Florbela Espanca

Se é sempre Outono o rir das Primaveras

Castelos, um a um, deixa- os cair…

Que a vida é um constante derruir

De palácios do Reino das Quimeras!

E deixa sobre as ruínas crescer heras,

Deixá-as beijar as pedras e florir!

Que a vida é um continuo destruir

De palácios dos Reinos das Quimeras!

Deixa tombar meus rútilos castelos!

Tenho ainda mais sonhos para erguê-los

Mais alto doque as águias pelo ar!

Sonhos que tombam! Derrocada louca!

São como os beijos duma linda boca!

Sonhos!..Deixa-os tombar…Deixa-os [tombar.

Florbela Espanca. RUÍNAS. V.2/ Livro de Soror saudade, Charneca em flor, Reliquiae. L&PMPOCKET. Porto Alegre, 2018

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem. Instagram/ LISBOANSCAPE. Castelo, Lisboa, Portugal.

Santarém, Pá 17 de janeiro de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Florbela Espanca

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