O brasileiro é aquilo que lê?

É triste constatar que, infelizmente o brasileiro é aquilo que lê. Por que digo isso? Porque a maioria das pessoas não valorizam a leitura. O brasileiro tem uma resistência enorme quando o assunto é leitura, justo ela que tem um papel fundamental para promover a igualdade e o desenvolvimento do país.

Quanto você publica o trabalho de um autor, poucos são aqueles que demonstram interesse ou mesmo conhecimento acerca de quem foi o dono da obra. Lamentável porque esse déficit de conhecimento, acaba custando caro para nós.

Todavia, essa falta de interesse do brasileiro é algo que não pode ser condenável somente aqui nessa questão. Na verdade, é possível perceber que ela vem muito antes de se chegar a fase. A falta de uma política pública séria, compromete muito o rendimento das pessoas que poderiam ser trabalhadas ainda na base, digo na infância, com Projetos de incentivo à leitura de modo eficiente. É possível notar uma certa fragilidade não só em relação a esse detalhe, mas em outros, tanto que o que se observa é que os alunos só tomam conhecimento do trabalho de nossos escritores quando está se preparando para fazer um curso superior. Isso é péssimo!..

Algumas obras só passam a ser conhecidas quando a leitura é obrigatória. Quando não, não há a mínima importância. Esse estímulo deveria ser posto em prática muito cedo. Incentivado criança, desde o início da vida escolar, é fundamental para que ela chegue na fase adulta tendo o conhecimento que precisa para ingressar numa faculdade familiarizada com os nossos autores, com os seus trabalhos. A própria literatura, a literatura de tempos pretéritos, era ela a base do verdadeiro conhecimento, e que também não temos. E para piorar a situação, os próprios brasileiros, negam-se a acreditar no trabalho dos nossos escritores. A literatura nacional é rica, mas faltam adeptos para valorizá-la. Grande parte das pessoas, valorizam o futebol e o carnaval como as coisas mais importantes que temos. Tem que entenda que cultura é só pular atrás de bloco de carnaval.

[…]

Carnaval é interessante, porém não serve para emancipar a forma de pensar das pessoas. Quantos gênios, quantos escritores temos na nossa literatura? Vários, mas se perguntar na rua, no máximo uns três nomes você deve ouvir. Uma coisa que tenho notado bastante e acho horrendo é a supervalorização das frases de efeito. Definitivamente, elas não nos faz pensar, questionar o porque disso ou daquilo. Uma boa educação, é aquela que nos faz pensar. O conhecimento é necessário para isto, nos fazer pensar, articular e não ser um povo que tudo acata.

Há um preconceito tão grande do brasileiro em relação a literatura, que ele pensar que a literatura nos faz ‘flertar melhor ‘, e não. Nós temos autores que mostram que não. Temos Machado de Assis, Guimarães Rosa, Lispector, Graciliano Ramos, dentre vários outros nomes. E partindo para a literatura mundial é que esse leque torna-se, ainda mais rico. Cervantes, não nos deixa mentir. Há autores atemporal que os seus trabalhos atravessam séculos.

O brasileiro lê muito pouco, tão pouco que isso não promove a reflexão. E sabemos que quanto mais educado é um povo, menos condenado ao fracasso, eles estão.

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. Stocksy United

Santarém, Pá 8 de Julho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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