas consciente e ciente do que precisa fazer, ela denuncia. Em todas as situações, vale ressaltar que, independente da forma de como a violência aconteça, fale. Pois, é só tendo a face conhecida que essas pessoas pagam por seus crimes.
Hoje pela manhã, eu estive no Ministério Público participando da abertura da Campanha Agosto Lilás. Na oportunidade, falei sobre o meu livro: O Amor Verdadeiro Contesta. O Agosto Lilás, visa conscientizar a sociedade sobre a importância de se combater a violência contra a mulher, e também porque marca os 19 anos da Lei Maria da Penha. É um momento para reflexão e também avaliarmos como essa lei tem sido fundamental para que a mulher possa denunciar, juntamente com todos nós toda e qualquer forma de violência.
Quando de fala em escolhas, é necessário ressaltar que ” nem sempre somos resultado de nossas escolhas” como muitos dizem. Às vezes, nem temos o direito de optar por nada. Pois, a vida simplesmente, obriga que sigamos adiante, sem nos perguntar se o simples fato de percorrermos uma reta, é o que realmente gostaríamos. Ora, sem perceber, a vida, os fatos, as circunstâncias ” corta o cordão umbilical ” que precisa, e diz: ” vá!”. Você, ainda perplexo e sem jeito, precisa ensaiar um passo de cada vez e ir.
” A vida é uma ordem no imperativo, e quem não estiver atento a isso, vai sofrer punição das mais severas possíveis.”
Hoje, você comemora com os seus, amanhã não terá tempo, e se sobrar tempo, não terá mais as pessoas que diz amar. A ” escolha” é uma espécie de consolo para que “eu e você” tenhamos o prazer de sonharmos como é o final de nossa jornada; que brilho é esse que ofusca os nossos e nos faz imaginar como seremos recepcionados ao chegar do outro lado, especialmente ao constatar que o caminho se mostra tão agreste.
Com habilidade e um pouco de exagero, se constrói metáforas que permitem ligar céu e terra, possível com impossível, pensamentos com sonhos que nunca serão alcançados. Mas, a gente luta; acha que faz boas escolhas; sem imaginar que excluímos muitas outras oportunidades, só para depois poder dizer ” somos donos de nossos destinos”, – nem sempre satisfeitos, mas sempre seguindo em frente, esperando que a sorte nos abrace com a força e genuína felicidade de ” mãe que não ver o filho há nove anos”, mas escolhe imaginar a beleza do encontro.
A violência praticada por Igor Cabral contra a namorada deixou uma sociedade inteira revoltada, porque agora, Igor alega ter sofrido um “ surto claustrofóbico”, inclusive, diz ser “ autista” . A fala gera indignação nas pessoas e não justifica a verdadeira causa de tamanha brutalidade que é ciúmes. O episódio mostra aquilo que não é novidade para ninguém. Pois, a violência acontece silenciosamente todos os dias em diversos lares. Pena que, nesses lugares, não há testemunhas, nem câmeras que comprovem o que essas mulheres sofrem caladas na pele. Nós, não podemos aceitar conviver com a violência. Isso é uma negação clara dos nossos direitos. Nós, enquanto sociedade estamos diante de um atraso mental por conhecer como a violência é e saber principalmente , que ela aniquila sonhos, perspectivas e a vida das pessoas, especialmente, a vida de mulheres que, na maioria das vezes não tem defesa. Nesse caso, a vítima pode contar com a ajuda de outras pessoas.
Existe um perfil pronto do agressor? Quais as características que ajudam a identificar, se um indivíduo é um “potencial agressor? “ Diz pra mim nos comentários, o que você pensa sobre isso!
Ter brilho próprio é importante, porque esse detalhe faz com que o indivíduo seja capaz de se destacar por aquilo que é, pelo que reluz de si próprio, e não pelo o que lhe serve de intermédio.
Mozart, Beethoven e Bach são nomes que nos encantam até hoje, essa turma tinha brilho próprio. E se você analisar, temos muitas referências em diversas áreas da educação, filosofia, astrologia, medicina, direito e outros. O que estou tentando fazer aqui é estabelecer uma conexão com o que afirmo sobre a capacidade que cada pessoa tem de se destacar pelo que é. Veja, na área da educação e conhecimento, podemos dedicar isso a Paulo Freire. Os labirintos humanos, Sigmund Freud, Monja Coen. E você também reflete algo bom? A sua luz ofusca outras pessoas? O que há de bonito aí dentro que, você possa sentir e dizer “ essa qualidade nasceu comigo” o que faço é revelar ela ao mundo.
Brilho próprio a gente não “ inventa” para encantar as pessoas, essa é uma qualidade que nasce conosco, portanto, é fundamental saber a importância disso na nossa vida, tendo em mente que “ nem todos que chegam até nós; chegam com a alma desnuda. Em outras palavras, nem todas as pessoas são autênticas. Muitas chegam trazendo uma doze de veneno, e ao nos abraçar, injetam isso bem debaixo da costela, sabe? É, infelizmente, o abraço é perigoso, porque você nunca sabe quando ele é verdadeiro. De modo que, algumas pessoas fazem uma boa leitura a nosso respeito e se mostramconfiáveis. Já em outros casos, não.
É engraçado como a vida é, às vezes, dentre as suas muitas voltas, ela nos possibilita saber o que precisamos ou seja, acaba dando aquele empurrãozinho que nos possibilita saber muita coisa, entre a principal delas, eu diria que perceber o nível de ambição das pessoas que nos cercam. A ambição é capaz de apagar o brilho daquele que se encontra no epicentro do interesse de quem o observa através das sombras.
Diante de pessoas com características como as que são colocadas aqui, é necessário ter cuidado, porque a ambição junto com a inveja, leva o indivíduo, a praticar todo tipo de crueldade com o outro; faz com que essa pessoa seja capaz de elaborar um plano mirabolante com o intuito de causar uma injustiça que a alma não tem a capacidade de curar o dano sofrido só pelo requinte de perversidade. O brilho ofusca; atrai pessoas para perto de nós, pessoas de toda natureza. De modo que, quanto mais iluminado seja o ser humano, mas ele faz com que a face oculta da realidade seja revelada através dos atos de uma pessoa.
“ Brilho próprio é importante, mas tome cuidado, porque ele atrai todo tipo de pessoa “
Como se pode perceber, uma pessoa que consegue se destacar pelo que é, ela tem uma beleza enigmática. Seja uma beleza que se releva na música erudita, onde mesmo que você não entenda o significado, mas isso lhe toca profundamente, assim como com quem é bom. Quem é bom é porque tem pureza no coração e enxerga beleza onde não existe. E uma pessoa má, enxerga essas formas de beleza como um problema.
É importante brilhar, constrastar as nossas nuances; fazendo pousar os muitos olhares sobre nós, mas olhares que também são faróis, sabe o brilho que ilumina? É nesse sentido. Nunca algo que desvia, mas faz com que, os nosso brilho próprio transforme-se no sol que ilumina o mundo.
De todos os vícios que você tem na vida, capriche naquele que sempre pode te tornar um ser humano melhor; melhor no sentido de ser evoluído. Por isso, leia. Se esforce para manter essa amizade com os livros, com o conhecimento que é um “ norte “ necessário e transformador na vida de qualquer pessoa.
Há muitas formas de “ calar a boca de uma mulher “, mas nem sempre, a pessoa que tenta fazer isso, ela diz o que pensa de uma maneira direta. Antes, e com astúcia, ela tece críticas ácidas para mostrar como, se sente incomodada com quem procurar “ desqualificar” como pessoa e profissional. Hoje, eu senti isso na pele, – um tom agressivo passivo pessoal, dentro de uma situação profissional. Todavia, eu agradeci em tom educado e respondi de uma maneira direta e objetiva.
Como mulher, profissional e mãe, eu não preciso “ baixar a cabeça pra ninguém “, nem para uma colega de trabalho que, pelo visto, não entende nada de história, e a luta pela construção dos direitos da mulher em nossa sociedade. Foi- se o tempo que uma mulher pedia para falar, dizer coisas como levantar a mãozinha e baixinho a face, quase sussurrando e dizendo: “ eu posso falar?!” Não, eu nasci numa época certa da história, inclusive, onde se contesta justamente a ausência de fala da mulher. É claro que hoje, a mulher fala, se posiciona, diz o que pensa porque esse fato, lhe é um direito. Isso não se trata de “ arrogância “ de minha parte, na prática, isto é, um direito, assim como muitos outros que nos cabem. Portanto:
Jamais ficaremos em silêncio. Durante séculos fomos silenciadas.”
E a ausência de nossas falas, opiniões e posicionamentos, nos deixaram a mercê da própria ignorância. Isso não é “ sensacionalismo “, é fato; é história pura, e que não se pode repetir os mesmos erros. Desta forma, afirmo que “ não gostar da pessoa da Marii, é um direito seu”, assim como “ não gostar da minha maneira de falar” também. Agora, não se muda a história, fazendo silêncio, nem jogando atrocidades debaixo do tapete, especialmente, criadas por comportamentos submissos. Muda sim, quando você se posiciona; quando você sabe que tem direitos e sabe fazer uso destes. Que esse artigo fique para que muitas outras mulheres, possam tomar como exemplo: mulher, você é detentora de direitos, portanto, aprenda a usá-los. E se preciso, inclusive, faça isso na forma da lei.
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