VIDA A DOIS

“Quando passeamos juntos pela rua, mostramos a sorte que é ter um ao outro”.

Marii Freire.

As pessoas nos olham, mas o que elas não sabem é que não se trata de sorte, mas de cuidado. Amor é cuidado que a sorte não dá. Reconhecer esse detalhe é fundamental para buscar melhorar sempre o relacionamento.

A felicidade de um casal é cosida pelas mãos que estão juntas, os dedos entrelaçados, o olhar fixo um no outro. O amor que muitos vêem, é esse que nasce a partir de um ponto que sobressai a aparência. As pessoas, elas querem muito mostrar que são felizes, amadas e queridas. Mas, a gente sabe que, o amor verdadeiro, ele não nasce do acaso. As relações de modo geral, pode-se dizer que estas, são feitas de aparência, porém, sem a essência, elas não sobrevivem. Não é atoa que vemos tantos exemplos de relacionamentos fracassados.

” Amor é estado de graça “, como disse o mineiro lá de Itabira, Carlos Drummond de Andrade. Eu só dou amor se o tenho. Aqui, necessariamente, não significa receber do outro, para tê-lo. Significa sim, eu fazer pela pessoa que amo, coisas natural do amor, como ofertar carinho, reciprocidade. E cobrar, pode? Olha, é interessante cobrar. Agora, não entendo como vantajoso, porque o que vemos de gente fazendo isso é lamentável. Agora, considere a realidade do amor, é preciso agir dessa forma, digo ” cobrar?” Acho que não é necessário, se há amor, então tudo tem que ser gratuito. E se a coisa não flui como você gostaria, é interessante avaliar se o que você vive é mesmo uma história de amor.

O amor que se constrói a dois, ele vem daquilo que alastra na alma. É um sentimento puro, deliciosos, delicado. O amor é toque, mas não é o roçar a pele na outra, não é atiçar o sexo. Isso é uma modalidade do amor. O corpo é somente a moradia risonha, onde vive todo sentimento bom que damos e recebemos. Eu acredito que no amor exista até uma certa ingenuidade. Por que falo ingenuidade? Porque todo amor para ser verdadeiro, ele tem que ser ingênuo, porque quem o recebe acredita na ‘bondade’ de que oferece. Se ele for malicioso, engana. Logo de cara se percebe isso. Tudo bem, mas o amor ingênuo também engana! É verdade, mas neste caso, ele já se afasta da proposta que estou trabalhando aqui. Digamos que, se esse amor engana, é porque existe algumas máscaras que precisam ser vistas.

Eu estou falando de amor verdadeiro, de entrega, de abraço, carinho, da leitura um do outro. Não falo dessa coisa que corresponde à idéia de suas facetas. Falo de um casal que se relaciona, que se conhece, que entende a linguagem do outro. Amor é abrigo, proteção e carinho na medida certa.

Amar alguém significa, eu querer o bem dessa pessoa, assim como, quero o meu. Só que para que isso aconteça, tenho que ficar atento (a) as necessidades desse amor. Sabe? É saber aonde eu posso agregar, e da mesma forma, procurar não cometer excessos. Para isso é bom, conhecer os nossos defeitos, e os do outro. Pois, sabemos que a maior causa de separação é não conhecer o esforço que se faz para relevar as nossa faltas, evidente, cometemos erros, e de quem amamos. A verdade é que, os desgostos, os desentendimentos, na maioria das vezes, surgem por falta de atenção, negligência mesmo. É impossível ter um casal que não brigue por conta de coisas pequenas ou grandes. Mas, a parte que interessa, é o quanto esse casal se doam para consertar os possíveis desentendimentos.

O amor é um sentimento singular. Nasce de dentro pra fora. Uma coisa que vem de dentro, ela dificilmente se perde na confusão. Perde quando não se sabe amar. Todavia, os que sabem, estes sempre ganham.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Casa, Comida e Roupa Espalhada

Santarém, Pá 18 de janeiro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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