Carlos Drummond de Andrade

Até hoje perplexo

ante o que murchou

e não eram pétalas.

De como este banco

não reteve forma,

cor ou lembrança.

Nem esta árvore

balança o galho

que balançava.

Tudo foi breve

e definitivo.

Eis está gravado

não no ar, em mim,

que por minha vez

escrevo, dissipo.

Carlos Drummond de Andrade. Ontem. A Rosa Do Povo. Círculo do Livro. São Paulo, 1945

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 16 de maio de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

4 comentários em “Carlos Drummond de Andrade

  1. Subi a escada de papelão
    Imaginada
    Invocação
    Não leva a nada
    Não leva não
    É só uma escada de papelão

    Há outra entrada no Paraíso
    Mais apertada
    Mais sim senhor
    Foi inventada
    Por um anão
    E está guardada
    Por um dragão

    Eu só conheço
    Esse caminho
    Doe Paraíso

    Curtir

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