Mãe

Há tantas formas de definir a palavra mãe. Procriar, afeto sem limites, angústia, dor, sofrimento, assedio, abuso, maus tratos, frio, fome, delicadeza, negligência, ternura, e tantas outras contribuições que elenca e assegura de tal igualdade a mulher em nossa sociedade.

São títulos que, antecipadamente são concedidos a mulher- mãe. Não pense que ser mãe, é somente aquela imagem de uma bela mulher com uma criança sorrindo e jogando para o alto. Não, isso é marketing. É uma imagem que vende docilidade da maternidade. Todavia, vale fundamentar que mães são bravas e flexivas ao mesmo tempo. Muitas mulheres descobrem uma forma de exercer a legitimidade de mãe ali, no dia a dia. É uma criança que por alguma razão perdeu os seus pais e, portanto, precisa da criação urgente de novos vínculos afetivos, de alguém que chame de mãe, que tenha a referência de mãe. É uma avó, uma tia, uma irmã, cunhada, e esse número pode ir aumentando, dependendo da demanda. Você compreende o que estou tentando dizer? São filhos de uma relação de amor que chegam de todas as formas, desde aquela que você concebe ou acolhe. Filhos são filhos, antes de qualquer coisa, de amor. Crianças que chegam na vida das pessoas com a finalidade de construir uma nova realidade que até então, não existia. E se você notar, aquela relação entre a criança e a nova família, muitas vezes percebe que ela chegou para preencher um vazio, para produzir um equilíbrio emocional tão grande que a missão daquela mãe é criar e sacrificar a vida pela prole.

Às vezes, essas crianças chegam muita novamente de uma família, e é até possível criar desde cedo, uma relação de cuidado que parece que você sonhou, decidiu ou escolheu, que é justamente, criar um quartinho cor de rosa, ou azul. Comprar a primeira boneca, fraldas, bicos de mamadeira, ou para o meninos, os carrinhos, bolas, as roupinhas e tudo mais. Quer dizer, é um mundo que você constrói. Quase sempre constrói. Todavia, tem aquelas crianças que você simplesmente, não tem como preparar nada disso. Elas chegam de surpresa e você como mãe acolhe.

[…]

Chorar e não levar desaforo para casa é uma das coisas que se ensina. Claro, imagina ter uma parte dos seus direitos que lhes foram retirados e você não aprender lutar pelo resto, é covardia. Isso é coisa que só mãe guerreira ensina.

Mãe, mãe, mãe…” mamãe!” Que bom que esse instituto sagrado sempre ressuscita de qualquer lugar. E aqui vale a máxima ” O que Deus uniu, o homem não separa”. Acho que ela deveria caber exatamente aqui. Trocaram de lugar e o negócio dá trabalho até hoje. Estou brincando! Na verdade, isso é só para aliviar esse conceito de mãe, mulher que a sociedade as transforma em verdadeiras mártires.

Amigos, o conceito de mãe, digo de maternidade é enaltecido em nossa sociedade desde que, a filha é só um ser ainda muito pequeno, e vai se tecendo o mundo dessa criança até que ela chegue na fase adulta e assim, tenha condição de ter os seus próprios filhos. O desejo de ser mãe nos é alimentado desde…sempre. E não tem hora marcada para que isso aconteça. Se é mãe, muito nova ou com a idade já avançada. Tem mulheres que preferem construir uma carreira profissional primeiro para exercer a maternidade mais tarde. Para a maioria, os filhos simboliza uma realização plena.

Mãe é um ser que carrega consigo a esperança de sempre poder contemplar o filho ( a), numa condição melhor do que a sua. O conceito de mãe é construída dentro de uma série de exigência, mas nenhum é maior do que aquilo que ela possa ser, o direito e o dever de ser MÃE, ‘só mãe’. Isso é o que eternizar o conceito materno, é aquilo que não rompe essa imagem de sacralidade que temos a respeito de mãe.

FELIZ DIA DAS MÃES.

Marii Freire Pereira

Imagem: elo 7

Santarém, Pá 10 de maio de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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