Amar

” Que pode uma criatura senão,

Entre criaturas, amar?

Amar sem conta

Amar as coisas pérfidas ou nulas

Amar na nossa falha de amor,

Amar a água implícita

E o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade.

Imagem: O Beijo ( Constsntin Brâncusi)

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Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 28 de fevereiro de 2020

As delícias de viver a própria liberdade

Há um desejo

diferente em meu olhar

Há vida.

Há brilho, há graça.

Que vida,

Nada melhor do que ter a minha boa companhia

Há algo de mágico nisso.

Hoje, vejo a vida pelo avesso de um jeito menos doloso,

Estar comigo mesma

Tem sido

Maravilhoso.

Depois de atravessar tantas horas

O infinito de ficar sozinha,

Pude compreender que

Apesar dos dias nublados,

Eu sou a mudança que preciso na minha vida.

Analgésicos para aliviar o meu estresse, dores e fadiga?

Não mais.

Que bobagem, a dor era da alma,

Era das infinitas formas de abandono.

Que vida,

Que mundo, meu Deus!

Quantas janelas olhei esperando que tudo lá fora, melhorasse.

De miséria

Vivia os meus dias.

Hoje, não mais.

[Se] fizer sol, vou vivê-los.

Mas

Se o sol não brilhar, vou abraçar a vida pelo avesso com o desejo de saborear a sobremesa (…)

Vou VIVER.

Imagem pública

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 28 de fevereiro de 2020

A suave subversão da beleza

Reconcilia os teus olhos sobre a beleza, sobre o que permite encontrar poesia”.

” Só quem tem olhos, ver a beleza além da aparência, ver a beleza da alma.”

Reconcilia o teu olhar sobre aquilo que possível contemplar, sobre a beleza que vai além do exterior. Aqui falo da beleza interior.

Muitas vezes, para vermos beleza é preciso nos desprender de uma série de requisitos. A besta está no instante. Tá no arrepio da pele, na batida do coração, no aperto de mão, no cheiro das flores, no tocar a água com a pontinha dos dedos.

A beleza está na pureza, na manifestação genuína que nos obseca em fração de segundo.

A maneira que você olha para algo determina se ela é bonita ou não. Você pode encontrar vida no abandono (…), a priori, ela está no particular. Na maneira como invento, ou naturalmente ela se manifesta a mim. Geralmente, se valoriza muito a beleza interior por ela está ligada ao caráter, por vir de dentro e se tornar resplandecente pelo lado de fora.

Quem nunca foi afetado pela beleza?

Tem muita gente que é narcisista, obsessivo por perfeições. Mas, não é essa a minha proposta. Aqui, falo de algo com mais consistência, vamos embelezar a mente? Sem truque artificial. Vamos olhar a vida de um jeito requintado!

Sou exigente com a beleza, respeito a questão atribuída a plástica, maquiagem e tantas outras formas de querer ficar bonita. Todavia, falo de uma beleza acompanhada de atitude. Mas, atitude não significa falar palavrão, e sim gestos que dizem muito sobre personalidade e autoestima.

Para se ter beleza, depende do jeito, depende da forma, depende da poesia que se coloca, de coisas não terminadas, porém necessárias (…), em tudo há beleza.

Beleza agrada, floresce…surpreende!

Beleza inspira. E como disse Vinicius de Moraes: ” beleza é fundamental “, mas beleza no sentido amplo, e não no sentido restrito.

O pôr do sol por exemplo, é fascinante. E você acha que ele precisa usar de algum artificio para tomar a sua atenção? Certamente, não. Então, você nota que beleza é alguém que vai além de uma linguagem escrita, ela tem formato próprio. A beleza , ela agrada, nasce da afinidade e morre num piscar de olhos. No contexto geral, ela você no sentido soberano, porém é recepcionado no particular de cada ser humano.

Observação: existe um outro texto com um tema parecido a esse, chama-se : A suave subversão da Velhice. Mas sei que fala acerca da beleza contada de modo real. E a minha proposta é essa, aproximar-se cada vez mais da realidade.

Como disse o poeta Mineiro, Guimarães Rosa: ” O importante é bonito do mundo é isso

….

Saber que as coisas estão sempre mudando”, e assim, podemos contemplar a beleza de diversas formas.

Imagem via: Facebook

Texto publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, 27 de fevereiro de 2020.

Superação

“Quando faltar o sol, dance na chuva”.

Aos poucos a vida vai se arrumando, mostrando a importância de saber que em dias onde o sol não aparece, você pode aproveitar a beleza da chuva.

[…]

Não diga que não é capaz. Todos somos. Vamos!…

Aproveite todas as oportunidades, você precisa ser forte. Aliás, essa é uma exigência diaria. E refugiar -se atrás de uma desculpa não vai lhe fazer a pessoa mais sábia do mundo. ‘ Asilo de lembranças ?’ Nem pensar. Não se sabote desse jeito. A vida é um bem precioso. Viva!

Acredite em você. Lágrimas não valem a pena. Ame-se. Ame-se a ponto de dizer: eu quero mais. Você não imagina como isso faz diferença na vida de uma pessoa.

Abra o coração, a alma as boas coisas que podem aparecer de surpresa.

Quando nos amamos, dançar na chuva é algo tão leve como uma pluma.

Valorize-se.

Imagem via: Facebook

Texto publicado por: VEM comigo!

Santarém, Pá 27 de fevereiro de 2020

Legado

“Quantas lembranças boas guardo na memória do lugar aonde nasci.”

O tempo passou,mas carrego na lembra a cor o cheiro do lugar em que cresci.

Uma porta aberta, uma porta na cor ( laranja), me faz recordar que a casa que morei na época de criança permanece intacta até hoje em minha memória. Era uma casa que representava a cor da felicidade ( casa laranja, que representa o sol nascendo). Alguma dúvida a respeito do que eu estaca falando?

Sol nascendo […]

Alguém já assistiu o dia nascendo? Não é lindo todas aquelas cores em tons alaranjados? Assim era a nossa casa. Não falo no sentido do apelo, mas do encanto. Lá, a felicidade se fazia presente todos os dias.

Casa simples, porém com gosto de felicidade!…

Eu, menina que sempre fui ‘levada da breca ‘, gostava dos dias de chuva, em especial – do barulho da chuva naquela casa de sapê!

[…]

Olhos curiosos, atentos aos movimentos de minha avó.

Suspiro…

Doce infância, cheiro de mato verde

Banhos de chuva…

Pé no chão!

‘ O inverno é quente dentro de mim’, flores em reticências…

Imagem: Pinderest

Texto publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 27 de fevereiro de 2020

Oscar Wilde

Oscar Wilde dizia que é difícil encontrar pessoas dispostas a se compadecer de nossas provocações, mas são raras aquelas que se alegram sinceramente com os nossos triunfos “.

O amigo verdadeiro, é aquele se se alegra com a nossa alegria, porque conhece as nossas fraquezas em todos os aspectos. O falso amigo, não. Esses, geralmente são ambiciosos e manipuladores. Olham para você como se fosse um objeto, onde na hora que precisa, pega e usa. Se depois não tiver mais utilidade, joga fora. Para ele só existe um direito – o deles.

Os verdadeiros amigos são raros, e quase nunca lhe pedem nada. Por isso, fique atento porque quando o seu mundo desmoronar, pouco irá lhe sobrar.

Construir boas amizades leva tempo. É como você encontrar um bom livro nos escombros. É preciso sensibilidade para reconhecer uma boa amizade.

Imagem: Ricardo Piglia.

Texto publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, 27 de fevereiro de 2020

O tempo coloca tudo no seu devido lugar

O tempo coloca tudo no seu devido lugar. Coloca pessoas e situações, além de mim mesmo (a). O tempo é implacável, assim considera muitos. Particularmente, não sei. ‘Perdi a bondade do tempo, como a esperança‘. Acredito que ele nos ajuda, mas quando há todo um movimento de mudança vindo de nossa parte.

O tempo não confunde caminhos.

O tempo oferece a oportunidade, e conduz-nos a percorrer longas distâncias para lá na frente fazer aflorar aquilo que é inútil nascer agora. Pode parecer ironia, mas definitivamente, não acredito que o tempo possa consertar algo. Compreendo que o tempo tenha as suas prioridades, e ninguém pode fazer por nós, aquilo que depende única e exclusivamente de nossa de nossas ações.

É bonito, é nostálgico até, olhar para vida procurando ‘janelas’, procurando encontrar algum meio de fuga. É inútil, pois todas elas nos levam a nos deparar com os nossos dramas. Como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade: ” eita vida besta, meu Deus”. Não adianta pegar caminhos secundários (…)

” Os caminhos por mais convidativos que sejam, há um momento em que se fundem…”.

Considere, há fadiga em todos eles. Você pode até pronunciar com os seus lábios sutilmente que ” não há pedras no caminho que escolheste “, pois te digo, ‘ há uma pedreira a sua frente, feche os olhos o quanto quiser, mas ela não se moverá até que você faça o que é necessário para tirá-lá daquele lugar.

Todos nós, passamos por adversidades, todos que têm uma consciência precária, avança ao despreparo. Portanto, não jogue ao tempo a responsabilidade que cabe somente a você.

Ao longo detoda nossa vida, somos compostos dessas fragmentações marcadas por erros e acertos. Portanto, nenhuma tentativa será bem sucedida [se] você pegar atalhos. Vá devagar.

” Todas as possibilidades se abrem a medida em que, você caminha”.

Nunca esqueça que aquilo que vem obstruir o seu caminho, também vem para lhe ensinar alguma coisa. A vida é assim, feita de pequenos detalhes e é neles que tudo acontece. Desde, o temporal a calmaria. Ingênuo é pensar com olhos passivos

[…]

Nenhum ser isolado chega a lugar algum. É inútil resistir. Caminhe devagarinho, mas vá de encontro ao que precisa ser resolvido com o tempo. A paz só chega depois que tiramos lições dos fracassos.

Imagem pública

Texto publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira.

Santarém, Pá 27 de fevereiro de 2020