Feminicídio

O Fantástico exibiu ontem, 31 de junho de 2022 uma matéria sobre o tema Feminicídio. Narrou a história de Bruna, a jovem que ficou paraplégica depois da tentativa de feminicídio que sofreu por parte de seu namorado.
A história dessa jovem, junta-se a muitas outras que, infelizmente, têm um desfecho doloroso, porque as mulheres que sobrevivem a histórias como essa, acabam ficando com alguma sequelas físicas.
É notório como Brunas, Marias ( Maria da Penha), e outras vítimas sem rostos ( anônimas), quase perderam a vida por serem mulheres. Estas, ” SÃO SOBREVIVENTES DE TENTATIVA DE FEMINICÍDIO “, que hoje podem contar suas histórias de luta e superação a muitas outras mulheres que passaram e passam pelo mesmo problema que éa violência. Mas, essa história não fica só por aqui. Pelo contrário, se alonga…
Infelizmente, o Fantástico mostrou uma estatística muito preocupante em relação a essa violência. A Bruna, citada na matéria quase fez parte da estatística de ” um crime que em 2021 matou 3,8 mil mulheres no Brasil”. Os casos de feminicídio pedem atenção, em especial a proteção à vida das mulheres que são assassinadas quase sempre por motivo fútil. O Estado precisa atuar mais, principalmente, dando visibilidade ao tema da violência conta a mulher.

Marii Freire. Feminicídio


Imagem ( crédito: Marii Freire)

https://Pensamentos.me/VEM comigo!/ matéria via Facebook e Instagram

Fonte:

https://g1.globo.com

Santarém, Pá 1 de agosto de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

9 comentários em “Feminicídio

    1. Eu li uma matéria, na verdade (foi só a chamada da matéria) outro dia, de um caso em que o marido matou a esposa e justificou assim: ” Essa aí nunca mais trai”. Neste caso, eu concordo perfeitamente com você ” É covardia”. Ora, imagine, uma mulher é traída, e engole à seco a situação ( é o que a maioria) das mulheres fazem dentro da nossa família tradicional. Mas isso não vem ao caso. O problema, é que isso é um motivo fútil. E o absurdo é esse: motivo fútil. Muitas mulheres são assassinadas por ano, por razões que não justifica a morte de nenhuma delas.
      Penso que algo deve ser feito nesse sentido para tentar mudar essa realidade. O Estado tem que contribuir com isso, digo ” com a tentativa de mudar ” essa situação. Tem muita mulher morrendo, e na maioria das vezes você observa com requinte de crueldade porque o homem não aceita ser desapontado. E aí, entra aquele texto que escrevi: Presa Ingênua. Ou essa mulher faz ” religiosamente ” o que ele quer, ou ela amanhece um dia com uma bala na testa, e o sujeito ” justificando” a barbaridade. Não pode. É por isso que o Estado tem que atuar dando mais visibilidade a casos de violência contra a mulher. E a lei precisa ser mais severa para ser respeitada. Do contrário, essa estatística relação ao feminicídio só cresce.

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      1. Muito correta…eu também diria que nos últimos anos a situação da mulher perante a violência piorou muito, devido, acredito eu, a conivência de algumas igrejas que tratam a posição da mulher como obrigatoriamente submissa. Também a questão do Estado como um todo, que neste governo regrediu uns 100 anos, além de, é claro, armar a população despreparada.

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