Há quem pouco se identifique com a calmaria que o final do dia nos trás. Tem pessoas que naturalmente gostam de barulho, eu não. Gosto do silêncio que dentre outras coisas, possibilita retornar-me ao encontro do meu próprio eu. Há quem venha contestar, alegando que tardes tristonhas, é motivo para sentir solidão. Claro, a solidãoContinuar lendo “Paz interior”
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O Mundo do Sertão
“Diante de mim, as malhas amarelas do mundo, Onça castanha e destemida. No campo rubro, a Asma azul da vida à cruz do Azul, o Mal se desmantela. Mas a Prata sem sol destas moedas perturba a Cruz e as Rosas mal perdidas; e a Marca negra esquerda inesquecida corta a Prata das folhas eContinuar lendo “O Mundo do Sertão”
Aqui morava um rei
Aqui morava um rei quando eu era menino Vestia ouro e castanho no gibão, Pedra da Sorte meu Destino, Pulsava junto ao meu, seu coração. Para mim, o seu cantar era Divino. Quando ao som da viola e do bordão Cantava com rouca, o Desatino, O Sangue, o riso e as mortes do Sertão. MasContinuar lendo “Aqui morava um rei”
Ariano no Exílio
Bem, após a morte de seu pai, a família de Ariano foi morar no interior do Nordeste. Lá Suassuna, acabou recebendo uma influência muito forte daquele lugar, tanto que em todo o seu trabalho, nota-se que ele explora a questão ligada a Tradição popular Brasileira, ou seja, Ariano demonstra muito esse “carinho “, pelo Sertão.Continuar lendo “Ariano no Exílio”
Clarles Baudelaire
” Eis que alcancei o outono de meu pensamento “ Baudelaire, via Facebook VEM comigo! Marii Freire Pereira Santarém, Pá 17 de abril 2020
Pablo Neruda
Se você me esquecer Eu quero que você saiba uma coisa Você sabe como é isso Se eu olhar para lua cristalina No ramo vermelho do outono chegando Se eu tocar perto do fogo A cinza impalpável ou o corpo enrugado do ramo Tudo me leva a você Como se tudo o que existe Aromas,Continuar lendo “Pablo Neruda”
Edgar Allan Poe
Nunca fui, na infância, Como os outros e nunca vi como os outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar das fontes igual a eles; e o coração de alegria Tudo o que amei, amei sozinho. Assim, na minha infância, na alba da tormentosa vida, ergueu-se no bem, no mal, de cada abismo e encadear-meContinuar lendo “Edgar Allan Poe”
A morte, o sol terrível
Mas eu enfrentei o Sol divino, o Olhar sagrado em que a Pantera arde. Saberei porque a teia do Destino não houve quem cortasse ou desatasse. Não serei orgulho nem covarde, que o sangue se rebela ao som do Sino. Verei o Jaguapardo e a luz da Tarde, Pedra do Sonho e cetro do Divino.Continuar lendo “A morte, o sol terrível”
Nascimento
Aqui, o Corvo azul da Suspeição Apodrece nas Frutas violetas, E a Febre escusa, a Rosa da infecção, Canta aos Tigres de verde e malhas pretas. Lá, no pelo de cobre do Alazão, O Bilro de ouro fia a Lã vermelha. Um Pio de metal é o Gavião E suave é o focinho das OvelhasContinuar lendo “Nascimento”
A infância
Sem lei nem Rei, me vi arremessado bem menino a um Planalto Pedregoso. Cambaleando, cego, ao Sol do Acaso, vi o mundo rugir. Tigre maldoso. O cantar do Sertão, Rifle, apontado, vinha malhar seu corpo furioso. Era o canto demente, sufocado, rugindo nos Caminhos sem repouso. E veio o Sonho: e foi desperdiçado! E veioContinuar lendo “A infância”