Você já notou como se tem propagado esse ódio, essa aversão às mulheres, seja em falas que rebaixa; inferiorizar a mulher, especialmente, falas de cunho sexual? São manifestações verbais que inclusive, inspiram e contribuem para prática de violência e discriminação. Na verdade, a misoginia não representa só a fala, mas também um comportamento que procura criar esteriótipos de que todas as mulheres são inferiores e, por isso, estas, devem ser tratadas de forma também inferior. Quando se olha para essa questão, se percebe que o encorajamento dessa prática, termina sempre contribuindo para um número maior de injustiças em relação a mulher. Claro, como se já não houve outras formas de violência difíceis de lidar. Mas, mais do que a propagação desse ódio, é importante haver consciência para combater o problema, especialmente pelo custo que ele tem na vida das mulheres. Por isso, vamos juntos dizer “ não “ a misoginia.
A resposta em relação a violência contra a mulher, vai muito além da lei. 50% desta, tem ligação com a educação. Não adianta educar os meninos da mesma forma que se educa e acreditar que na prática, o resultado dessa educação será diferente; não vai.
O enem / UNAMA 2025, ocorrido em Belém do Pará, aplicado domingo por conta da COP30, revelou um detalhe que chamou atenção dos candidatos. Na sala de provas, havia uma cadeira vermelha que destacou-se pela frase que dizia:
“ Está cadeira está vazia pois uma mulher que poderia estar estudando foi vítima de feminicídio.”
A cadeira faz parte de uma ação que procura conscientizar a comunidade acadêmica acerca do problema. O Ser Educacional ao trazer esse tema à baila , revela não só a preocupação por meio da frase, como mostra que a violência deve ser combatida diariamente.
Em 2024, o Brasil bateu um novo recorde de mortes de mulheres. Só para você ter uma ideia do que estou falando, cerca de 1.492 mulheres foram vítimas.
O que essa violência nos mostra? Essa violência nos mostra que essas mulheres perderam não só as suas vidas, os seus sonhos, a felicidade de estarem com seus filhos ou seja, a “ perda de uma possibilidade “. Sim, estudar seria uma delas. Portanto, cada mulher que é morta, deixa uma cadeira vazia na sala de aula, na mesa e na “ consciência dos seus”. O feminicídio dizima vidas todos dias.
A ideia de felicidade que não comporta muita exigência, mas que é capaz de trazer alegria e vida a simplicidade do lar: Bem- te- vi. Outro dia, ele entrou dentro de casa e ficou cantando; trazendo a comunicação da natureza para o ambiente humano. Uma gracinha!
Quem de nossas avós nunca ouviu dizer “ É o jeito dele”. Eu pergunto “ será?” Será que por trás de jeito, não há algo oculto? Nenhuma pessoa nasce com vício. Esse jeito que as nossas avós fazem referência, dizendo “ é o jeito dele, minha filha! ”, isso vem de onde? Eu me recuso a pensar que já nascemos preconceituosos, intolerantes e com desvios de caráter; a não ser que estejamos diante de psicopatas. Mesmo assim, a psicanálise tem uma explicação ao casos de sujeitos que tem desvio de caráter. Agora, jeito? E se “ fulano” tem, porque eu sou “ obrigada “ a concordar?
Durante séculos, nós mulheres fomos levadas a acredita que “ fulano” tem jeito. Ledo engano! A versão real dessa história mostra a face cruel da falta de ética do indivíduo. Ética essa que começa em casa, especialmente ao se considerar a questão atrelada a princípios e valores, conduta, assim como o próprio caráter. Todavia, falar em temas como esse parece espinhento demais, principalmente quando temos a clareza certeza que a base da educação entre meninos e meninas sempre foi desigual. A mulher por exemplo, foi criada para exercer um papel secundário, para “ aceitar” sem questionar; ser desrespeitada, sofrer abuso de toda natureza; violência e “ relevar” como viveram as nossas avós “ caladas” porque foram mulheres que nunca puderam contrariar o marido.
O Poder do homem era inquestionável
O poder do homem numa sociedade patriarcal revelara desde o princípio, ao que as mulheres eram submetidas, vigiadas; muitas vezes , vistas loucas ou transgressoras. Assim foram colonizadas, controladas para serem aceitas e quem ousasse, seria punida. Temos que admitir que “ o poder” que também é visto como uma metáfora, ele violenta, domina e faz do outro objeto, porque o reduz ao resultado que conduz a sua força.
Ao analisar toda essa questão referente ao poder, especialmente quando olhamos para a mulher, o tema violência, o fato das transformações históricas, o modelo em que sempre fomos tratadas; não é difícil compreender, e saber como foram utilizados inúmeras recursos para sujeitar, castigar, fazer-nos dóceis, submissas e acreditar em discursos como “ é o jeito dele” .
Se assim é, qual é a indagação a fazer? Nenhuma, porque tudo está sob controle. Veja, controle para quem não conhece a verdade. Pois, quem conhece, considera e questiona, porque só dessa forma a justiça se torna visível. O sofrimento que passamos ao longo de toda história, confronta a verdade; faz inclusive que, hoje possamos fazer as perguntas corretas e dizer “ aqui, não mais”.
Ora, não é curioso observar todas as formas injustas que sofremos? E isso não é falácia, é real, mas o que causa estranheza é ter que lidar com esse fantasma do passado; é ter que ouvir coisas inadmissíveis que coopera para uma série de abusos. Há quem diga que devemos “ perdoar “ os abusos que sofremos. Pois bem, eu afirmo que isso é inaceitável. Mais, é constrangedor as vítimas, é querer “ proibir” essas mulheres e meninas de terem direitos. Entenda que:
“ Abuso não é passível de perdão, como violência não é para calar.”
Não basta hoje ter conhecimento, é preciso confrontar o que ainda fornece esse pensamento de outrora, que tenta fazer com que possamos “ caber “ no “ jeito “ do outro. Não. Crime continua sendo crime! Eu não discuto isso. Abuso que nasce do “ jeito” da pessoa ser, tem que ser corrigido. Essa é a única maneira de fazer justiça a essas vítimas.
Como autora de um livro que trata de um tema tão importante que é o relacionamento abusivo e saúde mental, avaliando o que a mulher deve renunciar, na maioria das vezes, que é o seu direito para viver uma história de amor; desprezando portanto, os desafios afetivos para viver essas experiências que em muitas situações são saudáveis, mas em outras, elas têm que lidar com o lado obscuro do amor ( relacionamento doentio), e em muitos casos, sabemos que essas mulheres rejeitam o próprio sofrimento por fazer de uma crença um valor absurdo; maior do que o fato, dela mesma se amar, se respeitar. Pensando nisso, eu procurei fazer dessa obra uma reflexão profunda que, entre outras coisas, ajuda a mulher se questionar sobre o amor, sobre o que ela precisa abdicar para ter alguém ao lado. Gostou? Vamos lá? Vamos descobrir parte dessas questões juntas? E a pergunta principal é:
Vale a pena amar de qualquer maneira; abdicando de si mesma para validar o outro?
Será que vale mesmo a pena se desconstruir, abrir mão de si mesma para ter alguém do lado? A proposta do livro é muito clara: O Amor Verdadeiro Contesta. Que amor? O amor que tenho por mim. O amor baseado na consciência que tenho sobre princípios e valores aos quais não negocio principalmente, diante de um relacionamento abusivo. Veja, quando eu estou bem; quando tenho consciência e sou ciente de que sou completa, e quem chega na minha vida é para agregar e não “ impor limites “ dizendo “ me amar” , que é o que ocorre nesse modelo de relação, isso faz com que eu questione e não aceite “ certas formas de amor” , porque o que mais se nota, são mulheres presas a relacionamentos, onde o homem é machista, e não faz questão nenhuma de esconder esse fato, especialmente porque ele mostra um comportamento controlador tanto com a mulher, como com pessoas próximas a ela. Desse modo, se observa que toda a maneira desse homem agir é pautada numa relação abusiva, – e que é prejudicial à saúde mental e emocional dessa mulher. Todavia, imersa nesse tipo de realidade, a mulher cria uma espécie de resistência a tudo; não levando em conta o fato de adoecer, até porque nesse tipo de relação, as pessoas envolvidas nela, ignoram a forma em que são tratadas por seus parceiros, mas o efeito negativo, não desaparece.
Pensando nesse fato e sendo ciente de que todos nós somos livres para fazer as nossas escolhas, afirmo que:
“ Amor não é imposição, não é ter que fazer o que eu quero e da forma que desejo”
Quem diz amar utilizando falas e argumentos dessa natureza, reafirma o machismo, a crença de “ guardar “ o que é seu, e ainda causa abuso psicológico ao outro. Obviamente, a pessoa também se alonga da ideia de amor, porque usa das próprias ferramentas para ter controle sobre a outra pessoa, como se propriedade, ela lhe fosse. Toda conduta de quem submete o outro a esse tipo de exigência é destruída, porque a partir daí, o sujeito cria condições para outras formas de abuso, até chegar as vias de fato que é a violência física. Então, “ amor que nos adoece” não é amor. O sujeito que diz amar e utiliza de formas manipuladoras, não ama. Controla; exerce o seu poder sobre a vítima. Portanto, se precisar, leia a frase novamente, assim como o artigo também. Espero ter trazido luz as suas indagações.
Só é possível que a mulher viva com dignidade quando também a sua “ humanidade “ for respeitada. De acordo com a OMS, uma em cada três mulheres já sofreram violência. E quando olhamos para essa realidade, vemos quantos os direitos são violados diariamente. Portanto, vale ressaltar nesse 25 de Novembro- Dia Internacional da Luta Contra a Violência as Mulheres que três pilares são importantes para vencermos o problema: Dignidade, respeito e liberdade.
Santarém amanheceu lindamente fortalecida na fé e na esperança de viver dias melhores. E como bons peregrinos que somos nessa caminhada, iremos prestigiar com alegria essa homenagem a nossa mãezinha: Nossa Senhora da Conceição!
A festa mais linda enfeita as ruas do município de Santarém, localizado na região Oeste do Pará. Fé e devoção marcam esse momento histórico da 107ª edição do Cirio da padroeira do povo paraense.
A primeira imagem, eu postei logo cedo no Facebook, antes de participar da procissão com a minha família. A segunda imagem, eu acabei trazendo agora a tarde, momento em que narro com emoção esse acontecimento especial a nós santarenos, não como mero observadora , mas como participante desse momento de fé. Como dizia, a segunda imagem, ela substitui a primeira devido o translado que ocorre da Igreja de São Sebastião até a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Conceição. Após esse momento de fé, ela acaba sendo substituída novamente, onde as pessoas podem tocar, tirar fotos e agradecer; prestar as últimas homenagens.
Hoje o paraense acordou cedo só para prestigiar a rainha do Tapajós, para pagar promessas e realizar essa jornada de fé e devoção que alegra e aquece o coração de pessoas simples que não olha as dificuldades, mas se fortalece nesse fio imaginário e que ninguém descreve com precisão que é a fé. Você observa muita gente simples e, que anda o trajeto todo descalço, com maquetes de “ casinhas” sobre a cabeça, com terços nas mãos; crianças vestidas de anjos, entre outros. Tudo isso para dizer: “ obrigada mãe!” e assim, como dito anteriormente, aquecer o coração.
Segundo o Liberal.com, cerca de 200 mil fiéis estiveram presentes nas ruas; muitos caminhando, outros fazendo homenagem na frente de suas casas e a maioria rezando, pagando promessas, cantando ou agradecendo as graças alcançadas.
O que posso dizer é que a festa foi bonita, alegre e cheia de gente vinda de todas as partes do Pará só para homenagear a nossa mãezinha da Conceição.
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