Manoel de Barros

Manoel de Barros é considerado como um dos maiores poetas brasileiros. Nascido aos 19 de março de 1916, em Cuiabá (MT), onde passou parte de sua infância . Aos 13 de anos, mudou-se para Campo Grande. Anos depois, ele foi estudar no Rio de Janeiro, onde formou-se em Direito.

Engana -se quem pensa que o seu primeiro livro tenha sido de poesia. Na verdade, o primeiro livro de Manoel surgiu por conta de uma confusão com a polícia, quando ele ainda vivia no Rio de Janeiro. Tudo teria ocorrido por conta de uma pichação que Manoel teria feito numa estátua, onde dizia ” Viva o Comunismo “. Em meio a confusão, a polícia foi na pensão que Manoel morava para prendê-lo. A dona do estabelecimento pediu para que não o prendesse ele, pois era uma pessoa de boa índole, inclusive havia escrito um livro chamado ” Nossa Senhora de minha escuridão. Havendo a sensibilização do policial por conta da história, Manoel não foi preso, porém o livro fora.

Embora a vida de Manoel tenha sido toda voltada a poesia, afirma -se que, o primeiro trabalho só teria sido escrito por volta dos seus 19 anos.

Apesar de ter vários trabalhos, ele só passou ter reconhecimento a partir da década de 1980. Daí por diante, Manoel ganhou vários prêmios, dentre eles, o Jabuti. Em 1987, surge ” O guardador de águas”. Com grande destaque, teve trabalhos publicados em Portugal. Manoel também é um escritor brasileiro com reconhecimento na Espanha e na França.

A poesia de Manoel é surrealista. Outra característica bastante comum em seu trabalho é o uso do vocabulário coloquial rural. Manoel trabalha muita a questão da natureza, como por exemplo:

” Remexo com um pedacinho de arame nas minhas memórias fósseis

Tem por lá um menino a brincar no terreiro

entre conchas, osso de arara, sabugo

O menino também puxava, nos becos de sua aldeia, por um barbante sujo…

O menino hoje é um douto que trata com física quântica.

Mas tem nostalgia das latas.

Tem saudades de puxar por um barbante sujo uma latas tristes.

Aos parentes que ficaram na aldeia esse homem

encomendou uma árvore forte…

para caber nos seus passarinhos.

De tarde os passarinhos fazemárvore nele”.

( Fragmento 14, do Livro para encantar o azul eu uso pássaros. Apud Bravo! Junho 1998)

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013

Se você desejar conhecer mais sobre a poesia de 1930 – 1940, pesquise mais sobre o trabalho de Manoel de Barros e toda a sua contribuição para a literatura brasileira. É um encanto!..

Marii Freire Pereira

Imagem: Marlene Bergamo/ Folhapress. Página Manoel de Barros/ Facebook.

Santarém, 29 de Julho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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