Pensamentos.me/ VEM comigo!

Reflita:
” EU NUNCA OUVI TANTO LIXO NA MINHA VIDA.”

Quero convidar você a refletir sobre os nossos direitos, sobretudo a admissão da mulher na política, na sociedade como todo, o respeito as suas ideias, formas de tratamento e outras situações que citarei ao longo desse texto. Como cidadãs, nós mulheres temos os nossos direitos respeitados ou continuamos brigando por igualdade ? Você vai me dizer: não. O tratamento dado as mulheres são iguais, tanto politicamente, como na forma civil. Ok, até aí , eu concordo. Agora considere a sua participação, nas decisões ligadas ao lar e na vida pública. Tratamento igual ou diferente? Diferente.
Há uma divergencia no exercicio desses direitos. O que se observa na prática é que muitos deles não funcionam. Quando se diz por exemplo, que a mulher muito avançou, eu concordo. Mas, avancou em relação a conquista de seus direitos, a gente observa que esse ” avanco” ocorre em pequenos espaços da sociedade. No dia a dia, a situação é muito mais complexa. Veja: um senhor ” advogado ” que não vou citar o nome dele aqui, acredito que nem mereça ganhar destaque. Ele simplesmente falou algo inaceitável em relação as mulheres, principalmente por conta do que estamos vemos em relação aos casos de violência doméstica, que se nota um número crescente de casos de feminicídio no país. É um absurdo ouvir tanto lixo de uma pessoasó. Vamos ao que esse advogado falou, abre aspas:
” A mulher começou “resmungar”, ou “criar situações de ” mi, mi, mi”, larga”. ” tem tanta mulher para nós homens pegarmos”…” tanta mulher Para nos pergarmos” . Assim com futilidade. Veja, ele não tem a preocupe defender se a mulher sofre violência ou não. A tornozeleira eletrônica é algo que preocupa ele. Falou isso porque um dos clientes dele ” meteu a mão na mulher. Então é assim?…” deu problema joga fora?” Muito bem!!!!…”palmas para esse tipo de lixo”. O sujeito tenta o tempo inteiro ” desqualificar ” a fala da mulher. Não falar? Não fala por que? Tem que tolerar todo tipo de abuso para ” manter um homem de lado? “Aqui farroupilha!”…
Quanta injustiça sofremos justamente por ” silenciar”. O silêncio salva? Não. O silêncio foi um fator primordial para aumentar o número de casos de violência e assassinato de mulheres no país, e isso não é de agora, não. A violência é um problema social grave. É imoral falar da mulher com tanto desprezo, com tanta falta de consideração. Principalmente, nos dias atuais.
Nós mulheres devemos resistir à opressão masculina ” não ao machismo!”. O machismo expresso em opiniões como essa nos faz ficar sem voz. É vergonhoso isso. Expressar opiniões e atitudes como essa é nos desfavorecer como mulher: Lamentável ouvir que a ” mulher não possa resmungar”. Essa é também uma forma de afirmar que a igualdade de direito entre gêneros, não existe. Entenda: a mulher tem todo direito de expressar o que ela pensa. E mais, sem pensar que é um mero: ” bla..bla”. Tem que falar, dizer o que não gosta sem medo, sem culpa.
A mulher na história sempre foi um ser sem voz. A mulher nunca teve um papel definido. Ela nunca soube qual era o seu lugar. E eu pergunto a você: por que? Porque sempre disseram a essa mulher aonde ela deveria estar. É desagradável essa sensação de sufocamento que temos. ” não pode falar para não desagradar o homem “. Arcaico esse tipo de pensamento, não?
Quem é a mulher na história? É um vulto ainda? Que romântico é os’ pseudos papéis’ que nos deram. Viver sob a autoridade do pai, do irmão, do marido. Afinal, quem somos nós? Sobretudo em questão de segurança, em tentar resistir à opressão? Eu vos pergunto: ” quem somos nós ?Isso aqui, não se trata de um discurso feminista. É a fala de uma mulher consciente. Uma mulher que já sofreu inúmeras formas de violência…de adjetivos que nunca corresponderam ao seu caráter ou escolhas. Calunia, difamação, todas nós passamos pelos mesmos problemas; umas mais outras menos coisas, mas passamos. Eu como mulher, já ouvi tanta coisa: ‘ puta, sapatão, vagabunda. É esse tipo de situação que não devemos aceitar. Ouvir, aceitar e calar é dizer que nos concordamos como esse tipo de tratamento. É esse detalhe que nos isola, separa…’cria tabus’. Tira o direito à nossa liberdade, escolhas. Nao podem dizer o que devemos ser e fazer. Se incomodada e, não pudermos falar, pergunto eu: como esses direitos funcionam na prática?
Nós mulheres, não estamos pedindo favor. Nós não somos ” coitadinhas” como foi criada essa ideia de fragilidade em relação a figura feminina. Estamos sim, fazendo valer o nosso direito.

O DIREITO DE SER MULHER E SER RESPEITADA COMO MULHER.

Muito obrigada!

Marii Freire Pereira.

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pá 18 de Julho de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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