VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL

Vamos falar sobre uma coisa séria? Vamos falar sobre violência institucional. Saiu uma matéria na REVISTAFORUM.COM.BR, a respeito de uma situação que deixou muita gente indignada. Abre aspas:

” SE TEM LEI MARIA DA PENHA, NÃO TÔ NEM AÍ. NINGUÉM AGRIDE NINGUÉM DE GRAÇA “. DIZ JUIZ NA AUDIÊNCIA “.

Fecha aspas. O episódio acometeu numa audiência na Vara de Família em São Paulo. Ora, esse tipo de conduta é reprovável, pois um magistrado não pode falar dessa forma com a vítima. Há de se compreender que a mesma merece proteção do Estado dentro dos direitos de busca. O Estado, deve ser um instrumento que ofereça proteção a quem se faz ser visto por ele é não o contrário.

É preciso que o perfil de um Juiz seja visto como algo inspirador, e não que venha trazer preocupação como ocorreu com esse caso, onde a vítima de violência precisava ter sido acolhida com preocupação e respeito. Não é preciso que haja somente a lei Maria da Penha para atender o caso de mulheres que são vítimas todos os dias de violência em nosso país. É preciso mais do que isso. Faz-se necessário que os agentes que trabalham nesses órgãos, e que prestam serviços ao Estado, que estes, estejam preparados para lidar com situações delicadas como essa. Se um agente agir assim todas as vezes que uma vítima for em busca de ajuda, de socorro, e houver esse tipo de comportamento, certamente, essa vítima irá se afastar, por deixar de acreditar na boa-fé da Justiça.

Diante dessa realidade, é preciso dizer que esse tipo de situação, acontece não só com o Judiciário, como foi esse caso. Mas, em diversas instituições, como delegacias e hospitais, onde os agentes excedem de seus limites, e infelizmente, têm comportamentos reprováveis. O próprio Judiaciario vive abarrotado de processos.

Um dos motivos que muito preocupa é também se perguntar é: “aonde vem sendo falha Em relação a preparação desses profissionais?” Sim, porque estudam para saber lidar com situações como essa todos dias. A pergunta é: ” a falha consiste na educação ou na hierarquia que trazem de casa? Essa forma de tratamento se alicerça aonde?”Porque se observa, o perfil dessas e nota-se que parte disso tudo persiste numa ‘venda’ que eu quero usar, que é tratar as pessoas da maneira que vejo como correto.

Humanamente falando, é impossível dizer que não haverá falhas na forma de tratar as pessoas, na maneira de lidar com os seus problemas. Todavia, é possível ficar atento a detalhe que podem comprometer toda uma carreira. E para isto, é importante aparar as arestas, diminuir os excessos em prol do lado mais fraco que é o cidadão. Ora, imagine, eu estudei para lidar com pessoas. Eu posso ser um Juiz, um médico, um policial, portanto, devo ter capacidade para falar e lidar com cada situação. Se falho, devo corrigir os meus excessos porque do contrário, estarei ferindo o direito de outrem.

Em um contexto geral, tantos advogados, quantos magistrados, médicos têm uma carga de trabalho muito alta, exigente e estressante. Todavia, é preciso respeitar a própria instituição que trabalham para serem merecedores da confiança de seus clientes. Qualquer pessoa que se sinta prejudicada, ela pode agir contra esses agentes públicos. Em relação ao caso do magistrado, pode se dizer que existem muitos mais exemplos do que esse, nem sempre sai da sala de um Juiz. Más, independentemente de sair ou não, a conduta é sempre reprovada diante da lei e da sociedade, além de macular o nome da Justiça não condiz com Justiça que deve sempre ser acolhedora, na verdade, protetora.

Eu sempre levanto a bandeira da educação. Acredito que só uma educação de qualidade para todos é que pode nos tornar seres humanos mais preparados para lidar com o mundo, com as pessoas e as dificuldades. Mas, ao mesmo que defendo essa bandeira, vejo que existem muitas pessoas letradas que desprezam tudo o que aprenderam para fazer uso no dia a dia, de coisas que parte daquilo que trazem de casa. Essa é uma falha que a educação não pode corrigir, pode melhorar, mas não consertar. E esses comportamentos, são facilmente visto no Judiciário, no trânsito, nos hospitais, ou sejam são situações onde as pessoas precisam de um tratamento humanizado e não trabalhados na base da ignorância.

As pessoas que buscam ajuda, seja em que instituição for, elas precisam ser amparadas com respeito. Esses lugares, precisam ter agentes preparados, e que ouçam as histórias de cada pessoa com atenção. A Justiça é um órgão que não pode tratar com indiferença aqueles que buscam proteção, pois para elas chegarem a pedir ajuda é porque já recorreram todos os meios possível. Quando uma vítima de violência precisa do Estado é porque ela já não consegue administrar os seus problemas sozinha.

Estado, esteja atento a necessidade daqueles que pedem socorro.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem & criação: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 18 de dezembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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