Sempre lutamos para não sermos absolvidos pelas nossas próprias misérias

Caminhar sozinhos, estar sempre disposto a seguir pelos menos boa parte de nossos caminhos sozinho, é o que grande parte de nós fazemos. Andar por entre os nossos labirintos, carregar o peso da responsabilidade, de tomar decisões sozinhos, é o que prolonga os nossos excessos e revela o quão aliada a nos é a solidão.

Essa sensação de não ter alguém por perto é o que separa muitas vezes um do outro, uma pessoa da outra. De repente, você descobre que o fato de ser independente é para poucos. Por que falo ” independente?” Porque no fundo é isso que nos resta, é ficar ouvindo o ruído das palavras.

[…]

Nós, seres humanos, somos muito dominados pela emoção, pelas nossas carências afetivas principalmente. Às vezes somos convidados a refletir acerca da vida, do que precisamos fazer para enfrentar as nossas dificuldades e não ser sucumbindos por elas, pelas loucuras dos abismo que se abrem diante de nós.

É nesse momento que temos de enfrentar a dor da vida diante de uma perda ou daquilo que precisamos compreender. Sabe questões essenciais? Entender o lado profundo do ser humano é difícil. Há coisas por exemplo, que ao vivenciá-las, somos decepados por dentro. São atos tão doloridos que viram feridas, deforma o tecido da alma.

Muitas pessoas se culpam por não saber lidar com sentimentos que modifica o psicológico, porque querendo ou não, elas sabem para aonde caminha a sua sorte […], e quando vivem essas experiências, elas fazem mil questionamentos acerca de suas próprias prisões. Solidão é cárcere, e ser inteligente é compreender isso, e não condenar a sua mesmo. É claro que a dor nos ensina. É o psicológico que nos revela esse detalhe com clareza.

Todavia, além da dor emocional, também passamos por um processo de solidão, de julgar mais a si mesmo, de saber que todo aquele tormento provoca indiferença, porém não é opcional. Na verdade, nenhum sofrimento opcional, mas é uma forma de encarar a vida e saber que é necessário seguir. É o momento de chegar pra ela e dizer ” Eu não vou desistir “. Eu vou sim, reinventar o sorriso e mesmo com medo, seguir. É justamente, essa a escolha que fazemos. Pensar diferente e compreender de uma maneira clara, honesta é o que nos move pra frente.

Toda transformação nos assusta. Mas, é preciso encontrar a si mesmo. Oferecer um gesto de carinho, e procura fazer um esforço que nos permita sonhar novamente. Como se diz ” conseguir enxergar o mundo, antes que as coisas olhem para nós “. Ter uma visão renovada. Isso sim, nos permite perceber o mundo com olhos de curiosidade. Talvez, essa seja até uma força compensadora.

Vamos nós!…

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. VSCO

Santarém, Pá 15 de outubro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Sempre lutamos para não sermos absolvidos pelas nossas próprias misérias

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