No final da somatória, quem é você mesmo?

Quantas vezes, ao longo de nossas vidas, nos pegamos em nossos silêncios solitários, graves, úmidos? Várias. Considere, o ser humano dentro dessa realidade concreta, é um ser vulnerável a tudo. Ele, se deixa envolver em cada situação que nem imagina. Se diz livre, mas vive preso naquilo que pensa ser liberdade.

Estranho esse regozijo, não? Mas, nós Homens e mulheres, vivemos em função uns dos outros. Embora se diga o contrário. Quem nunca ouviu que p homem é um ser solitário? Nos dizem, e pior, nos ensinam que devemos administrar com sabedoria esse conceito inadmissível. Mas, a realidade é que vivemos isolados dentro de nós mesmos, não na maneira externa. A verdade é que nos envolvemos em brigas sem sentidos, tomamos as dores do outro, nos prendemos a religiões, ao conceito de que virgindade é algo valoroso. Não digo que não seja, para nós mulheres, serve para qualificar num primeiro momento, mas quando se deixa de ser virgem, é como se o ser humano nunca tivesse existido, ou seja, antes, não se tem visibilidade. Depois, se perde o valor […]. Afinal, quem somos? Somos, aquilo que somamos? Ou fantasmas da imaginação de outras pessoas?

” Não somos donos de nossas próprias vontades”

Vivemos, em cuja a vontade é realizar os desejos do outro. Se faz vontade de pai e mãe, irmão, amigo, namorado, marido, amante, patrão, banco, do seu carro que é aquela coisa irresistível, mas depende de você. Exagero, lhe parece tudo isso? Eu te pergunto, no final de toda essa somatória, quem é você mesmo? Quantos atropelamentos, quantas coisas a vida tira de você, os choques, os valores que temos, que tornam a nossa decência quase inexistente. Por certo, você concorda com o que estou falando, não se trata de nenhum absurdo, mas de uma realidade.

Muito se faz para ajudar na construção da realidade do outro. E a sua, quem ajuda? Você já observou a seguinte situação: há pessoas que só nos procuram quando precisam de dinheiro. Você é um caixa eletrônico? Sim, pois de acordo com os seu valor limite, aquela garantia da volta, pode ser uma certeza no final do mês. Eu te pergunto novamente: qual é o seu saldo, positivo ou negativo? São coisas que deixamos de enxergar. É como se colocando uma venda nos olhos, o mundo fosse ficar melhor. Deixa dizer algo pra você: não fica. embora, você não acredite: a gente só consegue sobreviver porque romantizar a vida. A realidade em nossa volta é bruta. “incomoda, mais do que acomoda.” Você só agregar na vida de uma pessoa por aquilo que disponibiliza a ela.

A nossa carta de alforria, não passa de uma interpretação imaginária. Nós, vivemos a sós. A dor, as dificuldades, estas, temos quando que digerir sozinhos. E isso, é porque não queremos incomodar ninguém. Mas, tem aqueles que nos faz de porto seguro. Acabou a utilidade, procuram zarpar […]. Nós, novamente vamos aprendendo acatar a ordem do silêncio.

Quem é você afinal? Essa é a pergunta que eu quero que você se faça? Qual é a sua utilidade, e o tanto que você se doa ao outro, é um saldo positivo que tem como resposta? Somos ousados nas causas alheias, mas nas nossas, a realidade é bastante complexa.

Pense nisso!

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: visaojurida.com

Santarém, Pá 16 de fevereiro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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