Suplício nos presídios

Os presídios oferecem condições medievais…
Não promovem a ressocialização dos detentos. E mais, razoavelmente são compatíveis com a nossa realidade.
Segundo Foucault, as leis penais, são criadas para uma parte da sociedade. Todavia, quem as cria, dificilmente faz uso destas.
Curioso, mas tudo é muito bem elaborado quando se trata de trazer segurança a sociedade, tira-se o indivíduo que age em desconformidade, ou seja, tem a reprovação social e lança-o para fora, acreditando que o afastando- o , livram- se do problema. Em geral, parlamentares tentam até endurecer algumas penas, quando se trata de crimes hediondos. mas isto, é quase demagogia, pois não trás solução.
Relatórios do INFOPEN revelam que mais de 75% da população carcerária é formada por analfabetos ou com baixa escolaridade. Daí, percebe-se que é preciso investir em educação e políticas públicas, como forma de promover mais oportunidades as pessoas e desta maneira, contribuir com a diminuição de criminalidade em nosso país. Em outras palavras, se faz necessário discutir e não jogar essas pessoas no fundo do cárcere acreditando que lá, elas não trarão mais problemas. A resposta positiva que a sociedade deseja, infelizmente, não virá da própria desordem que ela não é capaz de abrir as portas. Evidente que é necessário trabalhar o problema, porém, se faz necessário também buscar soluções.
Muitas pessoas acreditam que um aprimoramento duradouro possa ser eficaz. Mas não. É preciso investir na recuperação desse preso, torná-lo “cidadão ” novamente, para que ao sair e da prisão, não volte a cometer os mesmos crimes de antes. A reincidência é sem dúvida, um problema a mais para a sociedade.

” Artigo 63 – Verifica-se a reincidência quando o agente cometer novo crime”

É sabido que um crime é cometido porque este, acaba trazendo algumas vantagens a quem o cometer. Todavia, é importante ressaltar que não trabalhar esse preso, a sociedade acaba dando a ele também “mais poder” de agir contra esta. É um suplício para quem vive o desprezo de quem passa anos numa prisão sem a oportunidade de melhorar, através de novas oportunidades ” chances ” que esse preso merece, assim como também, a sociedade sente o peso do seu próprio fracasso pelo fato de so buscar solução através da punição. Só esta, não gera possibilidade de regeneralização do preso. Quando se trabalha muito essa parte, não se visa os objetivos principais que é nova atuacd3ste no mundo do crime.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem : pinterest. Vintage Everyday.

Fonte: Vigiar E Punir, Michel Foucault: Nascimento da Prisão . Artigo 63/ https://Castro 96.jusbrasil.com.br.INFOPEN/ justiça.gob.r

Santarém , Pá 28 de Maio de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

8 comentários em “Suplício nos presídios

  1. Sempre pensei neste assunto. Não sei se algo mudou como colocar estudantes de Direito para rever penas.
    A mentalidade no Brasil não permite recuperação. Misturam vários tipos de crimes. É a sensação que tenho.

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    1. Enquanto fazia faculdade de Direito, visitei algumas vezes o presídio Silvio Hall de Moura aqui, e o que se vê é um monte de pessoas vivendo num espaço mínimo. Parecem bichos enjaulados. Depende do presídio, alguns você olha de cima para baixo, digo ” anda na parte superior e eles estão na inferior. E aí eu te pergunto: tem como melhor essa realidade? As pessoas que estão ali dentro, na maioria das vezes, sofrendo inclusive pelo mínimo. Ora, se nascer um tumor na perna de um preso, ele fica dias sofrendo com aquilo, ou pega uma gripe e é fatal, pois todos pegam. Isso sem falar nas outras doença. É triste essa realidade Lembrando que o preso, ao entrar numa cadeia, perde a sua liberdade, não a sua dignidade. Alguns tratamentos são degradantes sim. A quem só queira a ” pena pela pela” ao indivíduo que de alguma forma infringiu algum direito na sociedade,l. E aí joga esse indivíduo no fundo do carcere, achando que lá é a resposta que a sociedade precisa, ou seja, que a cadeia o recuperar. Ledo engano!. A gente sabe que ao entrar numa cadeia, a pessoa muitas vezes, ela sai pior.
      (…)
      É um problema gigantesco. A verdade é que com pouquíssimas oportunidades, esse preso não sendo trabalho da maneira correta, acaba sendo uma resposta negativa a sociedade. Por que? Não deu a oportunidade para ele recomeçar. É um assunto longo e que vale muito a discussão.

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      1. Essa é uma questão complicada, Silvana. Veja, o estante de Direito sai “cru” da universidade. Muitos nem visitam o presídio, nem entendem da realidade que eles vão futuramente trabalhar. Aprendem o básico nas universidades. Isso, os que realmente se dedicam…
        ” estudar processos” é interessante. Agora ‘rever penas’, não estou segura disso. De fato, não cabe a eles, a pouca experiência os limita a tal questão.

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      2. Em relação as prisões, tem-se os mais diversos problemas, Silvana!
        Eu concordo com você quando diz que algo deveria ser repensado. Acredito que não basta prender por prender. Tem pessoas que inclusive, como passa em situações que se tornam públicas e chama atenção da não só da mídia, mas da própria sociedade por conta da injustiça. Casos que posso dizer” lamentável “. O Rui Barbosa dizia que : Justiça tardia era injustiça ” . Serve ao que você disse também. Muitos presos que passam por situações diversas em seus processos.

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    1. Gosto desse teu finalzinho: quem vive na prisão também é humano “. Pena que a sociedade quase sempre desprezar esse pensamento. A pessoa que vai cumprir pena seja lá por qual for o motivo, ela não perde a sua dignidade; perde a liberdade. É importante também respeitar os seus direitos

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Comentários encerrados.

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