Sopro de vida

Às vezes, acontecerem mudanças drásticas em nossas vidas como, traumas, depressões, ataque de ansiedade, ataque de pânico, coisas advindas de situações que chegam de modo repentino.

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No início, é difícil lidar com o desconhecido, porque o medo, as incertezas, os pensamentos de fracasso, coisas que triunfam em nossa mente, criam um ambiente de incertezas. De repente, parece que a mente não consegue expressar com clareza aquilo que deseja. As idéias ficam embaraçosas, porque o raciocínio, não trabalha as dificuldades no sentido de decifrá-las. A impressão que se tem é que a mente sofre um bloqueio.

Diante das nossas limitações, não conseguimos reagir de forma coerente. Ficamos deprimidos (as), chegando ao ponto do orgulho, o egocentrismo falar mais alto.

Nós ficamos tão radical que chegamos ao auge da selvageria. E em momentos assim, até uma pequena palavra pode mudar toda uma história. A verdade é que o ser humano, não muda…’ não muda o argumento, porque ele fica apreensivo. Ele deixa de ser essa pessoa ‘ adestrada’ que a sociedade o torna, e age com um certo grau de ignorância. Às vezes, a pressão psicológica é tão grande que não produz nada de produtivo diante de estímulos estressantes.

Não adianta tentar mudá-lo em momentos assim. O ideal é que se der tempo ao tempo para que ele comece reagir, reeditar mente, ou seja, trazer de dentro pra fora o que estava engessado. Quando essa pessoa conseguir produzir respostas positivas, é que ela terá condições de construir pontes para atravessar a fase traumática. Isso ocorre, quando o inconsciente encontra respostas seguras para o que antes era um universo ilógico.

É complexo falar a respeito do que as pessoas sentem em momentos assim, porque cada ser humano tem uma forma de reagir. Tem pessoas que entram em colapso, outras se calam e também tem aquelas que, mesmo trabalhando a sua porcentagem mínima, vou dizer assim, consegue ter uma certa estabilidade. Elas conseguem gerir as suas vidas, mesmos diante desses momentos de transições. Se o mundo interior não está bem, mesmo diante do choque a qual acabam sendo vítimas, elas conseguem manter o controle dos pensamentos e consequentemente as emoções.

Assim, a medida que melhoram, sentem um refrigério na alma, porque entendem que são aquilo que podem fazer por si mesmas. É na adversidade, descobrem a verdadeira força que têm. Nesse momento sim, deixam de ter uma opinião negativa e passam a ser autodeterminadas.

Ter consciência do ser humano que somos é importante, porque independente da situação todos nós, vivemos as nossas fragilidades. Saber lidar com elas é fundamental para o nosso sucesso. Acredito que ser humano nenhum adoece por escolha própria. Sofrimento não é opcional. Quando se sofre, é preciso identificar o que vem causando dor, e até comprometimento em relação a nossa personalidade. Por isso, entende-se que nada é permanente em nossas vidas. A gente, acaba tendo essas instabilidades, mas em algum momento, se consegue voltar ao que éramos novamente, ou seja, conseguimos o equilíbrio de todo ser humano pleno.

Quando se passa por um longo período de desconforto na vida, se aprende valorizar os momentos bons, e a sensação de estarmos seguros novamente. É bom ter essa oportunidade de superação…sempre.

Marii Freire Pereira

Imagem:Pinterest. s3.amazaws. com

Santarém, Pá 7 de Julho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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