Sociedade Escravista

O índio escravizado teve um papel fundamental para a nossa sociedade, porque ele livre, ele não tinha utilidade nenhuma. Então, foi preciso escravizá-lo para fazer com que, uma vez, submisso, ele trabalhasse para aqueles que por uma questão de privilégio, confiscasse a liberdade de quem nasceu desprovido deste.

O índio, assim como o negro também foi capturado, e usado como escravo. E por que? Pela cobiça dos exploradores. Claro, estes, queriam as terras indígenas, bem como a sua força de trabalho. O mesmo pode-se dizer do negro. Evidente que com características diferentes. Mas, também um povo condenado a viver num mundo a servir as pessoas que tinha dinheiro, propriedades imensas, os fazendeiros, vamos dizer assim. Então, diante dessa realidade de ter terras para trabalhar e faltando mão de obra, os exploradores conseguiram tornar essas pessoas cativas, e reger a sociedade pela força do braço, pela ameaça. Essas foi uma das formas de enriquecimento do país. A exploração do trabalho daqueles que se via numa posição menos favorecida. Necessariamente, não era desfavorecidos por um questão de destino social, mas por porque foram escravizado, ou seja, a escravização os fez objetos. Sem escolha, eles só podiam optar pela morte ou a submissão. A maioria optou pela submissão, ou seja, passaram a ter um dono. Essa foi a realidade que lhes restou.

Hoje, trazendo essa história prá cá, será que muitos, ainda se encaixam dentro desse modelo de submissão? Sim, pois por conta da lei, a escravidão acabou. Todavia, as formas de dominar, não. Esse modelo de sociedade igualitária, muitas vezes se mostra no papel de tempos atrás, onde podemos constatar a questão das ameaças ao negro e ao índio, falo de uma ameaça é real.

Palmares é um exemplo de que existe um enfrentamento inter- racial. Ele revela uma imagem de tudo aquilo que viveu o negro outrora. Outro detalhe importante, dentro da sociedade, é que há inúmeras situações, onde existe o resquício da imagem vivida pelo negro. Qual é o maior exemplo que temos hoje? do negro pobre e favelado. Óbvio que, vivendo com menos pressão, mas que encontra uma série de dificuldades pelo caminho. Não diferente de antigamente, pode-se dizer que o negro viver como quem luta pela vida, e não deixa de ser uma verdade. Como quem foge dos conflitos, das discriminações, das condições de trabalho comum. E o índio? Os verdadeiros donos dessa terra, ao serem dominados por aqueles que tinha projetos para viver aqui , eles cederam lugar ao assumir uma posição de inferioridade. Veja, cederam por pressões. Muitos fugiram, mas, metade da população simplesmente, foi dizimada. Esse é o exemplo de pessoas que foram condenadas a lutar por liberdade.

A cobiça de outrora, promoveu a riqueza de muitos, mas afunilando a história, dividiu nos todos em classe. De um lado tem-se um estrutura estatal fundada na conquista e dominação, do outro, os dominados, ou seja, pessoas que tiveram que abrir mão dos seus sonhos para assumir também a responsabilidade do sonho do europeu. Foram eles, a responsabilidade pela força pela conquista dessas pessoas. Brancos de um lado, negros e mestiços no meio dos conflitos, dos enfrentamentos. Hoje pode -se dizer da bala perdida. Quantos situações não poderia citar aqui pra vocês? Várias. As diferentes formas de domínio, faz com que a classe dominante tenha controle sobre aqueles que domina.

As comunidades pobres é uma realidade, e também uma forma de rentabilidade para aqueles as exploram. A gente percebe que, mudam-se os tempos, as formas, de dominar, os modelos de governos e tudo mais. Porém, a força continua centrada nas mãos daqueles que tem o propósito econômico. Quem produz, domina. A massa ( povo) mesmo alfabetizada, ela continua sendo tratado como escravaria, ou seja, produz muito daquilo que não consome. Muitos rostos escapam da miséria, essa é a realidade. Por outro lado, a Justiça tem um papel importante que é assegurar direitos a todos, mas principalmente, dás pessoas que aparecem refletida dentro dessa imagem de opressão, de um Brasil de miséria, ou seja, pessoas simples, através da das brechas institucionais. É esse o detalhe que coopera para a idéia de sociedade igualitária. A tentativa é de fazê-las mais justa para todos. Embora nem sempre seja possível, porque muitas a força se sobrepõe a Justiça. Todavia, os remédios constitucionais é que tem sobre o grau de injustiça que temos nesse país.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem & criação: Marii Freire Pereira/ VEM comigo!

Santarém, Pá 17 de janeiro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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