Arquivos do autor:VEM comigo!
Mário de Andrade
” Parece que sou todo instinto…Não é verdade. Há no meu livro, e não me desagrada, tendência proporcionalmente intelectualista. Que quer você? Consigo passar minhas sedas sem pagar direitos. Mas é psicologicamente impossível livrar- me das injeções e dos tônicos…” Mário de Andrade. ( Textos Selecionados). Editora Nova Cultural. São Paulo. 1990 VEM comigo! MariiContinuar lendo “Mário de Andrade”
Carlos Drummond de Andrade
” Não rimarei a palavra sono Com a incorrespondente palavra outono. Rimarei com palavra carne ou qualquer outra, que todas me convêm. As palavras não nascem amarradas, Elas saltam, se beijam, se dissolvem, no céu livre por vezes um desenho, são puras, largas, autênticas, indevassáveis. Um pedra no meio do caminho ou apenas um rastro,Continuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
Cláudio Manuel da Costa
Já me enfado de ouvir veste alarido, Com que se engana o mundo em seu cuidado; Quero ver entre as peles, e o cajado, Se melhora a fortuna de partido. […] Aquele adore as roupas de alto preço, Um siga a ostentação, outro a vaidade; Todos se enganam com igual excesso. Eu não chamo aContinuar lendo “Cláudio Manuel da Costa”
Gregório de Matos
” Sentimo-nos confusos, e teimosos, Pois não damos remédios às já passadas, Nem prevemos tampouco as esperadas. Como que estamos delas desejosos “. Gregório de Matos. ( Poemas escolhidos. Organização de José Miguel Wisnik. São Paulo: Cultrix, p 44) Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013 Marii Freire Pereira VEM comigo! Santarém,Continuar lendo “Gregório de Matos”
Vinicius de Moraes
” Se você está pensando Que eu estou me importando Claro que estou eu estou Eu não sou feito essa gente Que ama e de repente Tchau, e se cuida Não, eu sofri muito, demais Porque a minha grande paz Vinha toda de você É, pus você alto demais Com cuidados tão legais Que nemContinuar lendo “Vinicius de Moraes”
Nota de esclarecimento
Eu Marii Freire Pereira, por infelicidade acabei pegando uma imagem de um blog que curti. Pedi permissão para pegar a imagem, a pessoa que administra esse blog não permitiu, só que isso deu-se em um segundo momento, quando infelizmente eu já havia publicado a tal imagem ( folha) com um poema de Quintana. A pessoaContinuar lendo “Nota de esclarecimento”
Pablo Neruda
” … Sim, senhor, tudo o que queria, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam…Prosterno-me diante delas…Amo- as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as…Amo tanto as palavras…As inesperadas…As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem…Vocábularios amados…Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma,Continuar lendo “Pablo Neruda”
Fernando Pessoa
” Relógio, morre _ Momentos vão… Nada já ocorre Ao coração Senão, senão… Bem que perdi, Mal que deixei, Nada aqui Montes sem lei Onde estarei… Ninguém comigo! Desejo ou tenho? Sou o inimigo _ De onde é que venho? O que é que estranho? ( Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. P.521) LiteraturaContinuar lendo “Fernando Pessoa”