Voto Feminino no Brasil

Ao longo da história, os opositores de nossos direitos, dentre eles o voto, tentaram de todas as formas “ justificar “ condições para nos colocar como seres de segundo plano; visto que, dentre os critérios usados estava a educação recebida ( quando recebida!), o que tinha ligação direta com a “ incapacidade feminina de entender questões políticas “, isso na prática, era uma arma de manipulação eficaz usada durante séculos, por grandes pensadores; gente influente da época, como é o caso do filósofos Jean – Jacques Rousseau em ( Émile – 1762) para elevar essa coisa absurda de que mulher não podia “ isso “ ou “ aquilo”. Imagine falas como essa proferidas por Rousseau, um nome incrível e que tinha obras lidas por toda Europa e também nas Américas? Autoridade intelectual respeitadíssima, mas que infelizmente, era um desses opositores ao direitos da mulher, como aqueles que se mostram na atualidade.

Essa máxima de que “ a mulher não era inteligente “, que não podia opinar, que devia cuidar somente da família, entre outros, reflete essa “ condição “ criada e fortemente defendida por falas e pensamentos de outra época. Na é que a mulher não fosse capaz! Sempre foi. Mas, tiraram dela essa capacidade de fala, de estar nos lugares que hoje elas brigam para ocupar. A reivindicação por direitos ( direito da mulher) vem de toda uma insatisfação gerada por anos da negação de seus direitos. Negaram seus direitos políticos, entre vários outros. E por quê isso aconteceu? Porque colocar essa mulher para viver coisas pequenas, causava desequilíbrio na balança; dando a sensação que o peso maior, estava do outro ou seja, o bem-estar se voltava ao masculino. E de fato, a briga se volta para os privilégios; para o poder, dentre eles, determinar o lugar da mulher.

Por que os homens recebiam uma educação de qualidade, por que eles tinha o poder para tomar grandes decisões, para defender as suas ideias, assim como os seus ideais? Estamos falando de uma sociedade masculina, onde todo poder passa pelas mãos dos homens ou seja, pelas mãos do pai, do marido, do irmão. E quanto a mulher?

Homens bem informados ( homens que recebiam uma educação de qualidade, como dito anteriormente, mostravam seus pensamentos por meio de críticas ácidas e, sustentava isso, como vemos essa gente que é contra os direitos da mulher fazendo esse tipo coisa de hoje. Independente de ser “ x” ou “ y”. Gente com grandes projetos buscar justificar falas absurdas. Isso é projeto; isso é poder, especialmente poder daqueles que se declaram grandes chefes de família.

Ao longo da história, a mulher foi tratada como projeção da sombra masculina “

Ao longo da história, a mulher era uma extensão do masculino, sem direito ou poder de escolha. E hoje a pergunta é: as mulheres vão deixar isso acontecer ou seja, irão voltar a esses lugares determinados à elas? Irão consentir ou viver somente sob a decisão e consentimento do marido em grandes decisões. O voto é um delas. As mulheres querem simplesmente “ obedecer “ regras como essa? Hoje, a mulher é um ser responsável e que participa da vida publica; ela faz as suas escolhas, inclusive, decide em quem votar. A mulher pode fazer boas escolhas, inclusive, escolhas políticas com apoiadores ou sem, porque isso lhes é um direito.

Apesar de pensamentos e falas que tentam implantar tais divergências sobre um passado negacionista, temos que compreender que o voto é um direito conquistado; obviamente que vem de uma questão abissal e que, nos coloca diante da ciência de grandes decisões. Em 1932, conquistamos esse direito e depois dele, muitos outros. Depois do voto feminino no Brasil, até hoje, discordamos e concordamos com aquilo que melhor atende aos nossos interesses. Isso é também democracia, é sobretudo ter liberdade de escolha.

Marii Freire. Voto Feminino no Brasil

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: autoral

Fonte:

O VOTO FEMININO NO BRASIL

MARQUES, Teresa Cristina de Novaes. 2 ed. Brasília: Câmara dos Deputados. Edição Canara. 2019

Santarém-Pá 7 de julho de 2026/Amazônia Brasil

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante