” Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar no patamar de quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embalados de cimento e lágrimas
Sentou para descansar como se fosse fosse sábado
Comeu feijão como se fosse príncipe
Bebeu e soluço como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhoi como se pubusse música…”
Chico Buarque- Construção ( 1971)
Imagem: Brasil de fato
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Santarém, 30 de março de março de 2020

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