Ao se falar no crime de estupro, a sociedade apresenta formas machistas de lidar com o problema, porque ela deseja identificar na mulher os requisitos que levaram aquela situação ou seja, no caso do estupro coletivo, por que a menina de 17 anos foi ao apartamento? Ou por que ela não ficou em casa? Quando na verdade, a pergunta é: por que os estupradores cometeram esse crime? Em casos, onde o estupro ocorre na rua ou num baile funk, a pergunta é “ Qual roupa você estava? Mas esquecem de olhar o principal: se a mulher foi forçada, se foi respeitada diante da atitude de um homem que já tinha a intenção de cometer o estupro. A impressão que se tem é que, tem o estupro que a sociedade quer da forma dela ou se esse crime ocorre de qualquer jeito, mulher é culpabilizada por isso. A sociedade não quer ver e falar sobre o problema responsabilizado o verdadeiro culpado: o homem… que se aproveita de uma situação e pratica esse crime, como se houvesse “ justificativa” ao estupro ou qualquer forma de violência contra a mulher.
A ideia principal ao escrever esse livro foi, falar sobre comportamentos cruéis; comportamentos são destrutivos. Desta forma, quem se esconde por trás de uma perversidade narcísica por exemplo, é alguém que usa “ máscaras “. Eu, sei que você não se casa com um homem ou uma mulher assim, digo com “ essas qualidades” nem com um agressor, mas essas pessoas existem e criam um verdadeiro caos na sua vida.
A minha intenção no livro: O Amor Verdadeiro Contesta, não é falar de amor. Mas, chamar a sua atenção sobre o que, ele não é ou seria.
Nessa obra, eu trabalho inúmeros exemplos que ajudam a mulher a identificar um agressor; um parceiro manipulador e falo também das consequências que isso traz a saúde mental e emocional das vítimas.
É importante ressaltar que, ao se falar de relacionamento abusivo, estamos chamando atenção para o aumento do número de casos de feminicídio e de situações que apontam a violência doméstica. Veja, aqui não se pode falar em “ amor mal escolhido” mas apontar fatores que, infelizmente cooperam para o aumento da violência doméstica. Sabemos que numa sociedade machista, há vários aspectos culturais; valores morais, aos quais, criam ou ajudam a criar uma condição de sacrifícios psíquicos para a mulher. A própria construção social faz com que se tenha uma linguagem diferenciada em relação a mulher; muitas carregadas de autoritarismo ou mesmo aquelas que, as fazem se sentirem desamparadas. A verdade é que ainda, existe muita repressão. E são esses fragmentos históricos que asseguram o medo e as desigualdades entre gêneros, assim como, posturas rígidas que devem ser consideradas ( corrigidas) para não se produzir mais violência.
Quando se considera todos esses sintomas, se encontra a causa de tanta frieza em relação a mulher, ao invés, de proteção. A proteção só existe enquanto ela suporta a maldade do parceiro, porque quando ela procura ser vista e respeitada, encontra um inimigo pela frente. Portanto, a minha fala busca mudança. Eu provoco leituras que possam resultar em mudanças significativas em relação a essa realidade. Neste ponto, eu consigo chamar atenção ao que sangra e ao que nunca seria amor.
Será que “ o amor é paciente e tudo suporta?” Algumas de vocês vão “ justificar “ que o amor tudo suporta. Todavia, a maioria não concorda com isso, porque numa relação onde a violência se faz presente, não há amor. Além disso, o amor não é negócio, mesmo o casamento sendo um contrato.
Que o silêncio coopera para o aumento da violência contra a mulher, isso é indiscutível. A primeira forma delas, é o silêncio: um desafio a ser vencido, pois só com falas concretas ( provas) expondo essa realidade, é que o agressor responde por seus crimes.
Em vez de sofrer cala, a mulher precisa ter consciência de que, quanto maior o silêncio, maior também será o seu sofrimento, especialmente, o sofrimento psicológico causado por constantes formas de abusos; de aceitação da má conduta do parceiro.
“ Mulheres com pouca escolaridade tem maior probabilidade de sofrer e ocultar a violência.”
Aqui, neste caso, tem- se um problema maior. Muitas, sob uma orientação de que casamento tem preço, de que felicidade tem preço a ser pago, elas compram essa “ verdade” para si e enfrentam sérios obstáculos. É claro que não estou falando da conduta de todos os homens; falo sim, da conduta de homens violentos, estes, criam regras injustas para com as suas mulheres e as ameaças se elas os contestarem de alguma maneira. Resultado: atos de violência constante e um sofrimento interminável.
“ Nunca deixe seus medos impedirem você de denunciar.”
Nunca negocie os seus princípios e valores em nome de uma “ pseudo felicidade”. É claro que muitas demoram para perceber que estão diante de tal realidade… E se recusam a desistir. Mas também tem mulheres corajosas que rompem o silêncio e sobrevive a toda violência sofrida. Estas, certamente fazem diferença no mundo, porque são elas que estão dispostas a lutar; a denunciar e se tornar modelo de inspiração para aquelas que ainda precisam despertar.
Reza a lenda que a “ mulher bonita “ não estuda, porque na prática, ela não precisa. Pois terá um homem que será o seu “ provedor “. Com isso, o seu esforço perante a vida será mínimo. Já a mulher dita “ feia” estuda porque não resta mais nada para ela, ou seja, é alguém sem “ alternativa “, restando-lhe somente a capacidade de no bom português “ se virar” para não passar necessidades.
Bem, nós vivemos numa sociedade que é considerada plural em pensamentos, crenças e opiniões. Em uma breve fala, afirmo que cada um pensa o que quer; adota para a sua vida o que quer; somos livres e temos o direito de fazer as nossas escolhas. Eu escolho o conhecimento.
“ Ainda que você faça a sua melhor escolha, sem conhecimento, você vira fantoche nas mãos de pessoas, especialmente se elas são poderosas “
Dentre os maiores legados que o indivíduo pode deixar no mundo e na história, nada se compara ao conhecimento; conhecimento transformado em solução para melhorar a vida das outras pessoas. Eu como escritora, desejo que a sua escolha seja voltado ao conhecimento. Acredite: essa opção, sempre irá expor melhor todos os tipos de realidades. O interesse é bom, para quem gosta de conforto. Todavia, se por algum motivo, este acaba e, você não tem conhecimento e sabedoria para transformar isso em resposta para sobreviver, tudo se foi com a beleza. Portanto, é preciso ter cuidado com afirmações de pessoas que sabem ludibriar sem muita dificuldade, principalmente em relação aquilo que é importante para elas.
Não há ambição melhor do que você sentir entusiasmo pelas suas conquistas. O status quo é outro. Esteriótipos não tem muita importância, porque você não será vista pela “ casca”, e sim pelo valor como ser humano, como indivíduo que soube fazer as melhores escolhas diante do “ feio “ e do “ bonito “ a ser ofertado no mundo vasto de ideias e oportunidades.
Quando se trata de poder, esse é afrodisíaco. E eu devo confessar que existe algumas pessoas que trabalham bem ou seja, trabalham pelo bem. Mas, a coisa mais valorosa que quero que você entenda é: você também pode ser uma mulher poderosa estudando e conquistando esse poder pelos próprios méritos sem precisar de ajuda de terceiros. O conhecimento é limitado, mas uma vez que se consegue romper essa barreira impeditiva e ele se democratiza, Você também é um gigante entre os outros. E o melhor de tudo, essa conquista é sua. Portanto, ela guarda uma memória de toda trajetória que tornou sagaz o sonho transformando em realidade. Isso é grande, isso é seu.
Como escritora, eu espero que as pessoas consigam ler os meus textos daqui há 2000 anos e compreendam o quanto o que deixo é precioso. Eu sou uma pessoa que valorizo muito a educação, o conhecimento e tenho recomendações infinitas sobre esse assunto. De onde venho, o pilar principal foi o conhecimento, o amor aos livros; a amizade sólida construída com o tempo e ajuda do silêncio. A minha casa tem livros espalhados pela mesa, sala, quarto. Em suma, minha casa é feita de livros. Acho que internalizar a ideia de conhecimento no ser humano é mais importante do que, internalizar estereótipos sociais de gênero. O protagonista feminino é construído por outros meios e não a beleza, que também é válida, não é o fundamental. O protagonismo é construído por um viés onde a mulher consegue tomar as suas próprias decisões. O mundo de espelhos pode parecer atrativo no início, mas é preciso conteúdo para sobreviver as exigências do mundo real.
A vida é construída com um “ punhado “ de sonhos e muita ousadia. Por isso, preste atenção no que vou dizer agora:
“ Quando necessário, reconstrua as utopias para que a vida não perca o encanto.”
A realidade não é inclusiva e, por vezes, ela até separa, distrai, desbota; forja o que é melhor para nós, mesmo que isso não seja. Quando essas situações acontecem, é o momento de regar o mundo por dentro; o nosso mundo. E o desafio é reconstruir o óbvio que é a nossa força, a energia, a vontade de viver mesmo diante do excesso de mazelas. Por isso, busque o que faz sentido e revela algum alento. Nada é tão significativo quanto ter esse equilíbrio.
Há quem se encolha e fique calado nas situações difíceis. Outras pessoas, constroem novos significados para atender as demandas própria existência.
A medida que há o extravio da consciência que serve para trazer plenitude as coisas que nos são caras, é momento fazer uma leitura disso; nomear palavras e significados que dão sentido as nossas emoções e dessa forma, ter a capacidade de buscar novos propósitos. É só assim que se encontra equilíbrio novamente.
É carnaval, mas a liberdade é das ruas, e não do corpo. Por isso, não deixe que ninguém passe as mãos para sobre seus seios, bumbum ou puxe você pela cintura. Atenção: isso é importunação. Em situações de violência solicite a ajuda policial; veja se existem câmeras, fale com testemunhas e fique num lugar seguro.
NÃO É NÃO!
Desejo um carnaval seguro a todos, especialmente as mulheres.
Se o Brasil não se comprometer um pouco mais em oferecer segurança às mulheres, as mortes vão continuar chamando atenção de maneira severa. Eu creio que, o Estado já percebeu que “ homens violentos não respeitam leis”. A atenção ao aumento de pena, as leis de modo geral, é uma atenção negativa! Comportamentos inadequados, promovidos pela impulsividade não é “ desculpas “ para matar. Mulheres morrem mais do que se estivessem em guerra! A violência não pode ser compensatória para quem a pratica. É necessário valorizar o que as mulheres dizem; melhor dizendo: sofrem. Pois, não priorizar esse fato, é conviver com as consequências.
Toda vítima de violência doméstica ou mesmo relacionamento abusivo, ao se livrar desse tipo de relacionamento relata sentir “ culpa”. E aí, eu te pergunto: você sente culpa de que? Você sente culpa de:
. Sensação de desagradar . Ser punida . Do medo de perder uma relação que te adoecia . Da ansiedade . Choro . Do desespero de pensar num horizonte e não tem uma resposta pronta? Como é que você nomeia essa “ culpa?” Muitas mulheres por viverem essas relações doentias, elas não entendem que são manipuladas o tempo todo. E que o que elas chamam de culpa, na verdade é toda manifestação de abuso vivido ao longo da convivência com o abusador/agressor que transforma todo aquele arsenal de informação a seu favor, garantindo assim o controle da relação por meio do ciclo de violência vivido por aquela mulher.
Você precisa fazer login para comentar.