Quando a vida pede um pouco mais de calma

Às vezes, a vida nos permite apreciar o tempo presente, esse que se vive com tanta pressa, de um jeito delicado. Não digo, necessariamente, ‘ delicado’, referindo-me a carinho. Não, carinho se tem pelas coisas que nos cativa. A vida nem sempre nos cativa, pelo contrário, muitas vezes, nos arrasta , intimida diante do que precisamos decifrar para compreender o verdadeiro sentido de estarmos vivos.

O processo de construção continua daquilo somos, é doloroso. Todos dias temos que nascer de novo. Temos que nos despir de alma se quisermos de fato, agregar algum valor, ao invés de ficar parado no tempo, revivendo acontecimentos que nos impede de progredir.

A vida sempre nos pega pelo avesso, sempre nos ensina pelo lado mais dolorido. É impressionante como tudo aquilo se precisa aprender, ela é tão sincera, tão franca, tão cara limpa que nos encanta. Você já viu pessoas assim, tão inteiras, donas de si mesmas? São pessoas que foram sendo costuradas pelos seus avessos, ou seja, de ” dentro pra fora”. São pessoas que aprenderam com suas dores, e não usaram de subterfúgios para se esconder.

Quando essas pessoas vivem os seus dramas, elas escolhem calar, ainda que por dentro, o silêncio seja o seu grito mais forte. É maravilhoso encontrar um ser humano tão grande, tão completo. Gente que nos é um exemplo, de força e superação,porque nos ensina a querer percorrer os mesmos caminhos, para conseguir também alcançar tal fortaleza.

Quem aprende a se decifrar, consegue lidar melhor com os seus conflitos. Sabem se colocar no lugar do outro. Claro, que muitos, em meios aos questionamentos da vida são resilentes, não se dobram. Todavia, os que se deixam aprender, sempre tem o que agregar.

De alguma maneira, porque sabem que o valor de uma envergadura saudável, é capaz de muito na vida de uma pessoa. E por mais dolorido que seja, a vida delas foram sendo construídas dentro de uma calmaria, que não nasceu de maneira repentina. Não, tudo vem de um contexto, onde elas não puderam se esconder, como tanta outras fazem. Não se anularam diante de suas fragilidades, mas souberam fazer das lágrimas verdadeiras ‘ gotas de orvalho ‘ e assim, cativar dentro de si, a poesia que há nos dias, mesmos os mais tristes .

[…]

Aprenderam a considerar o valor de ser verdadeiros consigo mesmo, é uma dádiva. E embora, muitos não consiga entender, a vida precisa desse momento de calmaria. É quando se tem um pouco mais ‘de alma…’. A alma é necessária para se construir a calma. Tem gente que não. Dependo do que aconteça, vira carrasco de si. A irritabilidade, a arrogância faz com que se esquivem de coisas tão importantes para o ser humano, que é justamente esse aprender a se relacionar consigo.

É interessante mergulhar em nós mesmos, aprender a contemplar a beleza que há no silêncio. Não ser escravo das emoções, agir sem pensar. Isso é o que nos diferencia dos demais, é esse poder de negociar, ter flexibilidade para obter algo no momento certo, respeitando o movimento da vida. De fato, é o que nos torna pessoas melhores…

…eterno aprendizes!

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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