Por que falar sobre violência contra a mulher causa incômodo em alguns homens?

Que a violência é um problema social, isso todo mundo sabe. Da mesma forma que, se tem conhecimento que o silêncio é um logradouro de violações de direito. Situações como: ameaças, humilhações, violência psicológica e física, são bastante comum em relação a comportamentos violentos.

Falar sobre violência contra a mulher, violência doméstica por exemplo, é por em xeque certezas antigas relacionadas ao machismo. Quando você coloca situações que expõe essa violência, os ataques são certeiros. Estes podem começar de forma sutil ou simplesmente fulminante. É preciso refletir o seguinte ” Falar sobre violência não é agir com violência, é debater o problema”. É sim, antes de mais nada, trazer a situação à baila e explorar os seus mecanismos.

Na maioria dos casos que envolvem violência violência contra a mulher ou mesmo a violência doméstica, nota-se que há um comportamento violento por um dos parceiros ou até por ambas as partes. Em geral, o homem tem mais aquilo que se chama de sinal agressivo. Porque por qualquer motivo, ele se sente superior, ou seja, mostra traços que denota poder dentro da relação. Ele não quer saber se é uma relação pautada no direito. Ele é o próprio direito. Há homens que ameaçam, desdenham, agridem a companheira, ou seja, fazem isso no sentido de procurar desestabilizar a pessoa, que no caso é a vítima.

“O homem que agride é o mesmo que seduz”. Não é estranho dizer isso? Sim, mas esse homem é um sedutor social. Ele é aquela figura que todos gostam. Então, pode-se dizer que ele tem esse trunfo. É a pessoa gentil e educada que ao estar com a mulher a sós, faz ” joguinhos” manipulação, causa desconforto emocional, e ainda, faz com que ela pareça ” louca” ou culpada por uma determinadasituação. Só para você ter uma ideia, um abusador emocional por exemplo, não é alguém que chega dizendo o que pensa. Não, ele é educado, sutil nas palavras. Ora, recordo que outro dia, gravando alguns vídeos sobre violência doméstica, uma pessoa veio me dizer que não gostava de machismo, feminismo, intolerância, homofobia e uma série de situações. Eu, percebendo o que ele estava tentando pegar gancho no feminismo, para tocar no assunto relacionado a violência que eu trabava, gentilmente o respondi afirmando que não gosto da falta de respeito em relação a nenhuma das situações por ele citadas. E que todas essas questões foram criadas há séculos, e que não dependia nem do meu aval, nem do dele para que essas tudo isso fosse capaz de causar um problema enorme na vida das pessoas. E que, gostando ou não, elas se fazem presente em nosso meio. Ele voltou a citar que não gostava de “machismo e feminismo”. Eu, ” concordo “. Agora, se tem algo que podemos fazer étratar as pessoascom o devido respeitoque elas merecem. Mas essa ” desigualdade” no tratar, sempre irá existir. Só não se pode é torná-la mais delicadas.

O que se precisa fazer é buscar estratégias para se trabalhar a ruptura desde ciclo de abuso. Se eu o desse consentimento diante daquela colocação, ele fortaleceria os seus argumentos persuasivos em relação ao feminismo- o eu não estava tratando naquele momento. Mas, se eu por caso, não soubesse argumentar, ele faria com que parecesse que a minha fala estivesse ligada a pauta feminista, o que não é minha proposta. Falar sobre violência não é tecer crítica sobre os homens, mas acolher aquela situação e mostra os possíveis caminhos para diluir os seus efeitos.

“É preciso falar sobre violência para poder sensibilizar a mulher sobre o problema “

Há situações em que a fala da mulher é controlada, como a minha tentou ser. Ela é provocada, ainda que ” sutilmente ” por homens que têm um comportamentos machista. Há dificuldade de algumas mulheres perceberem essa questão émuito grande. Por isso que, é importante avaliar o que está por trás da fala de quem tenta causar desconforto ou mesmo, controlar situações que intimidam você. A questão da violência ou mesmo do abuso está relacionada ao poder psíquico que uma pessoa tem sobre a outra. Veja bem, isto, quando nos referimos a parceiros/parceiras. Entenda uma coisa: Por mais ” educado ” que essa pessoa seja na sua forma de tratar, você tem que saber identificar essa questão na fala, o que ela tenta atingir. Um agressor sempre será capaz de identificar a sua vítima.

Os homens são violentos por natureza. A forma de agir de alguns causa traumas com frequêncianas mulheres. O fato é que, o problema tem origem na própria cultural. O machismo é resquício do patriarcado. Às vezes, esse homem age por instinto. E aí, comete agressões. Um agressor sabe identificar a fragilidade de sua vítima, torno a dizer isto. E se você quer saber o porquê, eu respondo ” pelo grau de fragilidade ” que ele tem acerca daquela pessoa.

Um agressor toda vez que se sentir incomodado, ele vai reagir agredindo, nunca conversando de forma saudável. A vítima por sua vez, irá se “recolher” num canto, a procura de proteção. Talvez, é por isso que muitos homens se sintam fortes; é porque sabe que pode contar com o silêncio de quem não oferece resistência. E ter essa voz que toca no assunto é uma forma que venha desestabilizar esse homem, pode ser algo visto como uma ameaça e, isto justifique o incômodo.

Vale ressaltar que é preciso falar sobre violência, e também comportamento machista para que não abra espaço espaço ainda mais a questão da desigualdade entre homens e mulheres. É necessário vivermos num ambiente transformador, seguro a todos.

Marii Freire Pereira

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: pinterest/Canção Nova

Santarém, Pá 6 de maio de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

4 comentários em “Por que falar sobre violência contra a mulher causa incômodo em alguns homens?

    1. Se você, não for uma pessoa com conhecimento, e ter firmeza diante do seu ponto de visto, eles te convencem do contrário. O discurso persuasivo, é ” perfeito ” pronto. E você, tem que saber argumentar, sem se desviar do foco.

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Comentários encerrados.

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