Pablo Neruda

” … Sim, senhor, tudo o que queria,

mas são as palavras as que cantam,

as que sobem e baixam…Prosterno-me diante delas…Amo- as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as…Amo tanto as palavras…As inesperadas…As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem…Vocábularios amados…Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, foi, metal, orvalho…Persigo algumas palavras…são tão belas que quero colocá-las todas em meu poema… Agarro-as no voo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo- as, aparo-as, preparo- me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas…então as resolvo, agito-as bebo-as, sugo-as, triturando- as,adorno-as liberto-as…”

Pablo Neruda. A palavra . Confesso que vivi. 11 ed. Rio de Janeiro: Difel, 1980

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Revista Galileu- Globo.com

Santarém, Pá 23de maio de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Pablo Neruda

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: