Se dilacerou é porque não era Amor

O amor é uma marca forte na trajetória humana. Quem passou por essa vida e não amou, não viveu. O amor que tem tantas denominações, facetas inclusive, é um prazer a mais a ser ” degustado” suavemente como um bom vinho. O amor é um regozijo humano na terra. Se nasce e morre muitas vezes, desejando um amor verdadeiro. Ninguém ama depois que morre, o amor enquanto sentimento vive na memória daqueles que cativam a nobreza desse sentimento único e humano, capaz de estreitar diferenças entre pessoas. Claro, o amor enquanto ” comportamento ” vive sob os designos de nossas ações. Por isso, ele deve ser aproveitado ao máximo por duas pessoas que se amam, ou que estejam genuinamente apaixonadas.

Quando as pessoas estão apaixonados, elas ” inventam” situações que cria um certo encaminhamento pela outra. Na verdade, você não ama a outra pessoa, você ama aquilo que você projeta sobre a imagem ela. O amor é uma expressão do que há de bonito em nós. A outra pessoa, ela representa parte importante do que eu por exemplo, preciso para viver esse amor. Então, há essa necessidade de ter o outro. Curioso, mas se por acaso, a ideia de amor que tenho por alguém, for rompida ou ” dilacerada” com o passar do tempo, ela acaba. É ou não é verdade? É verdade. Alguém já se perguntou por que isso acontece? Porque a paixão que é o que prevalece no primeiro momento, ela entra em contradição. Ora, imagine, eu tenho nas mãos o meu objeto de desejo, enquanto essa pessoa tem qualidades que correspondem ao valor do que eu quero para alimentar os meus vícios, essa paixão arde em brasas. Claro, a princípio, movida pelo desejo sexual. É comum que no início, tudo seja intenso demais, só com o tempo é que as coisas acalmam. Com o tempo tudo tende a melhorar para umas pessoas, outras não, para muitas pioram. O sexo por exemplo, é uma coisa que melhora.

O sexo é bom, é um balé prazeroso da vida. Você observa que a ferramenta mais importante do sexo é ” vir e ir..”. Claro, mais do que um convite a própria ordem da vida ( procriação), o sexo quando estamos apaixonados pela pessoa amada, torna-se uma coisa avassaladora, tanto quanto a paixão. Na verdade, há uma relaçãode troca entre duas pessoas, que pode ser definida por carinho, cuidado, proteção inclusive, porque sexo não é só a parte mecânica, há também a dedicação, a tentativa viciosa de domar o parceiro na cama e fora dela. Quando uma pessoa se apaixona por outra por exemplo, ela restringe as chamadas ” puladas de cerca” porque aquela pessoa que ela estar, atende as suas expectativas. Então, você até nota o termo fidelidade fica melhor de ser trabalhado. A fidelidade como dedicação exclusiva, não como obrigação, porque tudo o que é visto como obrigação torna-se chato pra relação. Não que não seja necessário, é. Fidelidade também sugere uma coisa chamada responsabilidade.

No período em que a paixão é intensa, tudo é maravilhoso, a comunicação que é o termômetro principal do casal, é um fator que contribue para que eles vivam o ápice daquele envolvimento. Os esforços como forma de recompensa e valorização da relação são maiores do que os próprios desgastes. Você nota que muita coisa boa acontece. A pessoa quando está amando, ela simplesmente, deixa de lado a ideia de “caçador” por um determinado tempo. A conduta dela, acaba sendo norteada pelo interesse que há dentro dentro dessa troca mútua da relação. Aliás, cessa a necessidade da procura, ou seja, ela deixa ” os petiscos ” por aí ” para quem queira” e passa a investir somente nessa ideia que persite em relação ao amor da pessoaamada. A máxima que existe em relação a isso é que ” deixa- se de procurar algo ou alguém, quando nos sentimos completos”.

Vale ressaltar que enquanto não houver o preenchimento total dessa necessidade, você sempre fica estabelecendo comunicação com alguém, até findar aquela insistência de procurar ” aquilo que falta”. A lógica nesse caso é que, o ser humano é perseguido pelas suas inquietações, e o amor, ou o parceiro ideal é uma dessas coisas que perturam muito cada indivíduo, porque ele tem que encontrar alguém que possa dividir os receios, desejos, angústias e uma série de situações que faz parte da vida de um casal.

” Toda procura cessa quando se encontra o objeto de nossos desejos”

Só pra você ter uma ideia, existem milhões de pessoas no mundo todo, querendo encontrar um parceiro ou parceira ideal para viver um amor verdadeiro. Vemos muito essa questão em relação a mulher. A mulher quando ela ama, ou quando está procurando alguém para amar, ela é inteira, intensa e ao mesmo tempo, suave. A mulher usa a emoção, lógica, razão e tudo mais para ter uma boa companhia ao lado dela. Na verdade, cria uma certa barreira de proteção dos próprios sentimentos em relação ao homem que desperta o seu interesse, não deixando por exemplo, que outros homens consigam ter nenhum avanço nesse processo de conquista em relação a elas. Por exemplo, quando uma mulher ama um homem, nenhum outro tem chances com ela por mais que sejam calenteadoras as suas investidas costumam ter como resultado, o fracasso. A responsabilidade afetiva que uma mulher tem em relação ao parceiro é algo verdadeiro. Para que ela venha quebrar isso, o homem que ser muito escroto a ponto de não respeitá-la. A mulher é tempestiva, exposta e ” rasgao verbo” se preciso for diante de certas questões referentes ao amor. Há uma entrega verdadeira. Agora, o que não é bom em relação a essa entrega, ela paga um preço cara demais por isso.

A questão da entrega feminina ser intensa, não é porque a mulher é boba. É que culturalmente, isso é imposto à mulher. Hoje não mais existem tantas obrigação. Mas, alguns comportamentos, dentre eles, o feminino, o de amar e fazer com que o amor não mude através do tempo, ou dos maus tratos, é algo que tem uma ligação com o passado. A mulher poderia sofrer horrores, mas o sucesso da relação era responsabilidades dela mulher, ainda que os interesses mudassem, as crises e uma série de problemas, a mulher tinha que viver de modo a levar o casamento adiante sob qualquer circunstância. Então, você nota que isso vai passando de geração em geração. Quantas mulheres lindas, não sofrem por conta de homens que as tratam com desprezo? Muitas. A cultura do abandono ( o que sempre deixou a mulher muito mais vulnerável ao sofrimento sempre existiu). Às vezes, vemos mulheres sofrendo por conta de escândalos publicos” algumas fingem que não são com elas” outras não, não admitem que lhes façam de tolas. Essas são mulheres muito mais firmes e conscientes. Mas, não significa que elas não sintam a dor do abandono, sentem. Evidente, que sentem. Porém, não se entregam com facilidade. Elas mudam, colocam um ponto final nas suas histórias, mas se negam a viver o amor de qualquer maneira.

A pergunta clássica que fica nesse texto é a seguinte: O homem por que ele abandona? Porque homem não tem coragem de terminar a relação. Mulher não, ela vai sinalizando o que não está bom, ela chama a atenção do parceiro diversas vezes. A mulher é muito mais ética nessa parte de procurar esclarecer maus-entendidos. O homem não, ele sai…” é seco”. Dentro dessa cultura do abandono, o que posso dizer é que somos seres gregários, a gente não gosta de ficar sozinhos. Você observa que tem casais que mesmo não tendo mais relação sexual, eles optam por viver juntos, do que necessariamente se separar.

” Viver juntos ou separados é uma escolha”

As pessoas sempre sabem o que é melhor para elas. Se no auge do amor há compreensão entre o casal para conversar e viver bem, também é conversando e buscando o bem para ambas as partes que se deseja o melhor para quem desejar seguir sozinho. O que não pode é viver sob constantes mentiras, abusos, maus tratos, isso definitivamente não.

É triste constatar que a relação acaba, e que muitas vezes, a mulheres de uma maneira consciente procuram superar uma relação fracassada. Não é fácil, tanto que ela ainda fica no início, alimentando alguma esperança. Muitas inclusive, sofrem horres, se lamentam por falta de discernimento.

” Como mulher, eu fico profundamente triste ao observar como a falta de entendimento faz uma mulher sofrer por um homem que a despreza”.

Se dilacerou é porque não era Amor, ou não se amou como deveria. Lamentar não resolve muito. Portanto, resta cada um procurar viver de modo a se sentir bem com as suas novas escolhas. O amor é um sentimento universal, todos nós nós apaixonamos. Só damos amor se o tivermos. Do contrário, não se pode vivê-lo de qualquer maneira. O amor passa pela experiência do amadurecimento, mas não significa que, enquanto se amadutece, se aceite o sofrimento. O amor tem que ser gratuito e espontâneo para ser…Amor.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem & criação: Marii Freire Pereira/ pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pa 8 de novembro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

10 comentários em “Se dilacerou é porque não era Amor

      1. Muito do que escrevo, faz com que algumas pessoas venham falar comigo sobre as suas experiências pessoais. No início, eu por não ter experiência fiquei assustada, e confesso que assusta hoje ainda. Esse texto, eu criei parte dele baseado na história de uma pessoa me pediu ajuda por conta de uma situação que vive, e como tenho vídeos que trata dessa questão de violência doméstica e relacionamento abusivo, além dos temas sobre relacionamento saudável que escrevo aqui, eu acabo atraindo essas pessoa de forma que elas veem alguma referência em mim. E algo realmente me tocou ao ver, uma pessoa linda sofrendo por outra que a despreza. E eu acabei tomando a liberdade de por no texto que isso nem é uma fraqueza da mulher, embora falte-lhe entendimento muitas vezes. Mas, é uma questão cultural mesmo. A mulher ela traz consigo essa coisa da obrigação de saber conduzir a relação, o casamento, o namoro. Menina!… a mulher precisa evoluir em muita coisa, principalmente na forma de pensar

        Curtir

Comentários encerrados.

%d blogueiros gostam disto: