Em ti o meu olhar fez-se alvorada, E a minha voz fez-se gorjeio de ninho, E a minha rubra boca apaixonada Teve a frescura pálida do linho Embriagou-me o teu beijo como vinho Fulvo de Espanha, em taça cinzelada, E a minha cabeleira desatada Pos a teus pés a sombra dum caminho Minhas pálpebras sãoContinuar lendo “Florbela Espanca”
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Fazer o bem deixa a alma leve
“Fazer o bem é a maior forma de doar-se ao outro”. Marii. De todas as virtudes do homem, o que faz com que ele seja, diferente dos demais, é a forma de como ele procura ter uma conduta reta. Como age, como se preocupa com os outros. Como esse ser é capaz de agregar naContinuar lendo “Fazer o bem deixa a alma leve”
Gregório de Matos
[…] Se pois como Anjo sois dos meus altares, Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda, Livraria eu de diabólico azares. Mas vejo, que por bela, e por galharda, Posto que os Anjos nunca dão pesares, Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda. Gregório de Matos. Poemas escolhidos. Organização José Miguel Wisnik)Continuar lendo “Gregório de Matos”
Gente Humilde (Maria Bethânia)
” Tem certos dias Em que penso em minha gente E sinto assim todo o meu peito se apertar Porque parece Que acontece de repente Feito um desejo de eu viver Sem me notar Igual a como Quando eu passava no subúrbio Eu muito bem Vindo de trem de algum lugar E aí me dáContinuar lendo “Gente Humilde (Maria Bethânia)”
Fernando Pessoa
” Cantigas de portugueses São como barcos no mar – Vão de uma alma para outra Com risco de naufragar…”. Fernando Pessoa, Quadras ao gosto popular. Lisboa, 1994 VEM comigo! Marii Freire Pereira Imagem: Pinderest Santarém, 9 de abril de 2020
Murilo Mendes
Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio Nem ama duas vezes a mesma mulher Deus de onde tudo deriva E a circulação e o movimento infinito Ainda não estamos habituado com o mundo Nascer é muito cumprido. Murilo Mendes. Se quiser conhecer melhor a poesia de MuriloContinuar lendo “Murilo Mendes”
Jorge de Lima
” Era um cavalo todo feito em lavas recoberto de brasas e de espinhos. Pelas tardes amenas ele vinha e lia o mesmo livro que eu goleava. Depois lambia a página, e apagava a memória dos versos mais doloridos; então a escuridão cobria o livro, e o cavalo de fogo se encantava. Bem se sabiaContinuar lendo “Jorge de Lima”
Carlos Drummond de Andrade
” Amor é estado de graça e com amor não se paga”. Carlos Drummond de Andrade. Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar, ano: 2013 VEM comigo! Marii Freire Pereira Imagem: Google Santarém, Pá 8 de março de 2020
Quando a vida pede um pouco mais de calma
Às vezes, a vida nos permite apreciar o tempo presente, esse que se vive com tanta pressa, de um jeito delicado. Não digo, necessariamente, ‘ delicado’, referindo-me a carinho. Não, carinho se tem pelas coisas que nos cativa. A vida nem sempre nos cativa, pelo contrário, muitas vezes, nos arrasta , intimida diante do queContinuar lendo “Quando a vida pede um pouco mais de calma”
Fernando Pessoa
” Deixa que o meu olhar desça Ao fundo da tua alma, Que olhando-te te conheça E saiba o que há sob a calma Do teu ser visto tão suave Como o voar de uma ave. … Deixa que eu olhe os teus olhos E fite os não ver Mas só perceber Uma alma àContinuar lendo “Fernando Pessoa”