Engole o choro!

Todos nós, já ouvimos essa expressão ” você deve engolir o choro!”. Mas, como engolir o choro, se na verdade, o choro é um pedido de socorro a respeito de algo que dói em nós, no nosso íntimo?! Nem sempre é justo usar essa expressão com alguém. Acredito que para você falar isso para uma pessoa, primeiro é preciso passar por um crivo a realidade que você nem sempre conhece.

Há tantos pedidos de socorro que você nem nota, e talvez, por isso, é preciso ter cuidado com certas colocações. Não está escrito na testa de ninguém “estou com problema tal” ou ” me ajude, eu não estou conseguindo administrar isso sozinho ( a). Chorar é uma experiência única, e quando você não tem com quem desabafar? Assim como, uma criança é natural chorar! Me parece uma colocação precipitada dizer para uma pessoa, vamos!..” engole esse choro e vai, arruma a vida”. Não é assim que a coisa funciona. Tudo leva um tempo para acontecer. Esses momentos, são importantes porque se costuma ” arrumar a bagunça “, justamente por causa dessa experiência do conflito, é que temos as nossas respostas.

Chorar, antes de mais nada, é dizer em lágrimas aquilo que muitas vezes, você não pode expressar verbalmente. Chorar, nem sempre é abusar da confiança de alguém para que você possa ouvir “deixa de ser fraco”. Não, quantas injustiças se vive, até que uma lágrima caia? É ilusória a idéia de achar que podemos ser fortes o tempo inteiro, e que a dor é algo que não nos atinge. Atinge e muito! Somos humanos, dotados de sentimentos, temos uma sensibilidade incrível. E quer saber o que acho curioso? É o nosso não saber interpretar. Se julga muito, sem conhecer o que há por trás de um silêncio.

Só para se ter uma idéia, o silencio nos primeiros trintas segundos é decisivo na vida de uma pessoa, porque ou ela silencia algo ou explode. Quando ela explode com você, ela é a ignorante, a maluca, e tudo mais. Agora, quando ela guarda tudo isso para si, essa energia resulta em lágrimas. O fato é que, não devemos usar tal colocação. Acredito que é interessante analisar essa situação e procurar compreender que cada caso tem a sua particularidade. Aqui vale: “não julgue o livro pela capa “. É importante respeitar a dor do outro. Que chora:

_ Nem sempre tem a capacidade de engolir o choro e e ir!..

As coisas para se resolverem dentro de nós, elas levam um certo tempo, assim como, aqui fora. É um briga com o emocional.

_ É preciso encontrar a razão do sofrimento.

Gente, entrar em conflito com nós mesmos, é um processo muito doloroso. A vida tem os desconfortos que servem justamente para chegarmos aonde precisamos. Claro, às vezes, somos nós que falhamos, já outras, são as pessoas que falham conosco, e deixam uma ferida que escorre sangue e pus a todo momento. Éh!..Em muitas situações, a vida nos deixam marcas profundas que não cicatriza com tanta facilidade. Por isso, é que apesar, de todo sofrimento ser um processo doloroso, ele sempre ajuda. Ajuda, não a sarar, porque tem coisas que não sara de forma alguma, pode até criar uma crosta. Mas definitivamente, não cicatriza. Todavia, nos faz crescer.

[…]

Gente, chorar é tão sagrado quanto o ato de respirar. Já notou que depois de um bom choro, você puxa o fôlego com mais força, com mais vida? Caso não tenha percebido, preste atenção. É igual o momento em que nascemos, o que se deseja é encher o pulmão de oxigênio. Assim, fazemos nos adultos! O que queremos é [ re]começar de onde a vida nos permite novamente. Depois de entrar em conflito com os nossos excessos, queremos respirar sem interrupção, sem lágrimas, e soluços. Mas, dessa vez com sorrisos. O sorriso mais gostoso só é possível depois de lágrima bem negociada. Não é só aqui que somos egoístas. Todavia, chorar, definitivamente…” lava a alma”, nos deixando por tanto mais calmos. Por isso, não tenha vergonha de deixar escapar uma lágrima. Se precisar, chore com vontade, para depois ter capacidade de vencer todas as outras batalhas.

[…]

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. Psich central

Santarém, Pá 29 de junho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Engole o choro!

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