” Silêncio que respeita “

Essa é uma frase que está inserida em um dos trabalhos da Cora Coralina, uma pessoa linda de alma, simples. Mas que soube espalhar riqueza de um jeito único, na sua maneira de falar ou mesmo de escrever sobre a vida.

O ‘silencio que respeita’, ele abre portas para muita coisa em nossa ‘passagem’, por aqui. Um inimigo ao silenciar sobre aquilo que ele sabe a seu respeito, torna- se amigo. Pois ao fazer isso, decidiu não semear discordância a seu respeito. E não é porque ele não deseja o seu mal, mais pelo fato de, acabar se vê como um “miserável”, tanto quanto você. A diferença é que ele decidiu não atacar, mas seguir o seu caminho sem a necessidade de disputas.

Eu não gosto de alimentar essa idéia acerca de inimigos. Eu não tenho inimigos, eu tenho pessoas que não gostam de mim, e não gostam por suas razões. Agora, eu guardar mágoas a respeito disso, não. De fato, eu não tenho como carregar esse ‘peso nos ombros’, e seguir em frente. As minhas batalhas, as minhas derrotas, são coisas que pertencem a mim. Ninguém tem o poder de me atingir se fecho a porta para isto. A verdade é que todas as dificuldades que carrego comigo, são coisas que eles também vivenciam diariamente. Sentimentos como raiva e frustações, insucesso e tudo mais, não me fazem desejar a sua infelicidade. Eu não posso culpar ninguém por aquilo que não tem sido favorável em minha vida.

Nós, seres humanos temos muito essa coisa de culpar o outro por conta de situações que não deram certo. E não é assim dessa forma. Tudo existe por uma razão e um porquê. Eu por exemplo, cheguei a um ponto da minha vida que não tenho como acumular maldade, rancor ou qualquer outro sentimento acerca de ninguém. Eu tenho que cuidar de mim, se posso melhorar, que sentido faz ficar gastando energia com o que não me ajuda cresce como pessoa? Isso é mudança de consciência. E sabe por que não não sinto prazer em querer fazer mal para o outro? por um motivo muito simples: ‘não quero dividir a mesma dose de veneno’. É uma burrice a pessoa fazer mal para outra pensando que só ela vai prejudicar quem quer que seja. Veja, não estou dizendo que você precisa tolerar aquilo de errado que fazem com você. Digo algo pessoal: mude você…as suas atitudes.

É comum por exemplo, numa guerra você travar briga com alguém. Isso, muitas vezes, acaba vira um campo de batalha. Evidente que essas foram fundamentais para justificar muitas vezes a conquista de um povo. Ninguém melhor do que os historiadores para especificar isso com firmeza. Todavia, as guerras, as lutas, brigas são importantes do ponto de vista estratégico. Quando isso acontece para definir territórios, tudo bem, elas têm a sua importância. Aqui nesse caso, não. Me refiro ao trata-se com as pessoas. Essa, não é uma questão de vida ou morte, mas de escolha.

O único inimigo que pode lhe prejudicar de verdade, não um desafeto, é você. Claro, querendo ou não, as pessoas que tramam contra nós, todos os dias, parte delas, acabam nos assediando. Essas pessoas, simplesmente, recorrem ao nosso caos para obter algum tipo de vantagem, lucro, pode-se se assim dizer. Mas, esse resultado depende muito de nós, de nossa consciência. Se sabemos o nosso valor, por mais que sejam as contrariedades, não perdemos o equilíbrio. Isso é bom, porque as dificuldades serão sentidas por eles.

Há pessoas sábias que entre pensamentos maus e pensamentos bons, preferem passar por essa vida de uma maneira, que são mais, flexíveis…até com aqueles que não lhe querem por perto. E por que? Porque é muito mais interessante viver a sua própria vida, do que desperdiçar tempo tramando contra a vida do outro.

Cada um de nós, carrega consigo a possibilidade de construir a sua história de um jeito extraordinário. E aqui não falo de ascensão social, vantagens essa ou aquela. Falo de êxito pessoal. Falo de não carregar culpa, responsabilidade sobre os seus atos, principalmente os que não cometeu. Ah, mas você é ‘ boazinha!’. Não. Eu erro tanto quanto ou mais do que você. Agora, eu gosto ser sensata diante daquilo que posso. Às vezes, o maior erro que cometemos na vida é culpar o outro por aquilo que ” achamos” que ele tem culpa. E não. É muito mais provável que o erro esteja em nós. E, no entanto sentimos que a falha é do outro!..

Quando há muito ruído, dificuldade entre duas pessoas para manter um diálogo saudável, o que é preferível fazer? Respeitar! Manter o silêncio como uma espécie de privilégio interior. Talvez, pelo simples fato de querermos alcançar a felicidade, nada mais justo do que sermos mais sábios do que aqueles que nos deseja prejudicar. Mudamos de opinião e passamos seguir o nosso próprio caminho

[…]

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. MEN

Santarém, 15 de Julho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

3 comentários em “” Silêncio que respeita “

    1. Eu acredito que cada um tem a sua particularidade em relação à mágoas ou qualquer tipo de desentendido. E aqui por exemplo, cabe a sensatez. Acho que é possível melhorar sempre, desde que se queira.

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