Craveirinha

Se me visses morrer

Os milhões de vezes que nasci…

Se me visses chorar

Os milhões de vezes que te riste…

Se me visses gritar

Os milhões de vezes que me calei

Se me visses cantar

Os milhões de vezes que morri

E sangrei

Digo- te, irmão europeu

Também tu

Havias de nascer

Havias de chorar

Havias de cantar

Havias de gritar

Havias de morrer

E sangrar…

Milhões de vezes como eu.

Craveirinha. Na cantiga do negro do batelão. ( Craveirinha. Via Atlântica , n.5. Revista do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculos da FFCH da USP. São Paulo, 2002. p.100). Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. 5 ed.reform. Atual. São Paulo, 2013

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. afro- art- chick

Santarém, Pá 9 de janeiro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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