” São fáceis porque são pobres “

” São fáceis porque são pobres “

Arthur do Val.

Essa é uma frase certamente infeliz. Quem disse foi Arthur do Val pré- candidato pelo Podemos ao governo de São Paulo. De cunho machista e sexista, Arthur fez referência às mulheres ucranianas, exaltando a beleza e o estado de vulnerabilidade em que estas se encontram devido esse momento delicado que vive aquele país. Arthur foi enviado para ajudar os refugiados, e acabou criando mais embaraço a situação por agir de forma ofensiva do que cumprindo o seu papel.

Um capítulo nefasto diante da angústia de muitos. Infelizmente, a fala de Arthur atentou contra a honra de todas as mulheres do mundo. É preciso haver mais respeito, bem como, compreensão a situação daquele país que vive uma guerra. A verdade é que após todo emblema causado por um comportamento reprovável, obviamente por toda sociedade, cabe haver também providência jurídicas para averiguar a conduta de Arthur quanto a sua fala; uma vez que toda todas nós mulheres.

Chega de violência contra a mulher

” Triste, não? 8 de março tão próximo e tantas coisas para discutir acerca da mulher, e temos mais essa frase infeliz, que é certamente, reflexo de um comportamento machista; bastante comum em nossa sociedade. Infelizmente, essa maneira grotesca de se expressar do deputado, vai de encontro ao direito a todas as mulheres”.

É comum vermos certos comportamentos machistas manifestados através de falas como a de Arthur, ou seja, são situações que acontecem em diferentes ambientes, e são replicadas diariamente. Podemos dizer que são as mais diversas manifestações que presenciamos. A maioria ainda permanece de forma silenciosa, o que causa sofrimento na vida das mulheres que se tornam vítimas desse tipo de conduta com frequência. É preciso dizer que, apesar de tanto termos avançados em questão de direitos, em meio às mudanças culturais, e sociais também, muito dessa “bagagem do passado ” que se carrega, alguns comportamentos são difíceis de serem mudados. É preciso um trabalho mais sério de conscientização, para que o seu resultado promova à reflexão necessária que a sociedade precisa para atenuar essas situações que são vexatórias a todos nós. Não é só as mulheres que perdem, são os homens também.

O legado maior do patriarcado é esse: o machismo. Há resquícios dele todos os dias nos mais diversos ambientes, causando ruídos ou não, o machismo vive entre nós, e muitas vezes, de forma natural. Existe a aceitação do machismo. Hoje, diante dos novos moldes que a sociedade precisa se adequar, é que vem surgindo os questionamentos. Isso é bom, porque precisamos viver com mais respeito e forma harmoniosa, e não voltando aos modos arcaicos.

Quando pensamos que já sofremos tanta coisa, que já fomos violentadas, menosprezadas, e inferiorizadas por conta da lei do mais forte, do que manda, do que altera os fatos, a sua maneira, é que podemos calcular o nosso prejuízo. A verdade é que, a mulher ainda é vista como um objeto masculino. Alguém que tem a utilidade de servi-lo conforme as suas vontades, dentre elas, a sexual.

É sábio que numa guerra, existe uma vulnerabilidade maior em relação a mulher. Muitas são violentadas. E se quem deveria oferecer ajuda, se comporta de forma que, venhar envergonhar o seu país, o seu trabalho, torna-se desnecessário por macular a honra dessas mulheres. Definitivamente, não é isso que queremos. Nós mulheres, queremos respeito.

A minha intenção aqui, não é censurar, nem criticar, mas chamar atenção acerca de nossos direitos. Infelizmente, essa violência atinge a todas nós: pretas, brancas, indígenas, ricas e pobres. Atinge todas as mulheres!

Mulheres

A nossa nossa luta é árdua. E acredite, não permite escape. É combatendo o machismo nosso de cada dia, que vamos vencer essa violência. Vamos vencer não só, o machismo, o ódio, a misoginia, o preconceito e a intolerância. Os nossos traumas não nos paralisa. Ao contrário, mostra o caminho que devemos percorrer.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem & criação: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 6 de março de 2022

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós- graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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