Quando falamos em voto feminino no Brasil , devemos lembrar que até 1932, as mulheres eram privadas de vários direitos. E na prática, se podia dizer que elas não tinham direitos mesmo. A questão é tão profunda que, cabia a mulher somente o papel de submissão. Essa realidade só muda com a luta das sufragistas. Dentre os nomes dessas mulheres que lutaram pelos os nossos direitos, temos o de Berta Lutz. Ela é uma das protagonistas que ajudaram a mudar a historia.
Por que voltar esse olhar para o passado? Por conta de especulações que sugiram com a fala de Paulo Figueiredo, ao introduzir um pensamento retrogrado a respeito do voto das mulheres. Paulo afirma que “ as mulheres votam muito mal”
Não devemos nos enganar, porque esse arsenal de horror ( Sim, porque nos EUA, existe um movimento que questiona o voto feminino) e lá, isso cresce sorrateiramente.
Todavia, no Brasil temos que voltar os olhos para aquilo que não deve ser questionado que é o direito ao voto. Como dito anteriormente, este é, um direito conquistado em 1932. Só então, o panorama do Brasil muda. E levantar tal questionamento, além de um atraso, é um desrespeito com as mulheres.
As mulheres participam da vida pública, decidem o que querem, porque ao longo do tempo foram conquistando vários outros direitos e lugares de falas, sem depender necessariamente, da vontade do marido para isso.
Ora, a mulher pode votar em quem ela quiser, até porque o voto é individual. Querer interferir nisso, trata-se de uma violação de direitos; um atraso indefensável. Fica aqui o meu repúdio.
Marii Freire. O Voto Feminino no Brasil
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Imagem: autoral/IA
Santarém-PÁ, de julho de 2026/Amazônia/Brasil
